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Polônia: Arcebispo condena ataques contra participantes de marcha do orgulho gay

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O Arcebispo de Bialystok (Polônia), Dom Tadeusz Wojda, condenou o ataque de grupos opositores contra participantes de uma marcha do orgulho gay, realizada no último sábado, e observou que "a violência e o desprezo" são "incompatíveis com a atitude dos cristãos".

“Os atos de violência e desprezo são incompatíveis com a atitude dos cristãos, seguidores de Cristo. É nosso dever defender valores com ferramentas que sempre sejam compatíveis com o mandamento do amor ao próximo e o respeito por cada ser humano”, escreveu Dom Wojda em um comunicado publicado em 22 de julho, dois dias após os eventos que ocorreram em Bialystok, leste da Polônia.

Em 20 de julho, durante a denominada “Marcha pela Igualdade”, o primeiro evento deste tipo na história da cidade e que convocou quase mil manifestantes, a polícia prendeu 25 pessoas que provocaram atos violentos contra ativistas LGTBI (lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e intersexuais). Os agressores são suspeitos de ameaçar as forças de ordem e cometer furtos.

As fotografias e vídeos publicados nas redes sociais mostram homens, vários deles vestindo camisas de clubes de futebol, atacando e insultando os ativistas. Segundo a CNN, "milhares de fanáticos de futebol, ‘ultranacionalistas’, grupos de extrema direita e outros jogavam bombas de fumaça, pedras e garrafas de vidro”.

Em sua declaração, Dom Wojda disse que os atos de violência "não podem ser justificados e aceitos", porque "são ações contrárias ao ensinamento de Cristo".

“É nosso dever defender os valores com ferramentas que sempre sigam o mandamento do amor ao próximo e do respeito por cada ser humano. Jesus nos manda diretamente: ‘Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam’", reforçou.

Segundo a CNN, o Arcebispo Bialystok chamou os fiéis a "defenderem os valores cristãos" participando de um piquenique familiar no Palácio Branicki e de uma vigília de oração ao ar livre na Catedral de Bialystok. Também disse que a marcha LGBTI foi "uma iniciativa alheia à região".

Em seu comunicado, Dom Wojda recordou o “belo e valioso testemunho” deixado pelas “vigílias de oração oferecidas com este propósito pelo sofrimento dos doentes”, assim como “as orações nos templos e em frente à catedral”.

“Continuo os encorajando a rezarem e cuidarem de sua família, pela pureza dos costumes que prevalecem nela. Que nossas famílias, Deus forte, sejam um exemplo de amor belo moldado na Sagrada Família. Os acontecimentos do sábado mostraram que ainda temos muito que fazer para conquistar a paz nos nossos corações. O amor de Cristo tem que nos comprometer todos os dias”, exortou o Prelado.

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