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Projeto cultural vaticano abordará o crime organizado
A nova edição do Átrio dos Gentios, um espaço de diálogo entre crentes e não crentes, mantido pelo Conselho Pontifício para a Cultura, será realizada em Palermo, na Sicília. O encontro abordará o espinhoso tema da máfia e do crime organizado.
"O Átrio dos Gentios é um sinal da cultura contra a degradação da delinquencia", disse em entrevista à Rádio Vaticano o magistrado Giusto Sciacchitano, vice-fiscal nacional de combate à máfia de Palermo, ao se aproximar a próxima etapa do ciclo de encontros apoiados pelo papa Bento XVI, cujo objetivo é fomentar um diálogo entre crentes e não crentes.
Depois de Bolonha, Paris, Bucareste, Florença, Roma e Tirana, o Átrio dos Gentios terá a sua nova edição na capital siciliana nos próximos dias 29 e 30 de março.
"[A máfia] é um problema cultural, político, sociológico e econômico que afeta todo o mundo", disse Sciacchitano à Rádio Vaticano. "É claro que ela tem que ser combatida pela via legal, mas também com a cultura, porque a máfia se baseia numa ‘incultura’".
Em Palermo, confluência de culturas e tradições diversas, mas também um símbolo da luta contra o crime organizado, um evento cultural como este pode ser "de grande importância para os diversos pontos de vista", acrescentou o perito no assunto.
A Sicília foi dominada durante séculos por vários povos diferentes. Em sua cultura e nos seus sistemas jurídicos, os sicilianos “foram obrigados a dialogar”, e esse diálogo se transformou numa espécie de hábito.
Palermo, que pode ser considerada como a capital da máfia, também foi reconhecida pela ONU como a capital do combate à máfia. A capital da Sicília, aliás, foi o palco da assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o crime organizado.
Estes dois aspectos, um negativo e outro positivo, e que são formadores de cultura tanto local como mundial, exigem, de acordo com Sciacchitano, uma visão universal. Por isso, a reunião de Palermo será uma oportunidade para analisar o problema como "inteiramente mundial" e "com a atenção que ele merece".
"Ele não afeta só a Itália nem só a Sicília", insiste Sciacchitano. "Veja as realidades do Extremo Oriente, dos países da América do Sul, da Europa do Leste, a área dos países balcânicos, países todos atravessados por rotas do tráfico de diversos grupos organizados”.
"O Átrio dos Gentios é um sinal da cultura contra a degradação da delinquencia", disse em entrevista à Rádio Vaticano o magistrado Giusto Sciacchitano, vice-fiscal nacional de combate à máfia de Palermo, ao se aproximar a próxima etapa do ciclo de encontros apoiados pelo papa Bento XVI, cujo objetivo é fomentar um diálogo entre crentes e não crentes.
Depois de Bolonha, Paris, Bucareste, Florença, Roma e Tirana, o Átrio dos Gentios terá a sua nova edição na capital siciliana nos próximos dias 29 e 30 de março.
"[A máfia] é um problema cultural, político, sociológico e econômico que afeta todo o mundo", disse Sciacchitano à Rádio Vaticano. "É claro que ela tem que ser combatida pela via legal, mas também com a cultura, porque a máfia se baseia numa ‘incultura’".
Em Palermo, confluência de culturas e tradições diversas, mas também um símbolo da luta contra o crime organizado, um evento cultural como este pode ser "de grande importância para os diversos pontos de vista", acrescentou o perito no assunto.
A Sicília foi dominada durante séculos por vários povos diferentes. Em sua cultura e nos seus sistemas jurídicos, os sicilianos “foram obrigados a dialogar”, e esse diálogo se transformou numa espécie de hábito.
Palermo, que pode ser considerada como a capital da máfia, também foi reconhecida pela ONU como a capital do combate à máfia. A capital da Sicília, aliás, foi o palco da assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o crime organizado.
Estes dois aspectos, um negativo e outro positivo, e que são formadores de cultura tanto local como mundial, exigem, de acordo com Sciacchitano, uma visão universal. Por isso, a reunião de Palermo será uma oportunidade para analisar o problema como "inteiramente mundial" e "com a atenção que ele merece".
"Ele não afeta só a Itália nem só a Sicília", insiste Sciacchitano. "Veja as realidades do Extremo Oriente, dos países da América do Sul, da Europa do Leste, a área dos países balcânicos, países todos atravessados por rotas do tráfico de diversos grupos organizados”.
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