Papa: a paz não se constrói com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam morte
17/03/2026
“Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos, que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”. Poucos dias depois do quarto aniversário da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, as atenções nestas horas se voltam em particular para o Irã, onde um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel atingiu desde a manhã de sábado diversas cidades iranianas, matando o líder supremo Ali Khamenei. O Irã reagiu, atingindo Israel, bases estadunidenses, além de países vizinhos: hotéis e o aeroporto de Dubai, os cais utilizados pela Marinha Francesa em Abu Dhabi, um posto militar dos EUA em Erbil (Iraque), um petroleiro no Golfo Pérsico, o porto omanita de Duqm, escritórios da Marinha dos EUA no Bahrein, alvos na Arábia Saudita, Kuwait e Catar. O espaço aéreo sírio e jordaniano foi violado e drones foram enviados para o Mediterrâneo Oriental. E, claro, o território do Estado judeu.
Logo após rezar a oração mariana do Angelus, a preocupação de Leão XIV e o apelo ao diálogo:
Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável.
Diante dos desdobramentos imprevisíveis do conflito, o Santo Padre pediu ainda que a diplomacia recupere o seu papel, reiterando que os povos anseiam pela paz fundada na justiça:
Diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, dirijo um veemente apelo às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos, que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça. E continuemos a rezar pela paz.
E o pedido a continuar a rezar pela paz não se refere apenas ao Oriente Médio. A atenção do Pontífice se voltou também para a “guerra aberta” entre Paquistão, que possui armas nucleares, e o Afeganistão, onde o Talibã é especialista em guerra de guerrilha:
Além disso, nestes dias, chegam notícias preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão. Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo.
E mais uma vez o pedido:
Rezemos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos do mundo. Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.
Fonte: Vatican News
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