Poluíram as águas e o ar que respiramos. Fizeram experiências químicas e criaram novos alimentos. Acabaram com as florestas e dizimaram milhares de espécies, de minúsculos a grandes animais.
Jogaram tóxicos nas plantas. Os tóxicos desceram para o solo com as primeiras chuvas. Do solo foram para os rios, dos rios para as lagoas ou para o mar.
Representantes do povo, em muitos países, decidiram que é permitido abortar e também que é permitido casar com pessoa do mesmo sexo. O que dizem os profetas e os religiosos não tem nenhuma importância para eles. Se um grupo quer alguma coisa e a maioria aprova, então, torna-se verdade. Dizem que este assunto de fé, princípios, moral, Igreja, Deus, é relativo. Os homens e mulheres se organizaram em grupos, em comunidades de países e decidiram que o que vale é o voto da maioria.
Como as religiões estão divididas e também cada uma diz o que quer, não se sentem obrigados a ouvi-las. Divididos em etnias, raças, religiões, ideologias, correntes e partidos, os homens caminham cada qual querendo que o mundo siga o seu jeito de ver a vida ou pelo menos esperam que ninguém se meta nos seus projetos. Acham-se no direito de fabricar bombas atômicas, armas bacteriológicas e artefatos que matam milhões e ao mesmo tempo proibir que outros fabriquem. Eles podem, os outros não!
Acumulam somas incalculáveis de dinheiro enquanto determinam o preço dos frangos, das laranjas e das batatas dos povos pobres. Não se cansam de ter cada dia mais e não se cansam de lutar para que os outros tenham cada dia menos. Quase dois bilhões de seres humanos vivem com menos de dois dólares por dia, isto é, são candidatos à fome ou passam fome e os programas de assistência não chegam lá. Mas há dinheiro para aquedutos, gasodutos, bombas, aviões-bombardeiro, construções megalômanas. Só não sabem o que fazer pelos pobres do mundo, exceto de permitir programas que os impeçam de ter filhos ou que lhes permitam abortar os filhos que não querem ou não podem ter.
Donos das sementes das cadeias alimentares, dos produtos de fertilização do solo, das fontes de informação e, em breve, das águas do planeta, esses poucos homens poderosos que se reúnem em corporações sentem-se os novos deuses da história. Nada os detém. Se der lucro eles fazem e se clonar um ser humano for vantajoso, eles darão um jeito de consegui-lo.
Há sempre um jeito de calar os religiosos e de convencer uma população inteira de que isto é bom para o futuro da humanidade. E se puderem comprar um púlpito e uma igreja, é o que farão. Talvez eles não sejam o anti-Cristo, mas certamente são o anti-homem. Não lhes interessa a sorte e o futuro de bilhões de pessoas, contanto que a deles esteja garantida.
Como animais que urinam numa área da floresta para delimitar o seu território, eles delimitam o seu. Só que o seu território está ficando cada dia maior. E se decidirem que querem a terra e o espaço dos outros é isso o que farão. Corporações, indústrias, políticos, países, grupos de máfia, grupos religiosos, avançam impiedosamente no território e nas ovelhas dos outros.
Ouve-se no mundo inteiro um só grito: “é meu, é meu, é meu!”. Tudo lhes pertence ou pode pertencer. Nada que é do outro é sagrado, mas o que é deles é intocável! É nesse tipo de mundo, onde milhões não agem como irmãos e não querem ser irmãos, que você escolheu ser irmão de todos, irmã de todos. Não se iluda: é muito difícil! Alguém quis isso e o fez da maneira mais altruísta possível e acabou torturado e crucificado e seus discípulos mais imediatos também.
O mundo sofre há milênios a “síndrome do filho único” e não quer ter irmãos e ter que dividir os seus bens com os outros. Ele até aceita desde que joguem na bolsa, tussam, orem, cuspam, invoquem a Deus exatamente como ele. Então, aceita chamá-lo de irmão, desde que você admita que o escolhido é ele e que a maior parte da herança a ele pertence. Segundo eles, não existem direitos iguais e se alguém insistir nessa pregação, há uma cruz a sua espera em algum lugar do planeta.
Fonte: www.padrezezinho.com
Jogaram tóxicos nas plantas. Os tóxicos desceram para o solo com as primeiras chuvas. Do solo foram para os rios, dos rios para as lagoas ou para o mar.
Representantes do povo, em muitos países, decidiram que é permitido abortar e também que é permitido casar com pessoa do mesmo sexo. O que dizem os profetas e os religiosos não tem nenhuma importância para eles. Se um grupo quer alguma coisa e a maioria aprova, então, torna-se verdade. Dizem que este assunto de fé, princípios, moral, Igreja, Deus, é relativo. Os homens e mulheres se organizaram em grupos, em comunidades de países e decidiram que o que vale é o voto da maioria.
Como as religiões estão divididas e também cada uma diz o que quer, não se sentem obrigados a ouvi-las. Divididos em etnias, raças, religiões, ideologias, correntes e partidos, os homens caminham cada qual querendo que o mundo siga o seu jeito de ver a vida ou pelo menos esperam que ninguém se meta nos seus projetos. Acham-se no direito de fabricar bombas atômicas, armas bacteriológicas e artefatos que matam milhões e ao mesmo tempo proibir que outros fabriquem. Eles podem, os outros não!
Acumulam somas incalculáveis de dinheiro enquanto determinam o preço dos frangos, das laranjas e das batatas dos povos pobres. Não se cansam de ter cada dia mais e não se cansam de lutar para que os outros tenham cada dia menos. Quase dois bilhões de seres humanos vivem com menos de dois dólares por dia, isto é, são candidatos à fome ou passam fome e os programas de assistência não chegam lá. Mas há dinheiro para aquedutos, gasodutos, bombas, aviões-bombardeiro, construções megalômanas. Só não sabem o que fazer pelos pobres do mundo, exceto de permitir programas que os impeçam de ter filhos ou que lhes permitam abortar os filhos que não querem ou não podem ter.
Donos das sementes das cadeias alimentares, dos produtos de fertilização do solo, das fontes de informação e, em breve, das águas do planeta, esses poucos homens poderosos que se reúnem em corporações sentem-se os novos deuses da história. Nada os detém. Se der lucro eles fazem e se clonar um ser humano for vantajoso, eles darão um jeito de consegui-lo.
Há sempre um jeito de calar os religiosos e de convencer uma população inteira de que isto é bom para o futuro da humanidade. E se puderem comprar um púlpito e uma igreja, é o que farão. Talvez eles não sejam o anti-Cristo, mas certamente são o anti-homem. Não lhes interessa a sorte e o futuro de bilhões de pessoas, contanto que a deles esteja garantida.
Como animais que urinam numa área da floresta para delimitar o seu território, eles delimitam o seu. Só que o seu território está ficando cada dia maior. E se decidirem que querem a terra e o espaço dos outros é isso o que farão. Corporações, indústrias, políticos, países, grupos de máfia, grupos religiosos, avançam impiedosamente no território e nas ovelhas dos outros.
Ouve-se no mundo inteiro um só grito: “é meu, é meu, é meu!”. Tudo lhes pertence ou pode pertencer. Nada que é do outro é sagrado, mas o que é deles é intocável! É nesse tipo de mundo, onde milhões não agem como irmãos e não querem ser irmãos, que você escolheu ser irmão de todos, irmã de todos. Não se iluda: é muito difícil! Alguém quis isso e o fez da maneira mais altruísta possível e acabou torturado e crucificado e seus discípulos mais imediatos também.
O mundo sofre há milênios a “síndrome do filho único” e não quer ter irmãos e ter que dividir os seus bens com os outros. Ele até aceita desde que joguem na bolsa, tussam, orem, cuspam, invoquem a Deus exatamente como ele. Então, aceita chamá-lo de irmão, desde que você admita que o escolhido é ele e que a maior parte da herança a ele pertence. Segundo eles, não existem direitos iguais e se alguém insistir nessa pregação, há uma cruz a sua espera em algum lugar do planeta.
Fonte: www.padrezezinho.com
Quando Jesus chamou Herodes de raposa, quando silenciou diante dele, quando enfrentou Pilatos e o seu poder de procurador, quando teve pena do povo com fome e fez alguma coisa por ele, quando enfrentou os vendilhões do templo, quando contou parábolas que questionavam os religiosos do seu tempo, quando defendeu os pobres, quando questionou duramente os ricos, estava fazendo política. Opinou sobre os governantes, respeitou ou enfrentou, mostrou o papel de um grupo religioso, pensou no momento e nas dores do povo e ensinou os seus seguidores a servirem os outros.
O mesmo Jesus que ensinou a orar ensinou a servir e deixou claro que não veio para ser servido, mas para servir. Não quis dinheiro, nem fama, nem poder, mas quis ver a justiça acontecer já no seu tempo. Uma leitura atenta dos evangelhos mostra Jesus não fechado nem sectário e querendo melhorias para o seu povo. Não veio ao mundo apenas para orar e ensinar a orar. Não foi morto porque orava, mas porque enfrentou os donos do poder, porque exigiu justiça e propôs uma outra visão do ser humano e da religião do seu tempo.
Não foi um líder político, mas não foi também apenas um líder religioso. Foi irmão, foi Filho, foi libertador e amigo do povo. Mostrou Deus como Pai, mas mostrou o ser humano como irmão com direitos, especialmente os mais indefesos a que ele chamava de pequeninos.
Soa, pois estranho quando algum cristão afirme ser contra os religiosos se meterem com política, Não só podem como devem. A historia do cristianismo e de todas as religiões do mundo está marcada pela política, bem ou mal exercida. E vai ser sempre assim. Os religiosos sempre se meterão na política, inclusive os que desligam a televisão na hora da propaganda, ou preferem ir fazer um sanduíche ou fritar pipoca durante a fala do presidente ou de um candidato. A decisão de não querer nada com política já é uma decisão política. Omitir-se e deixar que qualquer um se eleja e qualquer grupo assuma o poder é uma escolha política. Se não é possível viver sem tal escolha então aprendamos a escolher e escolhamos direito!
Fonte: www.padrezezinho.com
O mesmo Jesus que ensinou a orar ensinou a servir e deixou claro que não veio para ser servido, mas para servir. Não quis dinheiro, nem fama, nem poder, mas quis ver a justiça acontecer já no seu tempo. Uma leitura atenta dos evangelhos mostra Jesus não fechado nem sectário e querendo melhorias para o seu povo. Não veio ao mundo apenas para orar e ensinar a orar. Não foi morto porque orava, mas porque enfrentou os donos do poder, porque exigiu justiça e propôs uma outra visão do ser humano e da religião do seu tempo.
Não foi um líder político, mas não foi também apenas um líder religioso. Foi irmão, foi Filho, foi libertador e amigo do povo. Mostrou Deus como Pai, mas mostrou o ser humano como irmão com direitos, especialmente os mais indefesos a que ele chamava de pequeninos.
Soa, pois estranho quando algum cristão afirme ser contra os religiosos se meterem com política, Não só podem como devem. A historia do cristianismo e de todas as religiões do mundo está marcada pela política, bem ou mal exercida. E vai ser sempre assim. Os religiosos sempre se meterão na política, inclusive os que desligam a televisão na hora da propaganda, ou preferem ir fazer um sanduíche ou fritar pipoca durante a fala do presidente ou de um candidato. A decisão de não querer nada com política já é uma decisão política. Omitir-se e deixar que qualquer um se eleja e qualquer grupo assuma o poder é uma escolha política. Se não é possível viver sem tal escolha então aprendamos a escolher e escolhamos direito!
Fonte: www.padrezezinho.com
Acabo de escrever e entregar para publicação, um livro com o título “Da família sitiada à família situada”. Fugi da erudição e de longas citações. Há trechos profundos em Jacques Lacan, dezenas de outros autores católicos que consultei e, é claro, no Vaticano II, Puebla e dezenas de encíclicas sociais. A Igreja sempre se preocupou com a situação da família. É uma doutrina exigente! Não se brinca de ser família católica.
Mencionei-os, mas fiz questão de falar direto ao Fernando e à Dolores que, no meio de tanta confusão não sabem mais onde situar a sua família, ao Pedro e à Zefa que, lá no seu bairro, se declaram sitiados por outras igrejas e pregadores de um novo jeito de crer em Jesus, que todos os dias tentam levá-los para a mais nova versão do cristianismo. Não bastasse isso, seus dois filhos andam tentados a participar de um grupo violento, apadrinhado por dois infames traficantes.
Há, hoje milhões de famílias sitiadas. Não podem falar tudo o que sabem, não podem ir aonde querem, não podem nem querer o que desejam e mal conseguem se sustentar com o emprego, emprego que perderiam se falassem o que sabem e o que pensam. Como se não bastasse, no grupo religioso que seguem, alguém andou pregando doutrinas estranhas que cheiram a joaquinismo, donatismo, montanismo e novacionismo com noções estranhas de pecado e graça, de eleição e condenação, de matrimônio e castidade, de Espírito Santo e fim dos tempos... São vozes inúmeras e estapafúrdias querendo convencê-lo de que lá há mais Jesus naquele grupo do que em Roma ou na sua diocese e que ali, sim, a graça de Deus e as coisas acontecem.
Cercados por idéias estranhas vindas pela mídia moderna e por gente que garante que ouviu, viu e sabe das coisas, muitos pais e mães sentem-se sitiados e encurralados. Econômica, social, política e religiosamente não sabem mais situar-se, nem o que fazer. Parecem morar num desfiladeiro fechado nas possíveis saídas e com água a subir. Aí aparecem os salvadores políticos a dizer:- “Votem em nós que tiraremos vocês daí.” Os pregadores da verdade mais verdadeira garantem que, se aceitarem o Cristo do jeito deles, sairão daquele perigo porque Jesus salva, mas só quem aceitar a corda da Igreja deles. Falarei disso nos nossos próximos encontros. Catequese familiar é coisa séria; séria e mais do que urgente!
Fonte: www.padrezezinho.com
Mencionei-os, mas fiz questão de falar direto ao Fernando e à Dolores que, no meio de tanta confusão não sabem mais onde situar a sua família, ao Pedro e à Zefa que, lá no seu bairro, se declaram sitiados por outras igrejas e pregadores de um novo jeito de crer em Jesus, que todos os dias tentam levá-los para a mais nova versão do cristianismo. Não bastasse isso, seus dois filhos andam tentados a participar de um grupo violento, apadrinhado por dois infames traficantes.
Há, hoje milhões de famílias sitiadas. Não podem falar tudo o que sabem, não podem ir aonde querem, não podem nem querer o que desejam e mal conseguem se sustentar com o emprego, emprego que perderiam se falassem o que sabem e o que pensam. Como se não bastasse, no grupo religioso que seguem, alguém andou pregando doutrinas estranhas que cheiram a joaquinismo, donatismo, montanismo e novacionismo com noções estranhas de pecado e graça, de eleição e condenação, de matrimônio e castidade, de Espírito Santo e fim dos tempos... São vozes inúmeras e estapafúrdias querendo convencê-lo de que lá há mais Jesus naquele grupo do que em Roma ou na sua diocese e que ali, sim, a graça de Deus e as coisas acontecem.
Cercados por idéias estranhas vindas pela mídia moderna e por gente que garante que ouviu, viu e sabe das coisas, muitos pais e mães sentem-se sitiados e encurralados. Econômica, social, política e religiosamente não sabem mais situar-se, nem o que fazer. Parecem morar num desfiladeiro fechado nas possíveis saídas e com água a subir. Aí aparecem os salvadores políticos a dizer:- “Votem em nós que tiraremos vocês daí.” Os pregadores da verdade mais verdadeira garantem que, se aceitarem o Cristo do jeito deles, sairão daquele perigo porque Jesus salva, mas só quem aceitar a corda da Igreja deles. Falarei disso nos nossos próximos encontros. Catequese familiar é coisa séria; séria e mais do que urgente!
Fonte: www.padrezezinho.com
Uma inocente canção latino-americana cantada em praticamente todo o continente, fala das baratas: la cucaracha ya non puede caminar, porque le faltan las dos patitas de atrás (a barata já não pode caminhar porque lhe faltam as duas patinhas traseiras).
Transportado para a política, esse é o drama da América Latina. Não aprende com as lições do passado e por isso não consegue avançar para o futuro. Políticos aventureiros se consideram progressistas, ignorando os erros e as conquistas do passado, e por isso levam seus povos a marchar para trás e a avançar, não para frente, mas para o lado.
Tem sido assim com as ideologias de direita e de esquerda e parece que não aprendemos. Gostamos de acreditar em ditadores ou em partidos fortes de direita que corrigem os erros da esquerda, ou ditadores e partidos forças de esquerda que corrigem os erros da direita.
Então, canonizamos um Fidel Castro, um Chavez, um Pinochet, um Videla, um Perón e pequenos e grandes caudilhos e senhores do engenho que nunca saem da política e nunca saem do poder. Falta-nos o aprendizado.
Vivemos de reconstruir o 14 Bis e achamos que isso é progresso, ou vivemos a ignorá-lo e achamos que isso é modernidade. Num curto espaço de 50 anos a América Latina passou da esquerda para a direita e de novo para a esquerda, mas sem idéias. É demais para povos que não conseguem consolidar nem um nem outro caminho.
Somos um pêndulo, enormes caminhões em zigue-zague por estradas mal planejadas e cheias de buracos e ciladas políticas. Não nos consolidamos e então aparecem uns aventureiros a dizer que o caminho é por ali. Milhões os seguem, para descobrir que eles também não sabiam para onde estavam indo. Dá-se o mesmo com pregadores religiosos que garantem saber o caminho do milagre e da salvação e fazem questão de mostrar que com eles chegou a verdade mais verdadeira.
Um dia, o país vai descobrir o seu equilíbrio e quando descobrir perceberá que é possível, às vezes, ir um pouco para a direita e outro pouco para esquerda e que, quando se vai demais para um lado ou para o outro o desastre é iminente.
Oremos para que Deus nos ajude a livrar-nos, através do voto, dos extremistas da esquerda e da direita dos espertalhões da falsa eqüidistância. Precisamos de gente equilibrada, mas capaz de visão aberta dos problemas. Governantes com viseiras mais complicam do que ajudam, até porque o equilíbrio e a moderação são virtudes muito mais difíceis do que a bazófia e a pose de salvador da pátria, do tipo “ninguém mais do que eu” “nunca antes neste país”...
Nós brasileiros, que nos consideramos um povo tão simpático e tão esperto, poderíamos votar com maior consciência e os partidos poderiam nos apresentar políticos de melhor envergadura.
Há os bons, mas esses não estão conseguindo dar o tom, nem no Congresso, nem no Governo. Não deve ser nada fácil ser político no Brasil, mas também não é nada fácil ser eleitor: a gente vota e depois percebe que não foi levado a sério.
Fonte: www.padrezezinho.com
Transportado para a política, esse é o drama da América Latina. Não aprende com as lições do passado e por isso não consegue avançar para o futuro. Políticos aventureiros se consideram progressistas, ignorando os erros e as conquistas do passado, e por isso levam seus povos a marchar para trás e a avançar, não para frente, mas para o lado.
Tem sido assim com as ideologias de direita e de esquerda e parece que não aprendemos. Gostamos de acreditar em ditadores ou em partidos fortes de direita que corrigem os erros da esquerda, ou ditadores e partidos forças de esquerda que corrigem os erros da direita.
Então, canonizamos um Fidel Castro, um Chavez, um Pinochet, um Videla, um Perón e pequenos e grandes caudilhos e senhores do engenho que nunca saem da política e nunca saem do poder. Falta-nos o aprendizado.
Vivemos de reconstruir o 14 Bis e achamos que isso é progresso, ou vivemos a ignorá-lo e achamos que isso é modernidade. Num curto espaço de 50 anos a América Latina passou da esquerda para a direita e de novo para a esquerda, mas sem idéias. É demais para povos que não conseguem consolidar nem um nem outro caminho.
Somos um pêndulo, enormes caminhões em zigue-zague por estradas mal planejadas e cheias de buracos e ciladas políticas. Não nos consolidamos e então aparecem uns aventureiros a dizer que o caminho é por ali. Milhões os seguem, para descobrir que eles também não sabiam para onde estavam indo. Dá-se o mesmo com pregadores religiosos que garantem saber o caminho do milagre e da salvação e fazem questão de mostrar que com eles chegou a verdade mais verdadeira.
Um dia, o país vai descobrir o seu equilíbrio e quando descobrir perceberá que é possível, às vezes, ir um pouco para a direita e outro pouco para esquerda e que, quando se vai demais para um lado ou para o outro o desastre é iminente.
Oremos para que Deus nos ajude a livrar-nos, através do voto, dos extremistas da esquerda e da direita dos espertalhões da falsa eqüidistância. Precisamos de gente equilibrada, mas capaz de visão aberta dos problemas. Governantes com viseiras mais complicam do que ajudam, até porque o equilíbrio e a moderação são virtudes muito mais difíceis do que a bazófia e a pose de salvador da pátria, do tipo “ninguém mais do que eu” “nunca antes neste país”...
Nós brasileiros, que nos consideramos um povo tão simpático e tão esperto, poderíamos votar com maior consciência e os partidos poderiam nos apresentar políticos de melhor envergadura.
Há os bons, mas esses não estão conseguindo dar o tom, nem no Congresso, nem no Governo. Não deve ser nada fácil ser político no Brasil, mas também não é nada fácil ser eleitor: a gente vota e depois percebe que não foi levado a sério.
Fonte: www.padrezezinho.com
Quem põe a casa em ordem e respeita a casa alheia é ecumênico. É convicto da sua e respeitoso da outra, mesmo que discorde dela. No evangelho de Lucas, há uma bonita passagem da atitude ecumênica de Jesus. Ele respeitava as pessoas de outra religião e as ajudava.
Um oficial romano que amava o povo judeu e até lhe construíra uma sinagoga, precisou de Jesus. Seu servo caíra enfermo. Alguns amigos aproximaram-se do mestre e disseram: - “Ajuda este oficial romano, porque ele estima nosso povo. Ele até mandou construir uma sinagoga para nós”. (Lc 7, 1-10 ) . Jesus foi procurar o centurião que tanto bem fizera ao povo judeu, mas este se lhe antecipou e disse a Jesus que não se incomodasse de ir lá Poderia curar de longe. Ele nem era digno de receber Jesus na sua casa! Jesus rasgou-lhe um elogio pela humildade, pelo ecumenismo demonstrado e porque amava de verdade o ser humano, tanto o povo hebreu como o seu servo. Aquilo, sim, era atitude ecumênica.
Jesus não hesitou nem teve medo de ser acusado de irenismo... Disse que nunca encontrara fé tão grande nem mesmo entre os membros do povo judeu. Fez o milagre em favor do servo do centurião. Sim, ele mereceu ser atendido. Era de outra religião, mas e daí? O que contava era a sua caridade! Isso, o soldado romano tinha de sobra, ao contrário de alguns piedosos louvadores cujas mãos balançam felizes na hora do louvor, mas não se abrem na hora de ajudar os outros, nem na hora de ler juntos na mesma Bíblia ou de repartir o pão com quem precisa!
Estava aí uma credencial em favor de um homem pagão, que mostrou caridade, respeito e atitude ecumênica. Jesus também mostrou respeito e atitude ecumênica para com ele e, sem questioná-lo, apostrofá-lo ou tentar convertê-lo, premiou-o. Teve atitude bem diversa da de alguns pregadores de hoje em dia que só ajudam quem é do seu grupo religioso, ou quem se compromete a aderir ä sua igreja. São incapazes de ajudar alguém de outra religião. De tal maneira obcecados estão com a sua igreja o seu grupo, que se fecham à bondade dos outros e não conseguem ser bons com quem não ora nem canta nem se curva como eles.
Vale a pena refletir sobre aquele centurião romano e Jesus. E é uma pena que nem sempre os que garantem que Jesus lhes fala não percebam essa faceta de Jesus que mostrou que veio para quem amava como ele, mesmo que este alguém orasse diferente e não fosse do seu grupo! Ecumenismo é caridade!
Fonte: www.padrezezinho.com
Um oficial romano que amava o povo judeu e até lhe construíra uma sinagoga, precisou de Jesus. Seu servo caíra enfermo. Alguns amigos aproximaram-se do mestre e disseram: - “Ajuda este oficial romano, porque ele estima nosso povo. Ele até mandou construir uma sinagoga para nós”. (Lc 7, 1-10 ) . Jesus foi procurar o centurião que tanto bem fizera ao povo judeu, mas este se lhe antecipou e disse a Jesus que não se incomodasse de ir lá Poderia curar de longe. Ele nem era digno de receber Jesus na sua casa! Jesus rasgou-lhe um elogio pela humildade, pelo ecumenismo demonstrado e porque amava de verdade o ser humano, tanto o povo hebreu como o seu servo. Aquilo, sim, era atitude ecumênica.
Jesus não hesitou nem teve medo de ser acusado de irenismo... Disse que nunca encontrara fé tão grande nem mesmo entre os membros do povo judeu. Fez o milagre em favor do servo do centurião. Sim, ele mereceu ser atendido. Era de outra religião, mas e daí? O que contava era a sua caridade! Isso, o soldado romano tinha de sobra, ao contrário de alguns piedosos louvadores cujas mãos balançam felizes na hora do louvor, mas não se abrem na hora de ajudar os outros, nem na hora de ler juntos na mesma Bíblia ou de repartir o pão com quem precisa!
Estava aí uma credencial em favor de um homem pagão, que mostrou caridade, respeito e atitude ecumênica. Jesus também mostrou respeito e atitude ecumênica para com ele e, sem questioná-lo, apostrofá-lo ou tentar convertê-lo, premiou-o. Teve atitude bem diversa da de alguns pregadores de hoje em dia que só ajudam quem é do seu grupo religioso, ou quem se compromete a aderir ä sua igreja. São incapazes de ajudar alguém de outra religião. De tal maneira obcecados estão com a sua igreja o seu grupo, que se fecham à bondade dos outros e não conseguem ser bons com quem não ora nem canta nem se curva como eles.
Vale a pena refletir sobre aquele centurião romano e Jesus. E é uma pena que nem sempre os que garantem que Jesus lhes fala não percebam essa faceta de Jesus que mostrou que veio para quem amava como ele, mesmo que este alguém orasse diferente e não fosse do seu grupo! Ecumenismo é caridade!
Fonte: www.padrezezinho.com
Pecaríamos contra Deus e contra a nossa Igreja se, por alguém ter ofendido a Jesus Cristo pedíssemos a sua morte, ou se por alguém ter ofendido a nossa Igreja queimássemos os templos da Igreja dele. Não temos outra escolha senão perdoar e buscar diálogo. Se respondêssemos com violência, vingança e terrorismo estaríamos provando que somos uma igreja violenta, ou pelo menos, que entre nós se tolera grupos católicos violentos.
Os católicos já foram muito violentos. Invadiram paises, queimaram, incendiaram e fizeram escravos. Até bem recentemente grupos políticos como o Eta e o Ira, nos quais militavam católicos engajaram-se em atos violentos. A Igreja os desaprovou. Mas uma religião muda e se converte. Hoje para nós, nada mais justifica o recurso à violência, nem para defender nossa honra, nem para defender o nosso Deus. Está claro para um católico que não se joga bomba, nem se põe fogo nem se mata em nome de Jesus, ou dos santos ou de nossas convicções. Se outros grupos religiosos arranjam explicações para os seus membros violentos, nós não as temos mais. Se um sacerdote católicos incentivar ou comandar atos de violência será certamente suspenso de ordens ou expulso do ministério.
Levou séculos para chegarmos a esse comportamento, mas a verdade é que, hoje, em muitos paises quem mais morre pelos outros são os católicos. A maioria dos mártires da América Latina era de formação católica: arcebispos, bispos, padres, irmãs e leigos. Quem era católico e persistiu na violência acabou rompendo conosco, porque não teria lugar entre nós. Detalhe importante: nossos mártires não morreram matando.
Penso que seja interessante lembrar isso, agora que outra vez o papa é ameaçado de morte e alguns grupos extremistas se vingam, atacando nossos templos, matando os nossos ou criando dias de ira contra o papa cujos pedidos de desculpas não foram ouvidos por muitos irmãos do lado de lá. Mas está claro como a luz do dia que quem fez uso da violência para provar que sua religião não é violenta caiu em contradição e com isso prejudicou a religião cuja honra quis defender. Religião, aliás, que tens muitos homens serenos e ponderados, dignos de admiração e de respeito. Lá como cá há muita gente santa. E há os violentos.
Não conhecemos em detalhes o Islamismo, mas está nos nossos documentos que é uma religião cheia de valores. Eles também não nos conhecem, mas admiram Jesus e Maria. No passado os católicos já os invadiram e eles já nos invadiram e dominaram paises católicos por séculos. Ofenderam-nos e nós os ofendemos gravemente; às vezes querendo e, às vezes, sem querer. Somos humanos e nossas palavras à vezes tomam dimensões que jamais desejaríamos. Além disso, nem sempre conseguimos controlar os nossos membros mais exaltados.
Vejo com tristeza o rumo que tomaram algumas palavras do papa. Penso nos que de ambos os lados desejam moderação e nos que atiçam ainda mais lenha na fogueira. É o que Jesus quereria? Temos 600 anos a mais do que eles. É o que Maomé desejaria? Vieram depois e dizem que Maomé tinha algo melhor do que nós a oferecer ao mundo. É o que Deus quer? Quanto tempo levará para convencer-nos uns aos outros que podemos errar de ambos os lados? Quanto mais para pedirmos perdão? Quanto ainda para nos perdoarmos? Matar e cerrar os punhos contra os outros em nome da fé? Progredimos ou retrocedemos? E então? Por causa do que fez Ali Agka contra um papa na casa do papa ou por uma frase do papa nos atacaremos na próxima esquina? É isso o que nossas religiões ensinam?
Fonte: www.padrezezinho.com
Os católicos já foram muito violentos. Invadiram paises, queimaram, incendiaram e fizeram escravos. Até bem recentemente grupos políticos como o Eta e o Ira, nos quais militavam católicos engajaram-se em atos violentos. A Igreja os desaprovou. Mas uma religião muda e se converte. Hoje para nós, nada mais justifica o recurso à violência, nem para defender nossa honra, nem para defender o nosso Deus. Está claro para um católico que não se joga bomba, nem se põe fogo nem se mata em nome de Jesus, ou dos santos ou de nossas convicções. Se outros grupos religiosos arranjam explicações para os seus membros violentos, nós não as temos mais. Se um sacerdote católicos incentivar ou comandar atos de violência será certamente suspenso de ordens ou expulso do ministério.
Levou séculos para chegarmos a esse comportamento, mas a verdade é que, hoje, em muitos paises quem mais morre pelos outros são os católicos. A maioria dos mártires da América Latina era de formação católica: arcebispos, bispos, padres, irmãs e leigos. Quem era católico e persistiu na violência acabou rompendo conosco, porque não teria lugar entre nós. Detalhe importante: nossos mártires não morreram matando.
Penso que seja interessante lembrar isso, agora que outra vez o papa é ameaçado de morte e alguns grupos extremistas se vingam, atacando nossos templos, matando os nossos ou criando dias de ira contra o papa cujos pedidos de desculpas não foram ouvidos por muitos irmãos do lado de lá. Mas está claro como a luz do dia que quem fez uso da violência para provar que sua religião não é violenta caiu em contradição e com isso prejudicou a religião cuja honra quis defender. Religião, aliás, que tens muitos homens serenos e ponderados, dignos de admiração e de respeito. Lá como cá há muita gente santa. E há os violentos.
Não conhecemos em detalhes o Islamismo, mas está nos nossos documentos que é uma religião cheia de valores. Eles também não nos conhecem, mas admiram Jesus e Maria. No passado os católicos já os invadiram e eles já nos invadiram e dominaram paises católicos por séculos. Ofenderam-nos e nós os ofendemos gravemente; às vezes querendo e, às vezes, sem querer. Somos humanos e nossas palavras à vezes tomam dimensões que jamais desejaríamos. Além disso, nem sempre conseguimos controlar os nossos membros mais exaltados.
Vejo com tristeza o rumo que tomaram algumas palavras do papa. Penso nos que de ambos os lados desejam moderação e nos que atiçam ainda mais lenha na fogueira. É o que Jesus quereria? Temos 600 anos a mais do que eles. É o que Maomé desejaria? Vieram depois e dizem que Maomé tinha algo melhor do que nós a oferecer ao mundo. É o que Deus quer? Quanto tempo levará para convencer-nos uns aos outros que podemos errar de ambos os lados? Quanto mais para pedirmos perdão? Quanto ainda para nos perdoarmos? Matar e cerrar os punhos contra os outros em nome da fé? Progredimos ou retrocedemos? E então? Por causa do que fez Ali Agka contra um papa na casa do papa ou por uma frase do papa nos atacaremos na próxima esquina? É isso o que nossas religiões ensinam?
Fonte: www.padrezezinho.com
Uma nuvem que, sozinha, passeava lá no céu, me disse muitas coisas. Eu sei que nuvens não falam, mas eu as imagino falando. Não é porque sou louco, mas porque sou poeta que lhes falo. Deus me deu a capacidade de tirar conclusões até daquilo que não vejo e que não ouço. Estudei filosofia e acredito em sonhos...
Pois bem, a nuvem que sozinha passeava lá no céu, num dia claro de outono, me fez pensar no cidadão sozinho que muitas vezes não é percebido, até mesmo quando ele é o único no pedaço.
Algumas pessoas têm essa capacidade ou sina de, mesmo estando sozinhas, não serem percebidas por quem chega. É como se não existissem. São anônimas até quando não há mais ninguém por perto.
É como dizia um menino numa casa onde era ignorado: “Eu passo, grito, berro e urro e parece que ninguém me ouve. Não é porque não escutam, é porque não querem me escutar”.
O ser humano tem essa incrível capacidade de ouvir sem ouvir e de ver sem ver. Somos seletivos. Vemos o que queremos ver e fazemos de conta que não vemos o que não queremos ver. Ouvimos o que queremos ouvir e fazemos de conta que não era conosco aquele som que nos procurava. Por isso produzimos tanta solidão e por isso nos sentimos, às vezes, tão solitários. É que não incluímos o outro em nossa vida.
Aquela nuvem sozinha no céu me fez pensar nos inúmeros velhinhos com histórias para contar e ninguém para ouvi-las. Nas crianças com pequenas historinhas para contar e pais sem tempo para ouvi-las. Nos adolescentes com mil façanhas a contar e sem amigos para ouvi-los.
Deve ser muito doloroso ter muitas coisas a dizer e ninguém para ouvi-las. A solidão do homem moderno e de todos os tempos é feita dessa indiferença. Muitas vezes, quem não tem quase nada a dizer tem à disposição os microfones e as câmeras do mundo e quem tem muito a dizer nunca foi chamado a falar para mais do que duas ou três pessoas.
Deve ser por isso que homens e mulheres de cultura, pessoas donas de profundo conhecimento acabam se conformando em falar para poucas pessoas. Não porque não seriam entendidos pela multidão, mas porque há uma certa mídia que não se interessa em repercuti-los.
Como desejam partilhar sua cultura, mas não de qualquer jeito, preferem não estar na mídia. É como a estória da avestruz que bota ovo grande, mas faz barulho bem menor do que a galinha, cujo ovo é mais de 20 vezes menor que o da avestruz.
É difícil explicar uma nuvem solitária, mas o fato é que ela existe. Algum vento a trouxe ali. Amanhã talvez venham outras nuvens. Podemos escolher chamá-la de nuvem desgarrada ou de nuvem pioneira. Mas aí depende da nossa cabeça e não da nuvem.
Fonte: www.padrezezinho.com
Pois bem, a nuvem que sozinha passeava lá no céu, num dia claro de outono, me fez pensar no cidadão sozinho que muitas vezes não é percebido, até mesmo quando ele é o único no pedaço.
Algumas pessoas têm essa capacidade ou sina de, mesmo estando sozinhas, não serem percebidas por quem chega. É como se não existissem. São anônimas até quando não há mais ninguém por perto.
É como dizia um menino numa casa onde era ignorado: “Eu passo, grito, berro e urro e parece que ninguém me ouve. Não é porque não escutam, é porque não querem me escutar”.
O ser humano tem essa incrível capacidade de ouvir sem ouvir e de ver sem ver. Somos seletivos. Vemos o que queremos ver e fazemos de conta que não vemos o que não queremos ver. Ouvimos o que queremos ouvir e fazemos de conta que não era conosco aquele som que nos procurava. Por isso produzimos tanta solidão e por isso nos sentimos, às vezes, tão solitários. É que não incluímos o outro em nossa vida.
Aquela nuvem sozinha no céu me fez pensar nos inúmeros velhinhos com histórias para contar e ninguém para ouvi-las. Nas crianças com pequenas historinhas para contar e pais sem tempo para ouvi-las. Nos adolescentes com mil façanhas a contar e sem amigos para ouvi-los.
Deve ser muito doloroso ter muitas coisas a dizer e ninguém para ouvi-las. A solidão do homem moderno e de todos os tempos é feita dessa indiferença. Muitas vezes, quem não tem quase nada a dizer tem à disposição os microfones e as câmeras do mundo e quem tem muito a dizer nunca foi chamado a falar para mais do que duas ou três pessoas.
Deve ser por isso que homens e mulheres de cultura, pessoas donas de profundo conhecimento acabam se conformando em falar para poucas pessoas. Não porque não seriam entendidos pela multidão, mas porque há uma certa mídia que não se interessa em repercuti-los.
Como desejam partilhar sua cultura, mas não de qualquer jeito, preferem não estar na mídia. É como a estória da avestruz que bota ovo grande, mas faz barulho bem menor do que a galinha, cujo ovo é mais de 20 vezes menor que o da avestruz.
É difícil explicar uma nuvem solitária, mas o fato é que ela existe. Algum vento a trouxe ali. Amanhã talvez venham outras nuvens. Podemos escolher chamá-la de nuvem desgarrada ou de nuvem pioneira. Mas aí depende da nossa cabeça e não da nuvem.
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Bandido é aquele que se associa para cometer crimes. Entra num bando com os lobos em matilha. Seus atos são anti-sociais. Ele e seus companheiros de crime escolhem viver à margem da lei, da qual discordam porque a lei não serve aos seus interesses. Não aceitam viver de acordo com as regras da sociedade que os prendeu e puniu. Punidos, em resposta eles também atacam e punem, atirando pelas costas, sem aviso, na calada da noite, matando os inocentes para punir seus desafetos, sequestrando ou apossando-se da liberdade, dos bens e até mesmo da vida do outro.
Há “eu” demais no bandido. O outro significa pouco para alguém que mataria qualquer um que o contrariasse. Há um altissimo grau de egoismo em cada indivíduo que se associa com outros para apossar de algo que deseja possuir.
Vender artigos proibidos, ganhar muito dinheiro de maneira proibida, dominar uma área ou um ponto de comércio, apossar-se de coisas e pessoas e do que pertence a outros torna-se para o bandido um hábito. Não admite mudar de vida porque não deseja ou não sabe viver de outra maneira. Então ele se arma e desafia a comunidade, a região, a cidade, o Estado e o país.
As autoridades o caçam, prendem e punem. Mas a diferença é fundamental. Enquanto a lei diz que o bandido deve ser pego e punido por tirar a paz e os bens da comunidade, deixa claro que o uso da força tem que ser moderado e que os agentes da lei não podem matá-lo, a não ser em legítima defesa e como último recurso. Também diz que devem ser ressocializados.
Os bandidos não têm estas leis e muitos não aceitam a idéia de reeducar-se. Seguem as do grupo e, se acharem que a pessoa pode reagir ou indentificá-los, tiram-lhe a vida. Sentem-se senhores da vida alheia. Como arriscam a própria não acham que o outro tenha o direito de viver mais ou melhor do que ele. Fala em Deus, mas passa por cima das leis do Deus em que acredita.
Esse o dilema: a sociedade pode e deve punir, mas tem que obedecer aos limites da lei. O bandido segue outras leis. Os atos de violência de grupos no Brasil de agora fazem-nos pensar em reformas profundas. Chegam deformados para serem ainda mais deformados ou o sistema penal tem como torná-los pessoas menos violentas?
Amontoar 130 seres humanos numa sala onde cabem 40 é encurralar feras feridas. Um país que tem zoológicos nos quais cada fera tem o seu espaço vital precisa lembrar-se que prendeu seres humanos. E os humanos ficam cada dia mais desumanos quando tratados de maneira desumana. Ao Estado cabe punir, mas cabe também tentar re-educar! Se não poríamos dez feras numa jaula onde só cabem três, então porque enjaulamos 130 condenados onde só cabem 40?
Fonte: www.padrezezinho.com
Há “eu” demais no bandido. O outro significa pouco para alguém que mataria qualquer um que o contrariasse. Há um altissimo grau de egoismo em cada indivíduo que se associa com outros para apossar de algo que deseja possuir.
Vender artigos proibidos, ganhar muito dinheiro de maneira proibida, dominar uma área ou um ponto de comércio, apossar-se de coisas e pessoas e do que pertence a outros torna-se para o bandido um hábito. Não admite mudar de vida porque não deseja ou não sabe viver de outra maneira. Então ele se arma e desafia a comunidade, a região, a cidade, o Estado e o país.
As autoridades o caçam, prendem e punem. Mas a diferença é fundamental. Enquanto a lei diz que o bandido deve ser pego e punido por tirar a paz e os bens da comunidade, deixa claro que o uso da força tem que ser moderado e que os agentes da lei não podem matá-lo, a não ser em legítima defesa e como último recurso. Também diz que devem ser ressocializados.
Os bandidos não têm estas leis e muitos não aceitam a idéia de reeducar-se. Seguem as do grupo e, se acharem que a pessoa pode reagir ou indentificá-los, tiram-lhe a vida. Sentem-se senhores da vida alheia. Como arriscam a própria não acham que o outro tenha o direito de viver mais ou melhor do que ele. Fala em Deus, mas passa por cima das leis do Deus em que acredita.
Esse o dilema: a sociedade pode e deve punir, mas tem que obedecer aos limites da lei. O bandido segue outras leis. Os atos de violência de grupos no Brasil de agora fazem-nos pensar em reformas profundas. Chegam deformados para serem ainda mais deformados ou o sistema penal tem como torná-los pessoas menos violentas?
Amontoar 130 seres humanos numa sala onde cabem 40 é encurralar feras feridas. Um país que tem zoológicos nos quais cada fera tem o seu espaço vital precisa lembrar-se que prendeu seres humanos. E os humanos ficam cada dia mais desumanos quando tratados de maneira desumana. Ao Estado cabe punir, mas cabe também tentar re-educar! Se não poríamos dez feras numa jaula onde só cabem três, então porque enjaulamos 130 condenados onde só cabem 40?
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