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Postura do Músico católico 03/06/2022
Inicialmente ao falar de postura é preciso avaliar locais, situações, ocasiões. A palavra significa posição do corpo ou parte dele; atitude. Logo, podemos ir além da postura e falar de comportamento que vem a ser o conjunto de reações de um indivíduo.
Habitualmente o que se espera de um ministro de música na igreja é que tenha um comportamento adequado e um movimento de acordo com o ambiente em que está; incluindo bom senso principalmente.
É um tanto complexo falar de posturas e comportamentos, pois se questiona o que é certo e errado, conceitos chegam às pessoas como julgamentos. Não é esse o objetivo desse artigo. Na verdade é apenas para relembrar que é preciso ter uma postura nas celebrações. Lembrar que servimos a Deus, e a igreja é um local sagrado que exige respeito, silêncio, atenção, levar o povo a rezar, celebrar com os momentos de festa, enfim ser instrumento para Aquele que nos colocamos a serviço. Isso inclui um comprometimento, não apenas nos finais de semana, ou durante a celebração, mas está no agir diário de ser cristão em qualquer local e situação.
Durante as celebrações é bom lembrar, inclusive, que o ministro de música canta com a comunidade e não para a comunidade, o que temos aí uma diferença. O músico neste caso tem como missão levar as pessoas a celebrarem e não assistirem uma apresentação musical. Aliás, podemos citar muitas paróquias em que o grupo de canto apenas canta para si mesmo, e a comunidade só assiste. No caso da Santa Missa o centro é o Cristo, os animadores devem partilhar da canção com povo. Se os cânticos forem novos ensaiar com a comunidade antes da celebração seria uma boa idéia, mas não cantarem apenas musicas conhecidas por eles (os músicos) e deixar o povo apenas de expectadores/ouvintes.
Algo de suma importância é um bom diálogo com o celebrante, o padre! O sacerdote deve saber as partes da liturgia que foram preparadas para serem cantadas (Glória, Salmo, Santo, Pai-Nosso, Cordeiro), saber os cânticos escolhidos (Entrada, Oferenda, Comunhão, Final) e certamente tais cantos devem estar de acordo com o rito do dia.
Há um grande número de jovens participando de grupos de cânticos nas missas, é belo vê-los presente, mocinhas, rapazes, é nossa igreja amanhã, pais e mães em um futuro próximo, porém esse é o momento de catequizá-los. Deixar os chicletes, blusinhas curtas, decotes, transparências e shorts curtinhos para outros ambientes. Convenhamos que não seja a melhor opção em uma celebração Eucarística e dentro de uma igreja.
Outro detalhe que é necessário citar é a altura dos instrumentos musicais nas celebrações, às vezes estão tão alto que não se escuta letra, o grupo e a comunidade. Instrumento é acompanhamento na celebração. Deve-se ter bom senso quanto a isso, não adianta muito barulho onde se celebra a palavra cantada.
Vale lembrar que conversas paralelas durante a celebração, mesmo que sejam sobre as músicas escolhidas, tons etc., não é correto. Uma boa dica é marcar um dia e horário para discutir sobre as leituras, os cantos apropriados e os tons das canções. Na hora da celebração certamente não é o mais coerente. No caso de uma extrema necessidade, usar de discrição seria o mais viável.
Durante a execução dos cantos também existe uma forma de se portar. A postura de nosso corpo deve estar de acordo com aquilo que se canta. A expressividade é um todo. Além das técnicas aplicadas ao canto, também é importante observar como se apresentar, como transparecer nossa essência, como sorrir e respondemos a essa expressividade. Ao cantar, os olhos, o corpo, a face corresponde ao que a música representa em nós e procura-se através das canções levarem pessoas a Deus!
“A harmonia dos sinais (canto, música, palavras e ações) é aqui mais expressiva e fecunda por exprimir-se na riqueza cultural própria do povo de Deus que celebra.” CIC 1158
Colocar um dom a disposição da igreja é colocar sua vida em serviço. Que saibamos estar inteiros em nossa missão, fazendo de nossa música uma música voltada para o Cristo e levando nossos irmãos a celebrar em harmonia com nossa expressão.
By Karla Fioravante
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A cultura do: Mais um! 03/06/2022
Você já deve ter se sentido assim em algum momento!…Mais um… Mais uma… E não foi estima rebaixada! (Ou foi?) – Bem, não vem ao caso… Numa fila de INSS… somos números, numa fila de banco em plena 6a a tarde também…rsss, vc me saberia citar outras ocasiões…
No entanto…….Eis nossa grande riqueza, as pessoas que nos amam e conhecem nossa alma. Aqueles que não sabem de nós, podem nos julgar, podem “não ir com a nossa cara”, enfim… podem tantas interpretações… Ninguém traz escrito em sua testa: Eu sou fulano… venho de tal lugar, essa é minha história!…
Vivemos em uma cultura onde devemos estar sempre: armados, com respostas rápidas e certeiras…
Deu bobeira, já era! … Que triste…. Me assusta ver a sociedade assim, tão desumana…
Certa vez estava em um supermercado e em pleno sábado a tarde, lotado, não haviam carrinhos disponíveis… Entrei e ao pegar as mercadorias nas mãos avistei um carrinho vazio… perdido no meio da loja… Mais que rápido, coloquei minhas coisas dentro. Não havia ninguém por perto, isso demonstrava que o carrinho não tinha “dono”…
Ao começar andar, ouvi um grito: Me devolve meu carrinhoooooooo, se ele estava aqui é porque é meu!!!!
Eu confesso ter ficado muito envergonhada, não tinha intenção de pegar o carrinho de alguém… enfim… Que fato pequeno para um escandalo…
O tal senhor me abordou com tanta grosseria, que parecia que eu havia cometido um crime…. Fiquei perplexa… E, logo me desculpei! Ele saiu resmungando, falando coisas horríveis… Talvez não fosse um bom dia para ele….
Pensei comigo…. não havia placa no carrinho indicando: Fulano da Silva…
Não resolvi ir adiante naquilo… Deixemos o carrinho com aquele senhor…
Nos grandes centros (como São Paulo, onde resido) ainda me assusta esse “anonimato”, as pessoas estão acumuladas de estresse, chateações, trazem consigo uma bagagem de sofrimento, um ar de infelicidade, mau humor!E ainda o prefeito tenta melhorar o trânsito através do aumento do horário do rodizio… rss… Nas cidades pequenas, passamos por dificuldades diferentes, todo mundo conhece todo mundo… enfim, o interessante seria se aprendessemos a conviver melhor… Respeitar mais, olhar para as pessoas como seres humanos e não como um número de RG, CPF, Carteira de motorista, titulo de eleitor… etc etc etc…
Seria tão mais caridoso olharmos nos olhos… mas, penso… quantas vezes eu também não fui assim?… Não consegui dar a atenção necessária, pela correria do tempo, por milhões de afazeres que vamos preenchendo nossos dias e ao mesmo tempo preenchendo vazios…
As pessoas cada vez mais sozinhas, individualistas… com medo de se aproximar! Basta andar um pouco nas ruas e observar quantas pessoas falam: Bom dia!…. Boa tarde…Boa noite…. e quantas conseguem olhar para as outras que passam!…
Há uma desconcertante falta de tempo…. E um tanto de verbalizações contidas….
Eis me aqui, falando sobre isso…. e dizendo a você: Cuidado ao ver um carrinho sozinho no supermercado (rs)… Ele pode ter um “dono” em furia… E assim vamos seguindo os nossos dias… tendo dessas pra contar!…
Karla Fioravante
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Co-Criadores da Maior canção… 03/06/2022
Não basta ter voz, é preciso SER voz àqueles que não cantam, nem têm voz e vez
“A arte criativa, que a alma tem a sorte de albergar, não se identifica com aquela arte por essência que é própria de Deus, mas constitui apenas comunicação e participação dela” (Cardeal Nicolau Cusano)
Observando o vento, as flores, os pássaros, as cores, percebemos: Deus continua a criar, harmonizando e moldando o homem; construindo sons e fazendo com que o ser humano experimente-os através da arte, sendo ela a essência da sua própria alma. Dando luzes às mentes para que sigam o caminho da verdade. Gerando vida! Soprando sobre nós!
Somos co-criadores da maior canção! As notas são a eternidade de que somos capazes de provar, a harmonia vem do Criador através do dom que percebemos em nós. Notável é ao coração quando se cria algo que se encontra integrado aos planos de Deus. Assim é quando descobrimos em nós a vocação de como colocar o nosso dom a serviço.
Nossa alma transborda, vivendo o mistério da encarnação redentora, com sede de imitar o Filho de Deus, tendo, portanto, a capacidade de esquecer-se de si mesmo e assumir a fragilidade humana.
Quando tal anseio toma conta de nossa existência, conseguimos ir além de nós mesmos, tornarmo-nos pequenos para que o Criador apareça. Se houver a pergunta em seu ser: “Como colocar meu dom para a evangelização?” – Vá além das regras, vá além das respostas humanas e receitas práticas. Para ser músico de Deus é preciso, primeiramente, servir.
Não basta ter voz, é preciso SER voz àqueles que não cantam, nem têm voz e vez.
Não basta apenas tocar ou saber manusear um instrumento musical, é preciso tocar a alma de quem escuta, é preciso transmitir de forma mais cristalina a essência que se torna divina através do som.
Não basta apenas querer evangelizar, é preciso comprometer-se.
Não é necessário ser grande, é preciso ser humilde.
Não basta apenas celebrar, é preciso viver o mistério da Eucaristia, e é Nela que nos encontramos unidos ao Cristo na comunhão, onde nos tornamos um, sem distinção.
Não basta criar, é preciso converter.
Não basta ser artista é preciso revelar.
Não basta ser belo, é preciso levar à salvação.
Deus continua soprando, batendo à sua porta. Percebê-Lo é graça! Servir de instrumento em Suas mãos é ser eco da própria criação. Que nossa alma transpareça nossa verdade, pois é onde o Criador ousa esperar a música de seus co-criadores. Ousamos, pois, criá-la!
Karla Fioravante
Cantora, Musicoterapeuta e Psicanalista
www.karlafioravante.com
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Tenho vergonha de cantar em público 03/06/2022
“O maior obstáculo? O medo!” – Madre Tereza de Calcutá
Impressionante como algumas coisas mexem conosco! O medo é o mais latente em nós. Cala-se por um tempo, mas, dependendo da situação, ele volta e, às vezes, com uma força incrível. Ele varia em cada uma das pessoas que o tem e se manifesta das mais diversas formas. “Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são” – afirma Miguel de Cervantes em “Dom Quixote de la Mancha”, no século XVII.
Como qualquer outro obstáculo, o medo deve ser ultrapassado! Fácil é ficar com as palavras; difícil são as atitudes de mudança, mas são necessárias para o nosso crescimento. Todos nós temos algum grau de ansiedade ou timidez e, quando elas se manifestam, normalmente são acompanhadas por uma indefinida sensação de mal-estar. Sentimos fisicamente nosso medo, ansiedade e timidez explícitos. Ficamos com a boca seca, taquicardia, sudorese, tremor; enfim, diversas manifestações.
Mas é benéfico experimentar ansiedade em certas circunstâncias e, de certa forma, ela favorece a adaptação do ser humano a novas situações. O que não é benéfico é a freqüência ilimitada desse sentimento, o qual nos limita para que possamos viver novos momentos e lutar por algo almejado. O medo ou ansiedade – provocado por algum desafio, que no caso não se restringe apenas ao cantar em público, mas também pela necessidade de fazer uma palestra, de dar uma aula, de se submeter a uma entrevista para emprego, entre outros, – faz com que fiquemos mais alertas, mais preparados e, portanto, mais aptos ao êxito.
É interessante ressaltar que tudo o que é extremo não faz bem! Se sua timidez é tão extrema a ponto de não lhe permitir que você faça o que almeja; se sua ansiedade é tanta que você acaba não fazendo ou exercendo bem sua função ou algo a que se propôs; ou se o seu medo é tão grande que o faz perder oportunidades, é bom lembrar que é um fator psicológico importante e que deve ser averiguado.
Mas, se é algo que você tem crítica e consegue suprir, lute por isso! Se sua vontade de cantar é imensa e você tem possibilidades para isso, tente ir superando seus obstáculos diariamente. A cada dia tente ir um pouco mais além do que você foi na vez anterior. Você vai perceber que vai se soltando com o passar dos dias! Vá de encontro com seu medo e supere-o!
Algo também muito indicado são cursos de expressão corporal, expressão artística, artes cênicas, pois tais áreas vão diretamente ao corpo e à nossa forma de expressão. O mais importante é lutar pela mudança daquilo que mais o incomoda! Possibilidades para o bem existem inúmeras, você pode dar a Deus o melhor de si, Ele o criou para a liberdade e para a felicidade! Vá além dos seus medos e limitações!
Karla Fioravante
Cantora, Musicoterapeuta e Psicanalista
www.karlafioravante.com
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O longe é perto demais!… 03/06/2022
Sempre há casos de distância entre pessoas, seja física ou provocada por alguma situação que separou almas e comprometeu o perto…
Será que o perto, significa realmente presença, conhecimento? Ou, é a partir do longe que passamos a observar atitudes que o perto não permite?
Quantos casos observamos de pessoas que estiveram perto muito tempo, mas não se conheciam. Namoro que duraram anos e quando casam, assustam-se!
Algumas pessoas nos surpreendem com a capacidade de aparecer quando mais precisa de nós; outras nunca dizem muito, mas se fazem presentes. O que importa não é o número de palavras que uma pessoa diz quando precisamos dela, mas é o fato de perceber/estar, no silêncio!
Amar à distância é possível, pois há montanhas que nunca devem ser escaladas!
Cuidado se decidir escalá-las, de perto nem tudo é tão empolgante, animador. Algumas pessoas devem ser apreciadas de longe para permanecerem em nossa vida! Parece rude, mas é real.
De o chão observar uma montanha e o seu cume é algo a ser conquistado, bela, pois de onde estamos somos pequenos e o alto perfeito…
Pertos & Perto; Pertos & longes; Longes & perto;
Independe a combinação quando algo mais forte unir vidas!
A sinceridade está no ir e vir, e importa aquele que nessas idas e voltas – permanecer!
Karla Fioravante – www.karlafioravante.com

