O Reino de Deus cresce silenciosamente pelo amor
20/07/2026
O Papa Leão XIV exortou os cristãos a rejeitarem a tentação de buscar manifestações espetaculares do poder de Deus, lembrando aos fiéis que o Reino de Deus cresce silenciosa e pacientemente, como uma semente minúscula ou um pouco de fermento que age sem ser visto. A parábola do semeador, o joio e o trigo, o grão de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em três pequenas parábolas “que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro”.
Deus prefere a pequenez
No Angelus deste XVI domingo do Tempo Comum, Leão XIV dirigiu-se à multidão de fiéis reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas parábolas, “Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante”:Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.
Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal
Com essas parábolas — continuou explicando — “Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história”:Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente.
Ter confianças, mesmo quando Deus parece ausente
O Reino de Deus, acrescentou, “vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum”:Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.
A “lógica da semente”
E esse estilo de Deus “deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja”:Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se — dizia o então cardeal Ratzinger — de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas. Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.
https://noticias.cancaonova.com
Outras notícias de
-
Escutar para cuidar: o papel da Igreja diante dos sofrimentos do nosso tempo
-
Arcebispo de Chongqing é ordenado na China
-
Sejam testemunhas do amor, da justiça e da paz, pede Leão XIV aos jovens africanos
-
Cardeais do Brasil se reúnem em debate inédito sobre Igreja e política para as Eleições 2026
-
Paróquia de Santa Inês prepara 4ª edição do Bloco Vem Pra Cristo
-
CNBB realiza seminário com bispos referenciais para as CEBs
-
Seminário não deve ser subestimado, faz parte da missão, lembra Papa
-
Conversas e amizades ficam em segundo plano com uso de telas
-
Mais da metade das crianças no mundo sofre algum tipo de violência, denuncia UNICEF
-
França recebe Hallel, um dos maiores eventos de evangelização
-
Bispo haitiano preocupado com proteção de imigrantes nos EUA
-
Na hora do pecado, Cristo é perdão, diz Leão XIV
-
Papa alerta contra indiferença: não há amor a Deus sem amor ao próximo
-
Ataques contra cristãos em Israel: mais de 80 casos em três meses
-
Papa: cristãos devem ser sinal crível de paz. Está em jogo o futuro da humanidade
-
Igreja é chamada a ser pobre e refúgio para os necessitados, afirma Papa Leão XIV
-
Padre Nazareno Lanciotti, missionário no Mato Grosso, é beatificado
-
Vaticano define temas que o Papa discutirá com cardeais, liturgia não está na agenda
-
Tensão na Terra Santa: Confisco de sítio histórico na Cisjordânia acende alerta para a paz e a liberdade religiosa
-
Papa Leão XIV nomeia dom Edilson Soares Nobre como bispo da diocese de Guarabira (PB)

