Notícias -
-
Escutar para cuidar: o papel da Igreja diante dos sofrimentos do nosso tempo 08/09/2026
A escuta ganhou particular destaque no caminho recente da Igreja. No processo sinodal convocado pelo Papa Francisco, ela é apresentada como uma dimensão essencial da vida eclesial, da formação e do acompanhamento pastoral.
O Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizado em 2024, chega a indicar a possibilidade de um ministério dedicado à escuta e ao acompanhamento, voltado especialmente a pessoas afastadas ou que buscam reaproximar-se da comunidade.
Ao apresentar o itinerário sinodal, em 2021, o Papa Francisco definiu o percurso como um “dinamismo de escuta recíproca”, lembrando que ouvir é o primeiro compromisso e que não se trata apenas de recolher opiniões, mas de escutar o Espírito.
A mesma perspectiva está presente no pontificado de Leão XIV. Em sua primeira encíclica, Magnifica humanitas, publicada em 25 de maio de 2026 e dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial, o Papa recorda a responsabilidade de construir uma sociedade na qual a dignidade de cada pessoa seja protegida e destaca o diálogo como parte da vocação da Igreja.
Na apresentação do documento, fez um convite a “aprender a ouvir uns aos outros, a enfrentar com coragem os desafios do presente e a cooperar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna”.A Igreja como primeira rede de apoio
Há um esgotamento que não vem do trabalho. Vem da saturação. Da avalanche de estímulos e do desamparo de se estar ao alcance de tudo, o tempo todo, mas nunca por inteiro. É o retrato do tempo presente, em que o ser humano nunca esteve tão conectado e, ao mesmo tempo, tão só.
Nas paróquias, esse cansaço tem chegado com nome, rosto e horário marcado. São pessoas que não procuram conselhos prontos nem milagres. O que buscam, muitas vezes, é algo mais simples e mais raro: alguém que as olhe nos olhos, sem pressa, e simplesmente as escute.
O Cônego Ramon Ferreira, pároco da Paróquia Sant’Ana, em Silvianópolis (MG), e especialista em psicanálise, explica que é comum que pessoas em sofrimento de ordem espiritual, psíquica e até civil procurem a Igreja como primeiro apoio. “O padre entra em momentos nos quais talvez nenhum outro profissional entre. Está presente no casamento, no nascimento dos filhos, nas crises familiares, na doença, numa perda, num velório. Muitas vezes conhece várias gerações da mesma família”, diz. “Além disso, existe uma dimensão muito particular no ministério sacerdotal: a pessoa sabe que pode falar de coisas muito íntimas, sobretudo no âmbito sacramental, onde existe o sigilo absoluto”, complementa.
Segundo ele, essa confiança exige responsabilidade para reconhecer os limites e saber até quando o acompanhamento espiritual é suficiente e a partir de que momento se faz necessário o cuidado de um profissional. Direção espiritual, psicoterapia e psiquiatria são realidades distintas que podem e devem conversar, mas não podem ser confundidas. “Considero muito perigoso quando alguém transforma tudo em problema espiritual. Uma depressão não é falta de fé. Uma crise de ansiedade não significa que a pessoa reza pouco. Isso pode inclusive aumentar a culpa de quem já está sofrendo”, alerta o cônego. “A fé pode ser uma enorme força no processo de recuperação, mas ela não nos autoriza a negar a realidade. Se eu quebro uma perna, eu rezo e vou ao ortopedista. Uma coisa não elimina a outra”.
Essa perspectiva reforça a importância de olhar para o ser humano em sua integralidade, sem dividi-lo em gavetas. Corpo, psiquism e espiritualidade estão interligados e, quando uma dessas dimensões sofre, as outras também sentem.
Nessa compreensão, fé e ciência não se colocam como rivais, mas como olhares distintos que se complementam no cuidado da mesma pessoa. Como destaca o cônego, “a graça não destrói a natureza; trabalha nela. Deus pode agir através de uma oração, mas pode agir também através de uma psicóloga competente, de um psiquiatra, de um medicamento bem indicado. Quando cada uma respeita seus limites, elas não concorrem. Elas se completam”.Pastoral da Escuta: quando ouvir se torna uma missão
Foi diante das muitas demandas que chegam diariamente às paróquias, que nasceu a Pastoral da Escuta. Idealizada pelo padre passionista José Carlos Pereira, teólogo pastoralista e doutor em Sociologia, a iniciativa partiu da percepção de que o atendimento sacerdotal já não dava conta da procura e de que boa parte de quem chegava não buscava confissão, mas alguém que a ouvisse.“Surgiu de uma necessidade que constatei lá pelos idos de 2006, 2007, quando fui pároco de uma grande paróquia no interior de São Paulo. Havia uma demanda gigantesca. Éramos três padres, mas não conseguíamos atender todas as pessoas. Todos os dias, das oito da manhã às cinco da tarde, sempre tinha um padre de plantão. No entanto, a maioria não procurava a confissão. Começamos a perceber que boa parte queria apenas alguém que as escutasse, porque não tinha quem as ouvisse”, recorda.
A percepção deu origem a uma equipe de leigos preparada para oferecer escuta pastoral. O que começou como resposta a uma necessidade concreta de uma paróquia tornou-se uma experiência partilhada com outras comunidades e dioceses. O primeiro grupo tinha cinco pessoas, com plantões na igreja matriz e em duas capelas, em horários fixos.“Começamos a divulgar que havia esse serviço e começou a dar certo. As pessoas procuravam para desabafar”, lembra o padre. Segundo ele, muitas vezes nem era preciso dizer nada: “No final diziam: ‘muito obrigado por você ter me ouvido’”.Quando se tratava de matéria de confissão, o encaminhamento era feito ao sacerdote. A prática, que deu resultado na paróquia, acabou sistematizada no livro Pastoral da Escuta, para que outras comunidades pudessem implantar a proposta.
O sacerdote esclarece que não é necessário ter formação em psicologia para atuar. E, mesmo quando há psicólogos entre os agentes, a abordagem permanece distinta. “Deixamos muito claro que não se trata de escuta no âmbito psicológico nem no âmbito sacramental. Se tiver psicólogo, é muito válido, mas ali ele não vai usar ferramentas da psicologia. É uma escuta espiritual, no Espírito, teológica”, ressalta. “Muitas pessoas podem imaginar que é um trabalho marginal da psicologia, e não é”.
Na Diocese de Taubaté (SP), a psicóloga Raquel Irene de Macedo coordena a Pastoral da Escuta no Santuário Santa Teresinha. Mestra em Ciências pela USP e especialista em Psicologia Clínica Psicanalítica, ela destaca que o serviço nasceu para oferecer acolhimento e escuta ativa, em atendimentos individuais, sigilosos e por busca espontânea, realizados em salas da igreja, com horário e duração delimitados.“Muitas vezes, a pessoa não precisa de uma resposta pronta ou de alguém que resolva o problema, mas de uma presença disponível, respeitosa e verdadeiramente interessada em escutá-la”, explica.Segundo Raquel, a preparação dos agentes é o pilar da pastoral. Além da boa vontade, é preciso preparo técnico, maturidade emocional e capacidade de se esvaziar para que o outro seja o centro. Os voluntários são formados para sustentar o silêncio sem julgar, aconselhar ou trazer a própria história, com formação humana e espiritual contínua, que inclui postura emocional, limites pastorais e técnicas de entrevista.
Para ela, a procura revela uma carência atual. “Muitas chegam trazendo situações difíceis, culpas, conflitos familiares, lutos ou ansiedades, sem encontrar um espaço onde possam falar sem julgamento. Vivemos em uma sociedade hiperconectada digitalmente, mas profundamente solitária”, observa. A coordenadora ressalta ainda o discernimento na escolha dos agentes. “O desejo de ajudar não se traduz automaticamente na aptidão para escutar. Quem chega querendo ser agente precisa, antes de tudo, ser cuidado. Outros trazem a ansiedade de dar conselhos e precisam aprender a arte do silêncio. O protagonista daquele momento nunca será o agente, mas a pessoa que fala à sua frente.”
O agente está ali para escutar e acolher, não para diagnosticar, tratar ou conduzir a vida da pessoa”, explica Raquel. Muitas vezes, a melhor intervenção é uma pergunta que ajude a pessoa a aprofundar o que vive. A própria escuta ativa permite identificar quando a demanda ultrapassa a proposta e exige encaminhamento.Em situações de crise ou risco, o cuidado é ainda maior. “Diante de sinais de ideação suicida, relatos de violência doméstica, surtos psicóticos ou depressão severa incapacitante, o agente é instruído a não conduzir sozinho. A postura é encaminhar para a rede intersetorial de cuidado e, em risco imediato, para os serviços de emergência”, orienta.
Implantada conforme as orientações do subsídio, a Pastoral da Escuta tem se mostrado uma resposta concreta que se soma aos demais serviços da Igreja. Ao lado da Pastoral da Acolhida, destaca-se hoje como uma das mais relevantes justamente por partir do princípio de que escuta é acolhimento. Em um contexto marcado por solidão e pelo aumento do sofrimento psíquico, o espaço da escuta olho no olho faz diferença. “Mais do que nunca isso é importante. As redes sociais não possibilitam aquela escuta olho no olho, de ser humano para ser humano. Mesmo que você tenha uma escuta a distância, nunca será igual a sentar ao lado de alguém que está ali para te ouvir, para te acolher, não para te julgar”, ressalta o padre José Carlos.
Esse chamado ganha ainda mais sentido em setembro, mês dedicado no Brasil à prevenção do suicídio. A Pastoral da Escuta reforça uma mudança de ênfase: menos respostas prontas e mais espaço para ouvir.
Gabi Bonvechio - Cidade do Vaticano
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va -
Arcebispo de Chongqing é ordenado na China 08/09/2026
Foi realizada nesta terça-feira, 8 de setembro, na China, a ordenação episcopal de Andrea Ding Yang, nomeado pelo Papa Leão XIV, em 28 de julho, arcebispo de Chongqing, após a aprovação de sua candidatura no âmbito do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China.
Dom Andrea Ding Yang nasceu em 16 de setembro de 1981, no distrito de Hechuan, em Chongqing. De 2000 a 2006, frequentou o seminário de Pequim. Após um ano de estágio pastoral na Paróquia São José, em Yuzhong, Chongqing, foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 2007, tornando-se posteriormente vigário paroquial da mesma paróquia.
De 2009 a 2011, permaneceu em Macau, onde aprofundou seus estudos de teologia na Universidade de São José. De 2012 a 2014, foi formador no Seminário Teológico Nacional, em Pequim. Em março de 2014, transferiu-se para Roma, onde frequentou a Universidade da Santa Cruz, regressando à China no ano seguinte. Posteriormente, exerceu o ministério como pároco em Tongliang, Tongnan, Tongguanyi e Jiulongpo, na Arquidiocese de Chongqing.
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va -
Sejam testemunhas do amor, da justiça e da paz, pede Leão XIV aos jovens africanos 08/09/2026
Os jovens estão no centro das prioridades pastorais em países que passam por crises muitas vezes complexas. Este é o objetivo da primeira edição das Jornadas da Juventude da África Ocidental, que se realizam em Acra, capital de Gana, de 7 a 11 de setembro. O Papa enviou uma mensagem de vídeo ao evento, promovido pela Reunião das Conferências Episcopais da África Ocidental (RECOWA/CERAO), afirmando estar "convencido" de que "estes momentos intensos passados ??juntos os ajudarão a crescerem na fé e a se enriquecerem cada vez mais dos valores como o encontro e a abertura ao outro".
Não perder a esperança
"Vocês não são uma juventude sacrificada, como muitos podem pensar", enfatiza Leão XIV, especificando que os jovens são "o hoje de Deus, o hoje da Igreja". Essas palavras remetem a uma passagem da Mensagem de Bento XVI para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, em 2010, na qual o pontífice falou dos jovens como um "tesouro inestimável". Isso é ainda mais verdadeiro para aqueles que vivem em regiões conturbadas, situações que ameaçam o futuro de tantos recursos humanos.
" “Num momento em que tantas crises parecem obscurecer seu horizonte, quero encorajá-los a seguirem em frente sem perder a esperança. Sei bem como o peso da dúvida, da incerteza e, às vezes, da insegurança pode ser pesado sobre seus ombros e atrapalhar seus planos para o futuro.”"Construir pontes entre povos, culturas e religiões
A iniciativa africana, que tem como tema "Tenham coragem" (João 16, 33), estruturada em torno da experiência das recentes Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa, surge do desejo dos bispos da região de oferecer aos jovens católicos um espaço comum de fé, encontro e formação. Unir-se "para ajudar a promover mudanças positivas em suas sociedades" é o que o Papa espera para as novas gerações dessas nações. Inspirando-se em Jesus, o apelo de Leão XIV é para que "ninguém seja marginalizado, isolado, excluído ou rejeitado. Sejam construtores de pontes", enfatiza ele, "entre povos, culturas e religiões". O desafio é grande, assim como o incentivo.
" “Queridos jovens, conto com vocês e confio em vocês; a Igreja confia em vocês. Com as suas palavras e ações, transmitam uma mensagem forte ao nosso mundo, assolado por guerras e conflitos de toda a espécie. Sejam testemunhas do amor, da justiça e da paz. Não sacrifiquem a sua juventude, tão preciosa, no altar dos prazeres efêmeros e da superficialidade.”"Oração pelo desenvolvimento humano integral das nações
A ideia de um encontro da juventude católica da África Ocidental surgiu de um pedido dos próprios jovens: Burkina Faso propôs a iniciativa em 2019, e os bispos deram sua aprovação no ano seguinte, mas o evento teve que ser adiado devido à pandemia. Muitos enfrentam insegurança, migração irregular, desemprego e pobreza. É preciso coragem para promover um despertar que conduza sociedades inteiras e lideranças rumo ao bem comum e à harmonia. O Sucessor de Pedro está ciente disso e, portanto, reitera a exortação que ele mesmo fez no ano passado em sua Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude: não se fechar em si mesmo, mas sair em busca de respostas para as perguntas mais profundas e aos desejos mais autênticos. Sua bênção especial para os trabalhos que começam nesta segunda-feira, 7 de setembro, é acompanhada pelo olhar materno de Maria:
" “Confio-os à Virgem Maria, Rainha da Paz, pensando especialmente nas pessoas de seus países que, por vezes, têm de enfrentar crises complexas. Que Ela interceda junto de seu Filho, Jesus Cristo, para o desenvolvimento humano integral de suas amadas nações.”"
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
-
Cardeais do Brasil se reúnem em debate inédito sobre Igreja e política para as Eleições 2026 08/09/2026
Em um momento marcante para a formação cidadã do país, sete cardeais brasileiros participaram do programa especial “Igreja e política – Diálogo dos Cardeais do Brasil”, transmitido ao vivo direto dos estúdios da Rede Vida, em Brasília (DF). O encontro reuniu grandes lideranças da Igreja Católica para discutir os principais desafios das eleições de 2026 e o papel da fé na conscientização política, à luz do Magistério e dos documentos eclesiais.
O debate contou com a presença dos cardeais Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Orani João Tempesta, Dom Jaime Spengler, Dom Sérgio da Rocha, Dom Paulo Cezar Costa, Dom Raymundo Damasceno Assis e Dom João Braz de Aviz. Sob a apresentação do jornalista Paulo Júnior, o programa teve duas horas de duração voltadas ao incentivo do diálogo, da responsabilidade social e do compromisso com o bem comum.Estrutura do debate e participação do público
A transmissão foi organizada em quatro blocos dinâmicos para aprofundar os temas propostos:
Reflexões Iniciais: Abertura com considerações de cada cardeal sobre o panorama político e social do país.
Debate Interativo: Momento de diálogo e troca de perspectivas entre os participantes sobre a relação entre Igreja, política e cidadania.
Voz dos Telespectadores: Bloco dedicado a responder perguntas do público, previamente selecionadas por uma comissão organizadora.
Mensagem Final: Encerramento com considerações individuais e diretrizes para o fortalecimento da democracia e do bem comum.Mobilização da rede nacional de comunicação católica
A iniciativa, apoiada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), contou com uma grande cadeia nacional de transmissão em parceria com a SIGNIS Brasil, integrando diversas emissoras de rádio e TV de inspiração católica.
Além do programa ao vivo, equipes de jornalismo acompanharam os bastidores e realizaram entrevistas com as autoridades eclesiásticas, reforçando o compromisso da imprensa católica com a promoção da verdade, da paz e da formação da consciência cidadã durante o processo eleitoral de 2026. -
Paróquia de Santa Inês prepara 4ª edição do Bloco Vem Pra Cristo 08/09/2026
A Paróquia Santa Inês, no sul da Bahia, já está nos preparativos para a 4ª edição do Bloco Vem Pra Cristo, que acontece no dia 26 de setembro. Liderado pelo Padre Tony, o evento convida toda a comunidade local e da região para uma tarde de evangelização, celebração e manifestação pública da fé.
Com o tema “Fé que anima, amor que transforma!”, o bloco busca reunir fiéis em um momento de alegria e união. A concentração do evento será às 15h, na Praça da Igreja Matriz de Santa Inês.Como participar e garantir a camisa oficial
Os interessados em acompanhar o bloco com a identidade visual da festa já podem adquirir a camisa oficial desta edição pelo valor de R$ 25.
Para mais informações, compras e esclarecimentos, a organização disponibiliza os seguintes canais de contato:
Secretaria Paroquial: (73) 3612-0955
-
CNBB realiza seminário com bispos referenciais para as CEBs 08/09/2026
A Comissão Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou entre os dias 28 e 30 de agosto o XVIII Seminário com os Bispos Referenciais para as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e para o Laicato. O encontro, em Brasília (DF), reuniu bispos, leigos e leigas, padres, representantes das CEBs, movimentos, pastorais e diferentes expressões eclesiais. para refletir sobre a realidade social e eclesial, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032), a missão dos cristãos leigos e leigas, a sinodalidade, a corresponsabilidade e a caminhada das CEBs.
“Ao longo dos três dias, as reflexões buscaram articular Palavra de Deus, leitura da realidade, participação eclesial, missão, formação, compromisso social e os desafios de uma Igreja que deseja avançar na vivência concreta da comunhão, participação e missão”, partilhou Célia Soares, assessora da Comissão para o Laicato.
“A principal convicção que atravessou as reflexões foi a necessidade de fazer com que a sinodalidade passe dos documentos para a vida concreta da Igreja. Isso implica formar sujeitos eclesiais, ampliar os espaços reais de participação, fortalecer o laicato, escutar as juventudes, cuidar das pessoas feridas, valorizar a diversidade, promover transparência, dialogar com as diferenças e manter a opção pelos pobres e pela justiça”, explicou a assessora.
Nesta caminhada sinodal do laicato, a fraternidade apareceu como critério essencial, lembrando a passagem do livro do Gênesis, a pergunta feita por Deus a Caim: “Onde está o teu irmão?”.
Diante do crescimento da intolerância, violência, racismo e rejeição ao diferente, foi apresentada a provocação de que talvez a sociedade atual esteja vivendo também uma espécie de “morte do próximo”, quando se deixa de reconhecer o outro como irmão. A reflexão destacou que não existe verdadeira corresponsabilidade sem cuidado com o outro.
Formação do laicato
Durante o seminário, os participantes também discutiram sobre a proposta de formação destinada a lideranças pastorais e pessoas inseridas em movimentos, organizações e diferentes espaços de atuação social. A iniciativa prevê etapas presenciais e a distância e possibilidades de bolsas de estudo, buscando ampliar o acesso dos participantes.
A proposta reforçou a necessidade de investir continuamente na formação de leigos e leigas, preparando-os para uma presença madura e corresponsável na Igreja e na sociedade.
16º Intereclesial das CEBs
A preparação para o 16º Encontro Intereclesial das CEBs também foi tema abordado durante o seminário. A celebração deste momento que reúne as CEBs de todo o Brasil será de 20 a 24 de julho de 2027, na diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES).
Foi apresentado o cartaz, o ícone e o texto-base do evento. A motivação aos bispos e representantes de pastorais e movimentos é que a participação já aconteça desde já nas comunidades, dioceses e Regionais, por meio de encontros, celebrações e processos formativos.
O tema do 16º Intereclesial é “CEBs caminhando com as juventudes na alegria do Evangelho, a serviço do Reino” e o lema “Levanta-te, brilha, pois chegou a tua luz” (Is 60,1).
Fonte: Portal Católicohttps://portalcatolico.net -
Seminário não deve ser subestimado, faz parte da missão, lembra Papa 04/09/2026
No encontro desta quinta-feira, 3, com seminaristas do sul da Itália, o Papa Leão XIV destacou a importância do período de formação no seminário para aprofundar a relação com Deus e discernir “a verdade da vocação”. Segundo o Pontífice, esse caminho se situa entre o chamado de Deus e o envio à missão.
A partir do Evangelho de São Marcos (Mc 3,13-14), que narra o momento em que Jesus sobe ao monte e chama os Doze para que permanecessem com Ele e, depois, fossem enviados em missão, Leão XIV orientou sua reflexão a cerca de 150 pessoas reunidas na Sala Clementina, no Vaticano. O grupo era formado por estudantes do Pontifício Seminário Regional Pugliese “Pio XI”, de Molfetta, e do Seminário Episcopal de Aversa, além de formadores e familiares.
As duas instituições celebram datas importantes neste ano: o seminário de Molfetta comemora o centenário da nova sede, enquanto o de Aversa celebra 300 anos da sede atual.
Ao abordar o processo de formação, Leão XIV afirmou que o estudo e a disciplina são etapas essenciais do caminho, mas ressaltou que “só têm valor se estiverem fundamentados na relação com Deus”. Para o Papa, a passagem do Evangelho de Marcos apresenta uma síntese do caminho vocacional:
“Nessas poucas palavras já está tudo. Ao nos determos nessa breve passagem, podemos perceber uma síntese admirável da experiência válida para todo chamado, para todos aqueles que desejam aprofundar a verdade da própria vocação. Há o monte a subir, onde alcançar Cristo e, acima de tudo, onde permanecer junto a Ele. O coração da experiência do seminário está todo aqui: aprender a estar com o Mestre, o Senhor Jesus.”Chamado: o monte a subir
Ao recordar que Deus “chamou para si aqueles que quis”, o Santo Padre destacou a liberdade de Deus como origem de toda vocação. “Não há um concurso, não há uma lista de classificação, nem está escrito que escolheu os melhores: escolheu aqueles que queria”, afirmou.
Em uma sociedade que valoriza intensamente a autorrealização, Leão XIV ressaltou a necessidade de recordar que a vocação nasce da iniciativa livre de Deus Pai, que “sussurra ao coração dos jovens”, “em todas as épocas da história e em todos os lugares”.
Depois de ouvir a voz do Senhor, prosseguiu o Pontífice, é preciso responder ao chamado e “subir a montanha”. O caminho pode ser exigente e cansativo, sem que seja possível enxergar imediatamente o seu destino. Ainda assim, observou, “o cansaço da vida espiritual é, porém, sustentado pela beleza da fraternidade e da partilha da missão”.No monte: permanecer com Cristo
Com o nascimento da vocação, explicou o Papa, começa a etapa de “aprender a estar com Ele” no monte. Nesse sentido, Leão XIV afirmou que a presença dos seminaristas é “um sinal de esperança para toda a Igreja” e agradeceu pelo “sim” dado diariamente por aqueles que se preparam para o sacerdócio.
“O tempo do seminário continua sendo necessário, hoje não menos do que ontem. Em um mundo que tem pressa e que vê com desconfiança qualquer pausa prolongada, poderia-se pensar que seja um luxo ou uma instituição ultrapassada, mas não é assim. Justamente porque o nosso tempo é acelerado e barulhento, há necessidade de um lugar e de uma fase da vida em que se aprenda a permanecer, a discernir, a deixar-se formar sem atalhos. O seminário não é um adiamento da missão, mas uma condição para a mesma. Não se deve subestimá-lo.”
Ao comentar que Jesus reuniu os Doze no monte, Leão XIV ressaltou ainda que a experiência da Igreja é essencialmente comunitária. O Pontífice retomou, nesse contexto, uma reflexão apresentada em sua Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, na qual destaca a necessidade de “corresponder à graça da fraternidade”. Assim como “nenhum pastor existe sozinho”, afirmou, também o seminarista não pode compreender sua vocação de maneira isolada da Igreja.
“O seminário, portanto, antes mesmo de ser um lugar para adquirir informações, ‘deveria ser uma escola dos afetos’. E a vocês, queridos formadores, peço que sejam os primeiros mestres daquele cuidado e daquela fraternidade que se manifestam em relações autênticas, pessoais e comunitárias, feitas de verdade e de caridade. Não se improvisa ser formador: o ministério de vocês é extremamente delicado, para o qual se prepara com conhecimento, paciência e amor.”
Leão XIV também dirigiu uma palavra às famílias dos seminaristas. O Papa agradeceu a elas, lembrando que “uma vocação nunca surge sem um contexto adequado e, muitas vezes, precisa de um lar, de pais que rezam e que sabem deixar ir”.A missão: descer do monte
Por fim, o Santo Padre destacou o momento de “descer do monte”. Depois de experimentar a presença de Deus e permanecer com Cristo, assim como os Doze Apóstolos, o seminarista é preparado para ser enviado em missão.
Segundo Leão XIV, essa missão alcança realidades concretas da sociedade: “as famílias que lutam para sobreviver, os jovens que, aos vinte anos, fazem as malas em busca de trabalho, os idosos solitários, os marginalizados, àqueles que perderam o sentido da existência”.
“O sacerdote é enviado a todos para que a todos anuncie a beleza da fé em Jesus Cristo, a boa nova da nossa salvação. É a salvação que nos foi concedida por meio de Maria. Confiem nela, como naquela que, por primeiro, fez o que hoje é pedido a vocês. Peçam a Maria a graça de aprender a dizer todos os dias o seu ‘sim’ ao Senhor Jesus.”
Para o Pontífice, portanto, o caminho da formação sacerdotal pode ser compreendido a partir de três movimentos: subir ao monte para encontrar Cristo, permanecer com Ele na fraternidade da Igreja e, depois, descer para servir e anunciar o Evangelho.
Fonte: Cançao Nova Not
https://noticias.cancaonova.com
-
Conversas e amizades ficam em segundo plano com uso de telas 04/09/2026
Os equipamentos eletrônicos fazem parte da rotina dos adultos e até de crianças e adolescentes. Mas quando as telas ocupam espaço, a conversa, a convivência e até as amizades podem ficar em segundo plano. A reportagem a seguir mostra alguns impactos desse comportamento.
Estar junto significa mais estar presente. A conversa que antes começava com um oi, agora pode começar com uma mensagem. O encontro virou chamada de vídeo e até o silêncio ganhou companhia: a tela do celular. “Mais de 8 horas por dia, pelo menos 1/ dia, você acaba ficando até um pouco desnorteada quando passa mais de uma hora sem o celular”, falou o vendedor, George Lemos.
“O tempo todo, é muita informação, não tem como a gente ficar sem o aparelho celular”, disse o corretor de imóveis, Wagner Kalango.
Quando se fala em criança e adolescente, o problema não está apenas no tempo diante das telas. Especialistas alertam que é preciso observar também aquilo que esse tempo está substituindo, o sono, as brincadeiras, a convivência e as relações presenciais. “Não tem um espaço para diálogo em casa, não tem outras crianças para brincar, essa criança não socializa e fica só na tela, ela perde muitas coisas de desenvolvimento socioemocional, de desenvolvimento cognitivo, de habilidades que a gente desenvolve na infância”, contou a psicóloga, Denise Souza.
A tecnologia aproximou quem está longe, mas também afastou quem está perto. E quando o celular ocupa o espaço da conversa, principalmente crianças e adolescentes deixam de exercitar algo fundamental para a vida em sociedade: ouvir, responder, discordar e se relacionar com o outro.
Desde 2025, uma lei federal restringe o uso de celulares por estudantes nas escolas de educação básica, inclusive durante atividades pedagógicas. “Retirar isso desse nosso ambiente foi fundamental. Eles conseguem interagir, conversar, ter esse momento de foco maior”, partilhou a psicóloga escolar, Juliana Terra.
Talvez a questão não seja abandonar a tecnologia, mas aprender a usá-la sem deixar que ela ocupe o lugar das pessoas. Quando não estiver conectado, é mais que necessário estar presente. “Olhem o celular dos seus filhos, veja o conteúdo que está sendo assistido. E o celular ele não tá sendo o vilão da história, mas sim como ele está sendo usado”, ressaltou ela.
“Isso serve para tudo. Inclusive pros adultos conseguirem conversar. Se a gente fica no celular, a gente não consegue conversar com quem está na nossa frente”, concluiu a psicóloga.
Fonte: Cançao Nova Not
https://noticias.cancaonova.com -
Mais da metade das crianças no mundo sofre algum tipo de violência, denuncia UNICEF 04/09/2026
O mundo enfrenta uma combinação cada vez mais preocupante de catástrofes naturais, conflitos, crises humanitárias e falta de recursos, com consequências particularmente graves para as crianças. Nas últimas semanas, comunidades inteiras foram devastadas por desastres no Nepal, na China, na Colômbia, na Indonésia e na Venezuela. Ao mesmo tempo, as necessidades humanitárias e de apoio ao desenvolvimento infantil continuam crescendo, enquanto os recursos disponíveis para responder a essas emergências diminuem.
No marco de seu 80º aniversário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destaca que o tema da Assembleia Geral deste ano, “Nações Unidas a serviço de todos”, ganha um significado especial quando aplicado à proteção das crianças. Criado em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, para atender milhões de crianças que enfrentavam fome, deslocamento e um futuro incerto, o UNICEF transformou-se ao longo de oito décadas em uma das principais organizações internacionais dedicadas à sobrevivência, ao desenvolvimento e aos direitos da infância.
Entre os principais avanços alcançados estão a ampliação da vacinação, a terapia de reidratação oral, o incentivo ao aleitamento materno, a melhoria da nutrição, o acesso à água potável e ao saneamento e o fortalecimento da atenção básica de saúde. Esses esforços contribuíram para uma das maiores conquistas da saúde pública mundial: desde 1990, a taxa global de mortalidade de crianças menores de cinco anos caiu 60%. Doenças que anteriormente provocavam milhões de mortes ou casos de deficiência foram drasticamente reduzidas, e a poliomielite chegou perto de ser erradicada em escala global.
Apesar desses progressos, o UNICEF alerta que as crianças de hoje enfrentam desafios que eram difíceis de imaginar quando a organização foi criada. Cerca de 273 milhões de crianças e jovens estão fora da escola, enquanto centenas de milhões que frequentam instituições de ensino não conseguem adquirir competências fundamentais. A organização defende uma resposta urgente à crise da aprendizagem e ressalta que tecnologias digitais e inteligência artificial devem fortalecer, e não substituir, os investimentos em professores e sistemas educacionais.
As desigualdades também permanecem profundas no acesso a serviços essenciais. Cerca de 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável e 3,4 bilhões não dispõem de saneamento adequado, situação que aumenta a exposição a doenças graves, como a cólera. Paralelamente, mais da metade das crianças do mundo sofre algum tipo de violência todos os anos, seja em casa, nas escolas, nas comunidades ou, cada vez mais, no ambiente digital. O impacto dessas experiências pode acompanhar as vítimas durante toda a vida.
As emergências humanitárias tornam esse cenário ainda mais dramático. Na República Democrática do Congo, segundo os dados apresentados, mais de 300 crianças morreram durante o pior surto de Ebola registrado no país. A epidemia também provocou efeitos indiretos: entre abril e junho, a utilização de serviços essenciais de saúde caiu mais de 40% nas áreas afetadas, enquanto a vacinação infantil de rotina, os cuidados maternos e outros serviços fundamentais sofreram interrupções. Ao mesmo tempo, equipes do UNICEF trabalham para atender crianças e famílias em crises na Palestina e em outras partes do Oriente Médio, no Sudão, Myanmar, Nepal, Ucrânia, Iêmen, Síria, Venezuela e outras regiões.
A organização também chama atenção para o impacto crescente das ameaças ambientais sobre a infância, incluindo ondas de calor extremo, poluição atmosférica, água contaminada e exposição a substâncias tóxicas. Em situações de guerra e crise, o trabalho humanitário enfrenta ainda obstáculos como a falta de acesso às populações necessitadas e a insuficiência de recursos. O UNICEF reforça que crianças e infraestrutura civil precisam ser protegidas, enquanto os trabalhadores humanitários devem ter condições de chegar com segurança às pessoas afetadas, em conformidade com o direito internacional.
Ao completar 80 anos, o UNICEF afirma que a data não deve servir apenas para recordar conquistas passadas, mas para renovar o compromisso com o futuro. A experiência das últimas oito décadas, segundo a organização, demonstra que avanços duradouros dependem de cooperação internacional, investimentos constantes e fortalecimento dos sistemas dos quais as crianças dependem. Diante do crescimento das crises humanitárias, a mensagem é direta: proteger as crianças exige decisões políticas e investimentos que garantam não apenas sua sobrevivência, mas também educação, saúde, segurança, dignidade e oportunidades para construir o futuro.
Fonte: Cançao Nova Not
https://noticias.cancaonova.com -
França recebe Hallel, um dos maiores eventos de evangelização 04/09/2026
Há quase quatro décadas, o sonho da tia Lolita, uma leiga de Franca, no interior de São Paulo, segue alcançando milhares de pessoas. Ano após ano, o Hallel reúne fiéis de diversos lugares para momentos de louvor e adoração na presença do Senhor, sobretudo por meio da música.
A edição deste ano começa nesta sexta-feira, 4, e se estende até o feriado da Independência do Brasil, no dia 7. A organização do festival espera que cerca de 150 mil pessoas passem pelo Parque de Exposições Fernando Costa, em Franca, quebrando o recorde de público do evento.
O presidente do Hallel, Gabriel Faleiros, lista os grandes momentos que vão marcar a programação deste ano. Entre eles, está a consagração da Diocese de Franca a São Miguel Arcanjo no sábado, 5, com a presença das irmãs Maria Raquel e Maria Joana, do Instituto Hesed, e a Missa celebrada pelo bispo diocesano, Dom Paulo Roberto Beloto.
“Além disso, teremos a presença do padre Chrystian Shankar, padre Marcelo Rossi, padre Adriano Zandoná e os maiores nomes da música católica”, acrescenta Gabriel. A extensa programação conta com o palco central e mais de dez módulos com atividades paralelas durante o dia.Origem do Hallel
Gabriel reconhece o desafio que é organizar o festival. “Gerenciar um evento dessa proporção é um ato de fé. Não cobramos ingresso, arcamos com uma estrutura gigantesca, contando com a Divina Providência. E, até aqui, o Senhor nos sustentou”, expressa.
Essa missão foi passada para frente pela tia Lolita, a fundadora do Hallel. A história começou em 1988, quando a Renovação Carismática Católica (RCC) em Franca completava seu décimo aniversário e ela pensava em um evento para celebrar esse marco.
“Nós estávamos reunidos na minha casa, eu e dois jovens músicos, um rapaz e uma moça, e estávamos escutando o que Jesus queria”, relata tia Lolita. “O Senhor me deu uma visualização: muitos jovens, uma multidão de jovens cantando e dançando. Eu partilhei com os meninos, eles gostaram, e abrimos a Palavra de Deus”, continua.
O versículo que leram foi o envio missionário de Jesus aos apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). “Nós entendemos que aquilo que a gente fosse celebrar era para falar de Jesus Cristo”, afirma tia Lolita. A partir daí, surgiu o Hallel com sua primeira edição.
Evangelização, obediência, unidade
Hallel é uma palavra do aramaico e quer dizer “cântico de louvor a Deus”. “É isso que é o Hallel. Nós gostamos de cantar, de dançar e louvar o Senhor”, indica tia Lolita, “e eu não sei se você sabe, mas Jesus gosta de canto, ele gosta de música. Se Jesus gosta, quem somos nós para não cantar, dançar e louvar o Senhor com toda alegria?”
Tia Lolita explica que a espiritualidade do festival baseia-se no tripé da evangelização. O primeiro ponto é evangelizar. “Nós temos que ser evangelizadores, não tanto pela palavra, mas pela vida, pelo testemunho”, salienta.
O segundo ponto é a obediência. Tia Lolita recorda Dom Diógenes Silva Matthes, primeiro bispo diocesano de Franca, que à época foi seu diretor espiritual. “Ele ensinou a obedecer primeiro a Deus, à autoridade e à consciência. A obediência é um ponto muito forte para o Hallel”, frisa.
Por fim, o terceiro ponto é a unidade. “A unidade é fruto do amor. Deus é amor e nos quer amando”, aponta tia Lolita, que recorda o mandamento deixado por Jesus: “como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor” (Jo 15,9).“Defendemos a doutrina de Jesus Cristo com a vida, e Jesus falou tão sério sobre sermos santos. A nossa busca de santidade não é só para converter, é para virar santo”, conclui.Fonte: Cançao Nova Not
https://noticias.cancaonova.com

