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  • Sudão tomado pela violência, dezenas de civis mortos. O alarme da ONU 15/01/2026 Sudão tomado pela violência, dezenas de civis mortos. O alarme da ONU

    O confronto entre as Forças de Apoio Rápido e o exército sudanês não diminui a tensão no Sudão, onde as Nações Unidas denunciaram, nas últimas horas, a morte de pelo menos 19 civis na área de Jarjir, no norte de Darfur. Outras 27 mortes foram registradas há apenas três dias em ataques rebeldes com drones em Sinja, capital do estado de Sennar, onde uma hospedaria governamental e o quartel-general militar foram alvos.

    A dinâmica na área

    Um conflito em que não faltou a intervenção do Egito que, em 9 de janeiro, segundo a mídia local, interceptou e atacou um comboio de suprimentos destinado aos rebeldes, na fronteira entre o Sudão, a Líbia e o Egito, área considerada um cruzamento de tráfico de seres humanos, armas, drogas e combustível. A Liga Árabe, em uma mensagem às Nações Unidas, apelou à salvaguarda da soberania e integridade territorial do Sudão e de suas instituições.

    O trágico perfil humanitário

    A intensificação do conflito provocou no país uma das mais graves crises humanitárias do mundo, com a fuga constante de imponentes grupos humanos. A ONU sinaliza 8 mil pessoas deslocadas apenas nos últimos dias e uma emergência nutricional aguda que, em algumas áreas, atingiu 53% da população.

    Paola Simonetti – Vatican News
    Fonte: Vatican News
    https://www.vaticannews.va

  • Cultura da Vida: o que é a Bioética e por que a Igreja se importa com isso? 15/01/2026 Cultura da Vida: o que é a Bioética e por que a Igreja se importa com isso?

    Cultura da Vida é um espaço de aprofundamento de temas relacionados à dignidade da vida humana e à missão da família como guardiã da vida com Marlon Derosa e sua esposa Ana Carolina Derosa, professores de pós-graduação em Bioética e fundadores do Instituto e Editora Pius com sede em Joinville, Santa Catarina. Marlon e Ana são casados há 8 anos, têm 3 filhos, são atuantes na Pastoral Familiar. Neste 23° encontro, o que é a Bioética e por que a Igreja se importa com isso?

    É pertinente e necessário falar sobre um tema essencial e muitas vezes mal compreendido: a bioética. Você já se perguntou o que é bioética? E por que a Igreja se dedica tanto a esse assunto? Em tempos de avanços científicos e debates morais cada vez mais complexos, essa reflexão se torna urgente.

    A bioética é o estudo dos princípios éticos e morais que devem guiar as decisões relacionadas à vida humana, desde a concepção até a morte natural, e também as ações que afetam a natureza e o meio ambiente.

    Dentre os problemas que afetam diretamente a vida humana, podemos citar questões urgentes como a manipulação de embriões, a questão do aborto, o tratamento de uma pessoa gravemente enferma, por exemplo.

    Por isso, a bioética é muito presente no nosso dia a dia. Estamos discutindo bioética sempre que as pessoas se perguntam coisas como: É certo manipular embriões? O que dizer sobre o aborto? Como garantir a dignidade do doente terminal?

    E a bioética não trata apenas de questões técnicas ou científicas, mas envolve reflexões sobre o sentido da vida, a dignidade humana e o agir ético diante das situações reais, onde é preciso decidir algo que pode afetar a dignidade humana.

    E nem tudo que a ciência pode fazer é bom para o ser humano. Isso é algo que precisa estar claro: algo pode ser tecnicamente possível, mas não ser eticamente aceitável. A ciência criou, por exemplo, a bomba atômica, mas todos sabem o problema do uso dessa tecnologia. Da mesma forma, a ciência e a tecnologia podem ser usadas para curar ou eliminar um paciente. Tudo depende de uma decisão ética por trás de cada ato.

    A Igreja Católica tem um papel fundamental no desenvolvimento da bioética, já que compreende com tanta profundidade o valor e a dignidade da vida humana. A vida humana é um dom, é sagrada, primeiramente, por ser criada à imagem e semelhança de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2258). E não somente pela fé, mas também à luz da razão, a Igreja ensina a todos sobre o valor incomparável de cada ser humano.

    Isso quer dizer que ninguém pode dispor da vida de alguém ou da própria vida como se fosse dono absoluto dela ou se ela não tivesse valor.

    Assim, documentos da Igreja como a Evangelium vitae, Dignitas personae e Donum vitae afirmam que a dignidade da vida humana deve ser respeitada desde a fecundação. Alertam, por exemplo, contra práticas como a fertilização in vitro, que provoca o descarte de embriões humanos, além de ferir a dignidade dos cônjuges e do matrimônio. Mais recentemente, o documento Dignitas infinita, publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, em 2024, reforçou que a dignidade da pessoa não depende da saúde, idade, capacidades ou origem social. É uma dignidade inata, inviolável e universal, e precisa ser protegida de todo tipo de ataque, seja o aborto, a eutanásia, a manipulação embrionária, a violência sexual, o tráfico de pessoas, e tantas outras violações.

    A ciência e a técnica quando colocadas a serviço da pessoa humana promovem o seu desenvolvimento integral e beneficiam a todos. Por isso é tão importante discutir a ética, a bioética, ressaltando os critérios fundamentais e a moralidade de cada ato, e de modo a reconhecer sempre a dignidade da pessoa humana, que é intrínseca, com direitos inalienáveis.

    Por tudo isso, vale reforçar que a bioética não é assunto apenas dos médicos, juristas ou teólogos. É um assunto que envolve a vida em sociedade, e por isso é um chamado para todos nós buscarmos entendermos mais. A família, como célula base da sociedade e “santuário da vida” (cf. Evangelium Vitae, n. 92), tem o dever de formar consciências, especialmente das novas gerações, sobre o valor inviolável da vida humana.

    Fonte: Vatican News
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  • Imprensa deve sempre agir com transparência e honestidade, afirma Pap 15/01/2026 Imprensa deve sempre agir com transparência e honestidade, afirma Pap

    O Papa Leão XIV enviou uma mensagem ao jornal La Repubblica, da Itália. O veículo de comunicação completou 50 anos desde sua primeira edição – história recordada pelo Pontífice no texto divulgado pela Santa Sé nesta quinta-feira, 15.

    “Seu jornal tem raízes em muitas cidades, mas sua sede principal está em Roma, a Diocese do Papa, um ponto de observação privilegiado sobre os acontecimentos da Itália e do mundo. Com liberdade, vocês fizeram uma leitura das páginas destes cinquenta anos. E contaram a história da Igreja”, inicia o Santo Padre.

    Segundo Leão XIV, liberdade, narrativa e um olhar para o mundo representam o coração da liberdade de imprensa. Mesmo na diversidade de opiniões, pontos de vista e cultura, os jornalistas devem sempre agir com transparência e honestidade. Além disso, devem oferecer a possibilidade de discussão que, quando não é hostil, contribui para o bem comum e a unidade do gênero humano.

    “O diálogo, assim, supera o conflito e constrói a paz”, destaca o Papa. “Faço votos que sempre construam uma comunicação livre e dialógica, animada pela busca da verdade e sem preconceitos”, conclui.

    Fonte: Cançao Nova Not
    https://noticias.cancaonova.com

  • Alegria e solidão na vida sacerdotal: reflexões inspiradas no Papa Leão XIV 15/01/2026 Alegria e solidão na vida sacerdotal: reflexões inspiradas no Papa Leão XIV

    A vida sacerdotal é marcada por alegrias e desafios, e entre eles destaca-se a experiência da solidão. Inspirados em uma fala recente do Papa Leão XIV, padres e leigos trataram do tema, revelando que, apesar do isolamento, a missão presbiteral é sustentada pela fé e pela comunidade.

    Uma pergunta familiar que ecoa no mundo

    Durante um encontro, o Papa compartilhou uma conversa com sua sobrinha, que lhe fez uma pergunta simples e profunda:
    "“Como o senhor lida com tantos problemas e preocupações? Não se sente sozinho?”"
    Segundo o pontífice, muitos poderiam pensar que a resposta estaria no peso das responsabilidades ou na estrutura da Igreja. Porém, a resposta veio de forma direta:
    “A resposta em grande parte são vocês, porque não estamos sós.”
    Para o Papa, a presença dos fiéis — cada um trazendo consigo a imagem de Deus — é prova concreta de que o sacerdote nunca caminha sozinho.

    Solidão: escolha e missão

    Na mesma linha, Monsenhor Luís Carlos, às vésperas de completar 43 anos de sacerdócio, recorda que a vida do padre não pode ser confundida com isolamento:
    "“O padre não é um solteirão. É um celibatário que vive sozinho por opção de vida e sustenta sua vocação na oração e na convivência com a comunidade.”"
    Para ele, a solidão física não significa vazio espiritual. O equilíbrio entre vida comunitária e espaços pessoais é parte essencial da vocação.

    O valor da convivência fraterna

    O padre Jonas, que vive em comunidade, recordou que ninguém consegue caminhar sozinho no serviço à Igreja.
    Ao contrário do que imaginava ao iniciar o ministério, morar com outros sacerdotes se tornou fonte de cura e crescimento.
    "“Foi a maior bênção. A convivência me transformou como padre.”"
    E os leigos? Um papel insubstituível
    Os fiéis também têm responsabilidade nesse caminho vocacional.
    Presença, cuidado e oração fazem parte da sustentação do ministério presbiteral, como reforça um leigo participante:
    "“Deus nos criou sociáveis. O papel da comunidade passa pela ajuda material, mas também pelo carinho, pela atenção e pelas orações.”"
    A participação ativa dos leigos — nas pastorais, nas celebrações ou na vida cotidiana das paróquias — fortalece os padres em sua missão, lembrando-os sempre que não estão sozinhos.

    Uma vocação sustentada pelo encontro

    As reflexões reforçam que a solidão do sacerdote não é uma condenação, mas uma dimensão humana e espiritual que pode ser preenchida pela fé e pela comunhão.
    Seja através da vida em comunidade, do apoio dos leigos ou da certeza da presença de Deus, a missão sacerdotal continua sendo um chamado à alegria, ao serviço e ao encontro.

    por Wander Soares
    com informação de Vatican News
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  • Leão XIV alerta para tensões no Irã e na Síria e pede paz na Ucrânia 12/01/2026 Leão XIV alerta para tensões no Irã e na Síria e pede paz na Ucrânia

    Ao final do Angelus, o Papa voltou seu olhar para o Irã, palco de protestos e de repressões violentas, e para a Síria, onde continuam os duros confrontos, e fez ainda um forte apelo pela paz na Ucrânia diante dos graves ataques russos. O Pontífice também pediu orações pelas crianças nascidas em condições de dificuldades, “seja de saúde, seja pelos perigos externos”.

    O Papa Leão XIV expressou ao final do Angelus deste domingo, 11 de janeiro, uma grave preocupação em relação ao Oriente Médio, ainda assolado por conflitos e violências. O pensamento do Pontífice voltou-se sobretudo para o Irã e a Síria, “onde tensões persistentes estão provocando a morte de muitas pessoas”.

    "    “Espero e rezo para que se continue, com paciência, o diálogo e a paz, buscando o bem comum de toda a sociedade.”"

    O Irã vive uma onda de protestos sem precedentes, que chegou ao décimo quarto dia consecutivo, envolvendo quase duzentas cidades em todas as 31 províncias do país, com um balanço — segundo organizações não governamentais — de cerca de 190 mortos entre os manifestantes, em razão da repressão feroz do regime, além de mais de 2 mil prisões. Já na Síria, continuam os confrontos em Aleppo entre o exército governamental e as milícias curdas das Forças Democráticas Sírias (FDS).

    Paz na Ucrânia

    O Santo Padre fez também um forte apelo de paz pela Ucrânia, onde não cessam os ataques russos a edifícios e infraestruturas, segundo o governo de Kyev, houve 1.100 drones e 890 bombas em apenas uma semana, deixando cidades inteiras às escuras e no frio. Leão XIV condenou esses “novos ataques particularmente graves” que, “enquanto o frio se torna mais intenso”, atingem “duramente” a população civil. O Papa então renovou o pedido para que esse horror no país possa chegar ao fim:
    "    “Rezo por aqueles que sofrem e renovo o apelo para cessar as violências e intensificar os esforços para alcançar a paz.”"

    Oração pelas crianças que sofrem

    No momento das saudações após o Angelus, o Pontífice, no dia da festa do Batismo do Senhor, estendeu a sua bênção a todas as crianças que receberam o Batismo na Capela Sistina nesta manhã e também àquelas que receberão o Sacramento nestes dias “em Roma e no mundo inteiro”.

    “De modo particular, rezo pelas crianças nascidas em condições mais difíceis, seja de saúde, seja pelos perigos externos. Que a graça do Batismo, que as une ao mistério pascal de Cristo, atue eficazmente nelas e em seus familiares”, concluiu.

    Fonte: Vatican News
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  • O batismo é a porta do céu, diz o papa Leão XIV no ângelus 12/01/2026 O batismo é a porta do céu, diz o papa Leão XIV no ângelus

    No Ângelus de hoje (11), domingo em que a Igreja celebra a festa do Batismo de Jesus, o papa Leão XIV convidou os fiéis a "ouvir a Sua Palavra e imitar os Seus gestos de amor ao próximo".

    Dessa forma "confirmamos e renovamos o nosso Batismo", ou seja, "o sacramento que nos torna cristãos, libertando-nos do pecado e transformando-nos em filhos de Deus, pelo poder do seu Espírito de vida", disse o papa.

    A oração mariana ocorreu pouco depois de o papa celebrar a missa da festa do Batismo do Senhor, durante a qual administrou o primeiro dos sacramentos cristãos a vinte crianças na capela Sistina, a mesma sala em que foi eleito papa no último dia 8 de maio.

    As crianças eram filhas de funcionários da Santa Sé, seguindo uma tradição iniciada em 1981 por São João Paulo II. As duas primeiras vezes tiveram lugar na capela Paulina. Desde 1983, as missas e os batismos são celebrados na Capela Sistina.

    "Deus não olha para o mundo de longe"

    Apontando para a varanda do seu escritório privado no Palácio Apostólico, o papa disse que "Deus não olha para o mundo de longe, à margem da nossa vida, das nossas aflições e das nossas esperanças".

    Pelo contrário, Jesus "vem entre nós com a sabedoria do seu Verbo feito carne, tornando-nos parte de um surpreendente projeto de amor para toda a humanidade".

    "É por isso que João Batista, cheio de espanto, perguntou a Jesus: E tu vens a mim? ", disse o papa sobre o do batismo de Jesus no Jordão. "Em sua santidade, o Senhor faz-se batizar como todos os pecadores, para revelar a infinita misericórdia de Deus".

    O papa sublinhou que "o Filho unigênito, em quem somos irmãos e irmãs, vem, de fato, para servir e não para dominar, para salvar e não para condenar".

    Ele "é o Cristo redentor; carrega sobre si o que é nosso, incluindo o pecado, e dá-nos o que é seu, ou seja, a graça de uma vida nova e eterna".

    Leão XIV disse que esse mesmo mistério se atualiza em cada batismo. “O sacramento do Batismo realiza este acontecimento em todos os tempos e lugares, introduzindo cada um de nós na Igreja, que é o povo de Deus, formado por homens e mulheres de todas as nações e culturas, regenerados pelo seu Espírito”.

    Por isso, convidou os fiéis a dedicar este domingo “à memória do grande dom recebido, comprometendo-nos a testemunhá-lo com alegria e coerência”.

    "Precisamente hoje batizei algumas crianças, que se tornaram nossos novos irmãos e irmãs na fé", disse o papa. "Como é belo celebrar como uma única família o amor de Deus, que nos chama pelo nome e nos liberta do mal".

    Leão XIV ressaltou que "o primeiro dos sacramentos é um sinal sagrado, que nos acompanha para sempre". Por isso "nas horas sombrias, o Batismo é luz; nos conflitos da vida, o Batismo é reconciliação; na hora da morte, o Batismo é a porta do céu".

    Por fim, o Pontífice convidou os fiéis à oração: "Rezemos juntos à Virgem Maria, pedindo-lhe que sustente cada dia a nossa fé e a missão da Igreja".

    Fonte: Vatican News
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  • Na festa do Batismo do Senhor: por que os padrinhos são importantes 12/01/2026 Na festa do Batismo do Senhor: por que os padrinhos são importantes

    Hoje (11), primeiro domingo depois da Epifania, a Igreja celebra a Festa do Batismo do Senhor. O Evangelho do dia, neste ano tirado de São Lucas, narra como Jesus foi banhado no rio Jordão por são João Batista antes de dar início a sua vida pública.

    A cerimônia de purificação a que Jesus, sem precisar, se submeteu, os cristãos derivaram o sacramento do batismo.

    “O Batismo é o sacramento que nos introduz à vida cristã, é o sacramento que nos torna filhos de Deus pois nos configura a Cristo e nos insere à vida da Igreja”, o diretor espiritual da pastoral do batismo da arquidiocese de Brasília, frei Flávio Freitas de Amorim à ACI Digital, em 2025.

    “E se o Batismo nos faz filhos de Deus, por que não batizar as crianças? Por que privá-las desse direito?”, perguntou o frade.

    “Lembremos que a Igreja Católica é fundada por Cristo, é a mais antiga e desde sempre a Igreja Católica batizou as crianças”, afirmou Freitas. “Nós podemos afirmar isso pela própria Palavra de Deus. O Livro dos Atos dos Apóstolos (cf. 16,14-15) trata de uma mulher chamada Lídia que foi batizada juntamente de sua família, ou seja, havendo crianças nessa casa, elas também foram batizadas”, contou o frei.

    Para uma criança ser batizada na fé católica, não há a exigência de que os pais dela sejam católicos. “Quanto aos padrinhos, sim”, diz o frade.

    Por isso, a arquidiocese de Brasília se preocupa com a formação dos padrinhos.

    Função dos padrinhos

    “Se retornarmos aos tempos antigos da Igreja, os padrinhos eram aqueles que tomavam os cristãos recém batizados pela mão e que os instruíam na caminhada cristã”, disse Freitas. “Ainda hoje esse é o dever dos padrinhos de Batismo”.

    “Diante disso os padrinhos precisam ser presentes na vida do seu afilhado, precisam instruí-los na vida cristã, precisam ser pessoas de fé madura e exemplos de fé. Além do mais, os padrinhos precisam ensinar os valores morais e serem intercessores de seus afilhados”, ressaltou.

    “Com a morte dos pais, os padrinhos se tornam, perante a igreja, os responsáveis pela educação cristã dos seus afilhados, portanto assumem a paternidade espiritual, por esta razão o Código de Direito Canônico impõe requisitos específicos para quem vai assumir o múnus de padrinho/madrinha”

    Maturidade na fé

    “Para ser um exemplo de fé e auxílio na caminhada de seu afilhado, os padrinhos precisam ser maduros na fé”, e por isso, eles “precisam ser batizados, crismados e se casados, que seja no santo Matrimônio da Igreja”, reiterou frei Flávio.

    “A Crisma é o sacramento da maturidade cristã, ou seja, entende-se que o crismado tem a capacidade de, com maturidade, conduzir um afilhado. Quanto ao sacramento do Matrimônio, a Igreja entende ser necessário para mostrar também essa maturidade. O Matrimônio configura a relação dos esposos com a relação de Cristo com a Igreja, é um sacramento lindo. O homem e a mulher que vivem maritalmente sem o sacramento do Matrimônio demonstram não possuir maturidade na sua fé, pois recusam doar-se um ao outro como Cristo se doou pela Igreja. Se não há maturidade na fé, não há condições de serem padrinhos”, relatou.

    Freitas ainda disse que “os padrinhos devem ter no mínimo 16 anos de idade e não podem ser os pais do batizando”. Quanto à quantidade de padrinhos, ele informou que o Código do Direito Canônico nº 873 declara: “Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha”.

    O diretor espiritual da pastoral do batismo da arquidiocese de Brasília também contou que “antigamente”, alguns pais, “por falta de padrinhos” católicos, “consagravam as crianças a um santo (santa) de sua devoção, como ainda se faz hoje consagrando as crianças a Nossa Senhora”, mas ressaltou: “Consagração não é a mesma coisa que batismo”.

    O Catecismo da Igreja Católica nº 1.226 diz que “desde o dia de Pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo” e segundo frei Flávio Freitas, “o Código do Direito Canônico, ao tratar do Batismo, afirma que qualquer pessoa não batizada pode receber este Sacramento” e “ordinariamente” só o padre ou diácono podem realizar este Sacramento,  mas “há casos de extrema urgência em que mesmo uma pessoa não batizada, ao derramar água e proferir as palavras da fórmula batismal, pode realizar um batismo”.

    “Um exemplo disso é de um recém-nascido que, ainda no hospital, está correndo risco de vida. Para que a criança não venha a óbito sem obter a graça de se tornar filho de Deus, qualquer pessoa com a reta intenção pode realizar o batismo”, declarou o frade.
    Batismo inválido

    Segundo Freitas, “quando estudamos os sacramentos entendemos que todos eles têm ministro, matéria e fórmula”. “O ministro ordinário do sacramento do Batismo é o diácono”, disse o frei lembrando “que o padre e o bispo nunca deixam de ser diáconos”. Para que “o Batismo seja válido”, “qualquer ministro, seja o ordinário ou o extraordinário precisam ter a reta intenção de batizar”.

    Frei Flávio disse que a “matéria do sacramento do Batismo” é “a água”, e “a substituição da água por qualquer outro elemento, líquido ou coisa também torna o Batismo inválido”. Quanto “a fórmula do sacramento do Batismo” ela deve ser dita assim: “N., eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, “sendo N. o nome do batizando. Se a fórmula anterior não for respeitada, mesmo que tenha a intenção do ministro e a matéria correta, o sacramento é inválido”, explicou o frade.

    Segundo o religioso, “também é considerado inválido um Batismo quando uma igreja que se diz católica, mas que não está em comunhão com Roma, utiliza-se do rito católico romano para batizar pois entende-se que há uma simulação da celebração do sacramento do Batismo”.

    Por Monasa Narjara
    Fonte: ACI Digital
    https://www.acidigital.com

  • Cinco dados sobre o Batismo católico 12/01/2026 Cinco dados sobre o Batismo católico

    “Pelo Batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”, diz o Catecismo da Igreja Católica (CCI 1213). A seguir, confira cinco dados sobre este sacramento, porta para os outros sacramentos.

    1. Iniciou-se com os Apóstolos

    “Desde o dia de Pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: ‘convertei-vos (...) e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo’ (Atos dos apóstolos 2,38)” (CCI 1226).

    Santo Higino, papa aproximadamente entre os anos 138 e 142, instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para que guiassem os pequenos na vida cristã.

    2. Tem vários nomes

    Batizar, do grego “baptizein”, significa “mergulhar” ou “imergir dentro da água”. Esta imersão simboliza “a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele” (CCI 1214).

    Este Sacramento também é chamado “banho da regeneração e de renovação no Espírito Santo”, assim como “iluminação” porque o batizado se converte em “filhos da luz”.

    São Gregório Nazianzeno dizia que o batismo é um “dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”.

    3. Renova-se a cada ano

    “Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Batismo. É por isso que a Igreja celebra todos os anos, na Vigília Pascal, a renovação das promessas do Batismo. A preparação para o Batismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã” (CCI 1254).

    4. Um não batizado pode batizar

    Diz o Catecismo da Igreja Católica (1256) que “são ministros ordinários do Batismo o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono (cf CIC, can. 861,1; CCEO, can. 677,1). Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar (cf CIC, can 861, § 2) se tiver a intenção requerida e utiliza a fórmula batismal trinitária”.

    “A intenção requerida consiste em querer fazer o que a Igreja faz ao batizar. A Igreja vê a razão desta possibilidade na vontade salvífica universal de Deus (cf 1 Tm 2,4) e na necessidade que o Batismo tem para a salvação (cf Mc 16,16)”.

    5. Selo único e permanente

    “O Batismo marca o cristão com um selo espiritual indelével (charactere) da sua pertença a Cristo. Esta marca não é apagada por nenhum pecado, embora o pecado impeça o Batismo de produzir frutos de salvação (cf DS 1609-1619). Ministrado uma vez por todas, o Batismo não pode ser repetido” (CCI 1272).

    Fonte: Vatican Newshttps://www.vaticannews.va

  • Solenidade do Batismo do Senhor 12/01/2026 Solenidade do Batismo do Senhor

    Texto referencial: E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu filho amado, no qual pus o meu agrado”. (Mt 3, 17).

    Com a celebração do Batismo do Senhor, termina o tempo litúrgico do Natal. Jesus inicia assim sua missão, recebendo o batismo pelo ministério de João Batista. (O batizador). Jesus (O Messias) não quiz apenas nascer entre nós, mas identificar-se com os salvandos, mostrando toda a sua solidariedade com os pobres. Identificou-se com os pecadores sem nunca cometer pecado. Assim, viveu plenamente seu batismo.  

    E nós, como vivenciamos o nosso batismo? Não renascemos pelo sacramento do batismo? Não. Recebemos ali nossa missão? Nos tornamos com Ele, seus discípulos? Penso que não tenhamos consciência das consequências do nosso renascimento. Desculpamo-nos afirmando que fomos batizados como crianças… esquecemos que o batismo é graça. É dom, gratuito de Deus. Cada qual responsável pelos dons recebidos, assumidos ou não. Outros afirmam: nós não batizamos crianças, porque estas não podem ter fé. Jesus de fato falou: “quem crer e for batizado será salvo”. Sim, Ele o falou. Mas falou também “quem não for batizado, será condenado”. (Mc 16,15-16). Os filhos deles mortos como crianças vão então para o inferno?… não. Deus é Pai de todos. Não condena, quem não cometeu pecados, pessoais, graves em sua liberdade. Jesus Cristo é Salvador de todos. Somente é excluída da salvação eterna, quem pessoalmente rejeitar a salvação. Repito: Jesus veio para salvar e não para condenar. Nem a ignorância religiosa, ou seja, das escrituras, condena a não ser, se culpada. É fanático?…bem… ali são outras consequências… penso que um pouco de purgatório, já resolva o problema.

     “Este é meu Filho amado, nos qual me agrado” (Mc 16,17) afirma o Pai Celeste e o Espírito Santo descendo sobre Ele o confirma. Assim os céus se abriram para todos nós… Jesus os abriu, com sua vinda, batismo e a ressurreição.  É preciso redescobrir melhor, Jesus Cristo, sua vida, missão, morte e ressurreição. O que o Pai celeste, pode afirmar hoje de nós? Assumimos a vivência de nosso batismo? Então os céus, continuam abertos. Também para nós. Nosso problema é batizar nossos filhos, mas não iniciá-los no discipulado de Jesus, na comunidade.

    Dom Carmo João Rhoden,
    Bispo Emérito de Taubaté (SP)

    Fonte: Cnbb
    https://www.cnbb.org.br

  • O batismo de Jesus e o batismo de cada um de nós 12/01/2026 O batismo de Jesus e o batismo de cada um de nós

    A Igreja festeja o batismo do Senhor Jesus e com Ele festejamos o batismo de cada um de nós, porque o nosso batismo tem sentido pelo batismo de Jesus. Jesus foi batizado no Rio Jordão por São João Batista (cfr. Mt 3,13-15), santificando as águas do Rio, sendo Ele o autor do batismo. Ao sair das águas, o Espírito Santo desceu nele em forma de pomba e o Pai falou na nuvem que Ele era o seu Filho muito amado (cfr. Mt 3.16-17). Nós fomos batizados um dia de modo que nós recebemos a graça de sermos filhos adotivos e filhas adotivas de Deus Uno e Trino. O batismo nos compromete com Deus, com a família, com a comunidade e com a sociedade. Vejamos esta reflexão nos Padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos. 

    A santificação das águas

    São Proclo de Constantinopla, Bispo no século V disse que Jesus pelo seu batismo, santificou as águas e iluminou os corações das pessoas humanas que recebem o batismo em nome da Santíssima Trindade. Ele manifestou-se ao mundo e desta forma pôs ordem onde havia desordem, enchendo-o de beleza e alegria o universo. Ele tirou o pecado do mundo, expulsando o inimigo e Ele santificou as águas da terra, porque Ele mesmo entrou nas mesmas para receber o batismo. 

    A graça do Salvador

    São Proclo afirmou que a terra e o mar repartiram entre si a graça do Salvador e o mundo inteiro encheu-se de alegria pelo batismo do Senhor no inicio de sua evangelização neste mundo. Este dia apresenta para todos nós grande profusão de milagres, de acontecimentos bonitos relacionados ao Senhor Jesus2. O bispo tinha presente também o acontecimento do Natal. Se na festa do nascimento do Salvador, a terra alegrava-se por ter o Senhor no presépio, no meio de nós, o dia do batismo do Senhor também foi de Teofanias, manifestações divinas no Filho. Além disso o mar exultou de alegria e estremeceu de júbilo, porque recebeu a benção santificadora por meio do Rio Jordão, na qual o Senhor Jesus entrou nas águas. 

    Criança frágil – Homem perfeito

    Se na festa do Natal, a liturgia apresentou em Jesus, uma criança frágil, envolta em panos (cfr. Lc 2,7), no batismo do Senhor a cerimônia litúrgica colocou um homem perfeito, de modo velado manifestou a nós e a todo o mundo, a perfeição Daquele que precede do Ser perfeito, o Pai. Se na festa anterior, o Natal, pelo nascimento de Jesus, o Rei dos reis vestia a púrpura, agora pelo Batismo ao Rei, as águas do rio envolveram qual manto Aquele que é a fonte das águas. 

    A salvação para todos. O novo dilúvio é alargado

    O batismo de Jesus trouxe a salvação ao gênero humano. Todas as pessoas são convidadas pelo Senhor Jesus a viver as graças do Redentor, que são a paz, o amor, a salvação que provem Dele, pelo seu batismo, que ofereceu um beneficio universal. São Proclo também dizia que era importante contemplar o novo e admirável dilúvio, mais poderoso que o do tempo de Noé. Se no primeiro dilúvio a água fez perecer o gênero humano (cfr. Gn 7,23-24), agora pelo batismo do Senhor, a água do batismo, pelo poder Daquele que foi batizado por São João, chama os mortos para a vida. Se no primeiro dilúvio, uma pomba trazia no bico um ramo de oliveira(cfr. Gn 8,11), anunciando o odor de suavidade do Cristo, agora, pelo batismo de Jesus, o Espírito Santo vindo em forma de pomba, mostra-nos o Senhor cheio de misericórdia e de amor (cfr. Lc 3,22).

    A iluminação dada no batismo

    São Gregório de Nazianzo, bispo no século IV afirmou que Jesus Cristo foi iluminado no batismo e nós seus fiéis recebemos com Ele, a luz. Jesus é batizado, nós desçamos com Ele às águas para com Ele subirmos livres do pecado e da morte. João batizava as pessoas e o Senhor Jesus se aproximou Dele, para assim santificar aquele que o batizava e sem dúvida para sepultar nas águas os pecados dos primeiros seres humanos, Adão e Eva. Antes de nós e também por nossa causa, Ele que é Espírito e carne santificou as águas do Rio Jordão, para nos iniciar aos sacramentos mediante o Espírito e água.

    João e Jesus no batismo

    São Gregório teve presentes as atitudes de João e de Jesus. João relutou para ele ser batizado por Jesus, mas Jesus insiste no batismo feito pelo Precursor. A lâmpada disse ao Sol: “Eu é que devo ser batizado por ti” (cf. Mt 3.14). A voz à Palavra, o amigo do Esposo, disse o maior entre os nascidos de mulher ao Primogênito de toda a criatura, aquele que estremecera de alegria no seio materno ao que fora adorado no seio de sua Mãe. 

    Jesus saiu das águas

    O Bispo de Nazianzo disse que Jesus saiu das águas para elevar consigo o mundo que estava submerso e viu abrirem-se os céus de par em par, uma vez que o ser humano pelo pecado tinha fechado para si e sua posteridade, assim como o paraíso lhe fora fechado pelo pecado da desobediência (cfr. Gn 3,1-15).

    Os testemunhos do Espírito e do Pai no batismo de Jesus

    No batismo de Jesus ocorreram as manifestações das Pessoas divinas. O Espírito acorreu Aquele que lhe é igual, dando testemunho da sua divindade. Mas também veio do céu uma voz, pois também vinha do céu Aquele de quem se dava testemunho (cfr. Lc 3,21-23)9. A visualização em uma forma corporal de uma pomba, o Espírito glorificou o corpo de Cristo, já que Jesus, por sua união com a divindade, é o corpo de Deus10. O Pai pediu para que todos ouçam a voz do Filho, em unidade com Ele e com o Espírito Santo em vista da prática de suas palavras e de seu amor. O Bispo São Gregório convidava a todas as pessoas a veneração do batismo de Cristo Jesus e a celebrar com dignidade e amor a festa deste batismo, almejando a todas as pessoas à conversão de seus pecados e uma vida com fervor no coração e nas ações porque nós formos inseridos um dia, para sempre, pelo batismo, na vida da Trindade, como filhos e filhas adotivos e adotivas.  

    Dom Vital Corbellini
    Bispo de Marabá (PA)

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