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Papa Leão XIV convida a meditar sobre o que o Senhor fez por nós no ano que passou 31/12/2025
Na catequese da última Audiência Geral de 2025 realizada, nesta quarta-feira, 31 de dezembro, na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV fez uma reflexão "no último dia do ano civil, perto do final do Jubileu e em pleno período do Natal".
"“O ano que passou foi certamente marcado por acontecimentos importantes: uns alegres, como a peregrinação de tantos fiéis por ocasião do Ano Santo; outros dolorosos, como o falecimento do Papa Francisco e as guerras que continuam a devastar o planeta.”"Colocar tudo diante do Senhor
" “Ao terminar, a Igreja convida-nos a colocar tudo diante do Senhor, confiando-nos à sua Providência e pedindo-Lhe que se renovem, em nós e ao nosso redor, nos dias vindouros, as maravilhas da sua graça e misericórdia.”"""É neste contexto que se insere a tradição do canto solene do Te Deum, com o qual agradeceremos ao Senhor nesta noite os benefícios recebidos. Cantaremos: "Nós Vos louvamos, ó Deus», "em Vós esperamos», "Desça sobre nós a Vossa misericórdia»", recordou o Santo Padre em sua catequese. "A este propósito", disse Leão XIV, "o Papa Francisco observou que, enquanto "o agradecimento mundano e a esperança mundana são aparentes, [...] Estão nivelados pelo eu, pelos seus interesses, [...] nesta Liturgia, respira-se uma atmosfera totalmente diferente: a do louvor, da admiração, da gratidão»"."Fazer um sincero exame de consciência
" “É com estas atitudes que hoje somos chamados a meditar sobre o que o Senhor fez por nós no ano que passou, bem como a fazer um sincero exame de consciência, a avaliar a nossa resposta aos seus dons e a pedir perdão por todos os momentos em que não fomos capazes de valorizar as suas inspirações e investir da melhor forma os talentos que Ele nos confiou.”"Confirmar o compromisso com Cristo
De acordo com o Papa, isto nos leva a refletir sobre outro grande sinal que nos acompanhou nos últimos meses: o da "viagem" e do "destino".
" “Este ano, inúmeros peregrinos vieram de todas as partes do mundo para rezar no Túmulo de Pedro e confirmar o seu compromisso com Cristo. Isto recorda-nos que toda a nossa vida é uma viagem, cujo objetivo final transcende o espaço e o tempo, a realizar no encontro com Deus e na comunhão plena e eterna com Ele.”"De acordo com o Papa Leão, "pediremos também isso na oração do Te Deum, quando dissermos: "Recebei-os na luz da glória, na assembleia dos vossos Santos». Não é por acaso que São Paulo VI definia o Jubileu como um grande ato de fé na "espera de destinos futuros [...] que já agora antecipamos e [...] preparamos»"."E, sob esta luz escatológica do encontro entre o finito e o infinito, encaixa-se um terceiro sinal", disse ainda o Pontífice: "A passagem pela Porta Santa, que tantos de nós já fizemos, rezando e implorando indulgência para nós mesmos e para os nossos entes queridos".A passagem pela Porta Santa exprime o nosso sim a Deus
" “Ela exprime o nosso “sim” a Deus, que com o seu perdão nos convida a transpor o limiar de uma nova vida, animada pela graça, moldada pelo Evangelho, inflamada pelo "amor àquele próximo, em cuja definição [está...] incluído todo o homem, [...] necessitado de compreensão, ajuda, consolo, sacrifício, mesmo que pessoalmente desconhecido, mesmo que incômodo e hostil, mas dotado da incomparável dignidade de irmão». É o nosso “sim” a uma vida vivida com empenho no presente e orientada para a eternidade.”"São Leão Magno e o Nascimento de Jesus
Ao meditar sobre "estes sinais à luz do Natal", o Papa disse que "São Leão Magno, a este respeito, viu na festa do Nascimento de Jesus a proclamação de uma alegria para todos: "Que o santo exulte», exclamou ele, "porque se aproxima da sua recompensa; que o pecador se alegre, porque lhe é oferecido o perdão; que o pagão recupere a coragem, porque é chamado à vida»".
"“O seu convite hoje dirige-se a todos nós, santos pelo Batismo, porque Deus se tornou nosso companheiro na caminhada rumo à verdadeira Vida; a nós, pecadores, porque, perdoados, com a sua graça podemos levantar-nos e voltar ao caminho; finalmente, a nós, pobres e frágeis, porque o Senhor, fazendo sua a nossa fraqueza, redimiu-a e mostrou-nos a beleza e a força na sua perfeita humanidade.”"São Paulo VI no final do Jubileu de 1975
A seguir, Leão XIV recordou "as palavras com que São Paulo VI, no final do Jubileu de 1975, descreveu a sua mensagem fundamental: ela, disse ele, está contida numa só palavra: "Amor". E acrescentou:
""Deus é Amor! Esta é a revelação inefável com que o Jubileu, com a sua pedagogia, com a sua indulgência, com o seu perdão e, finalmente, com a sua paz, cheia de lágrimas e alegria, procurou preencher os nossos espíritos hoje e as nossas vidas para sempre amanhã: Deus é Amor! Deus me ama! Deus esperava-me e eu reencontrei-o! Deus é misericórdia! Deus é perdão! Deus é salvação! Deus, sim, Deus é a vida!»."
"Que estes pensamentos nos acompanhem na passagem do ano velho para o novo, e então sempre, nas nossas vidas", concluiu.
Fonte: Vatican News
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Retrospectiva 2025: um ano de fé, encontro e esperança 31/12/2025
O vídeo revisita os momentos mais significativos do Ano Santo de 2025. O Papa Francisco abre a Porta Santa da Basílica de São Pedro na noite de Natal de 2024, dando início ao Jubileu. Em seguida, a doença do Pontífice, sua morte e o carinho das milhares de fiéis que participam de suas exéquias. O início do Conclave e a eleição do Papa Leão XIV como 267º sucessor de Pedro. Até a primeira viagem apostólica do Pontífice à Turquia e ao Líbano e às celebrações natalinas.
Fonte: Vatican News
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O maior desafio da Festa Natalina é resgatar o Natal de Jesus 24/12/2025
O Natal, celebrado todos os anos com luzes, músicas, cores e encontros familiares, corre o risco de se tornar uma festa bonita aos olhos, mas vazia de sentido no coração. O maior desafio da Festa Natalina, hoje, é superar a tentação de um Natal artificial, adornado de plumas e paetês, porém sem a presença real de Jesus, o verdadeiro protagonista desta celebração.
A sociedade contemporânea transformou o Natal, muitas vezes, em um espetáculo de consumo, onde o brilho das vitrines ofusca a simplicidade do presépio. Presentes, ceias abundantes e decorações sofisticadas ocupam o centro da cena, enquanto o Menino Deus, nascido na pobreza de Belém, é empurrado para as margens. Quando isso acontece, celebra-se o clima do Natal, mas não o seu mistério; festeja-se uma data, mas esquece-se da Encarnação.
O Natal cristão não é uma ideia bonita nem um símbolo poético: é um acontecimento real. Deus entrou na história humana, assumiu nossa carne, nossas fragilidades e nossas dores. Em Jesus, o Verbo se fez carne e armou sua tenda entre nós, para nos devolver aquilo que jamais deveríamos perder: a dignidade de filhos e filhas de Deus. Onde Jesus não é acolhido, o Natal perde sua razão de ser.
Superar um Natal artificial exige um movimento interior. Significa passar do barulho ao silêncio, da aparência à essência, do consumo ao encontro. É no silêncio de Belém que Deus fala; é na pobreza da manjedoura que Ele se revela; é na fragilidade de um recém-nascido que a humanidade é restaurada. O presépio, muitas vezes relegado a um canto decorativo, é, na verdade, a grande catequese do Natal: ali aprendemos quem é Deus e quem somos nós.
Um Natal verdadeiro nos provoca a rever nossas relações, a curar feridas, a estender a mão aos que sofrem e a reconhecer o rosto de Cristo nos pobres, nos esquecidos e nos que vivem à margem. Celebrar o Natal sem compromisso com a vida e com a dignidade humana é esvaziar a Encarnação de seu significado mais profundo.
Por isso, o maior desafio da Festa Natalina não é fazer uma celebração mais bonita, mas fazer uma celebração mais verdadeira. Não é acrescentar mais luzes, mas permitir que a Luz do mundo ilumine nossas escolhas. Não é multiplicar presentes, mas acolher o maior dom já oferecido à humanidade: Jesus Cristo, Deus-conosco.
Somente quando o Menino de Belém ocupa o centro de nossas casas, de nossas comunidades e de nossos corações, o Natal deixa de ser artificial e se torna aquilo que ele realmente é: a festa do amor que se fez carne para nos salvar.
Padre Renato dos Santos – SDB
Fonte: Vatican News
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Quando o Natal bater à sua porta 24/12/2025
Quando o Natal bater a sua porta, não o rejeite. Ele precisa de você. Ele quer o seu abraço, seu coração aberto, sua alma livre e despojada em doação.
Quando o Natal estender a sua mão em busca de sua adesão e comunhão, não se feche, não o ignore, não se distraia com as luzes artificiais. Mergulhe no seu brilho inequívoco, o fulgor da Verdade. Ele não está no enfeite das ruas. Não está nos requintes das praças. Não está nas correrias das lojas , nem no barulho estonteante dos shows, das euforias das programações exteriores, do esbanjamento material, nem nas fachadas luxuosas das estruturas.
Quando o Natal silenciosamente olhar nos seus olhos e disser sem palavras da sua luminosa dignidade em amar sem nada exigir, de construir o presépio singelo e espiritual no interior da sua alma, com mais fraternidade e solidariedade, deixe-se conduzir por ele. No diálogo sincero com a sua sabedoria, é como se o tempo parasse, como se toda a natureza se pausasse para contemplar o nascimento do sentido mais profundo de toda a vida, de todo ser. Ele, muito simples e belo, nunca pregou riquezas, nunca ostentou grandezas. O Natal sempre foi simples, na pobreza de uma estrebaria, com o testemunho da alegria dos pastores, circundado pelos dóceis animais, com a generosidade dos magos que, peregrinos, demonstraram a felicidade da adoração, no encontro definitivo com a Luz.
Quando o Natal tocar a porta do seu espírito, deixe-o entrar, sereno e puro. Deixe manar do seu coração a resposta do sorriso da plenitude de quem encontrou o Amor, como os anjos a cantar o Glória da exultação. O Natal não é um desconhecido. Ele tem nome, tem rosto, tem uma rica história. Ele não tinha onde nascer, onde repousar a cabeça. Ele ainda hoje não tem. Seus pais não encontraram lugar nas hospedarias, uma simples habitação sequer. Ainda hoje muitos pais não têm. E muitos meninos e meninas não têm onde nascer e viver. Vivem nas ruas, sem alimento, sem vestes, sem carinho, sem nada.
Mas o Natal quer ser amado, abraçado, acolhido no seu interior. Ele quer fazer a ceia com você e sua família, da comunhão, da paz, da partilha, da fé, da consciência de que somos todos irmãos.
Já sabe qual o nome verdadeiro do Natal? Com certeza, já intuiu. Ele é bem transparente e claro. Mas também esquecido pelas gerações e sociedades embevecidas com o consumismo, com o materialismo, embriagadas com o hedonismo. O nome do Natal é Jesus. E quantas vezes nos lembramos disso? É Ele quem bate a nossa porta, para nos amar e nos dizer: "Você é valioso para mim. Você é filho de Deus. Você é herdeiro do céu. Seja simples, purifique o coração, abra as mãos e doe a vida pelos irmãos, como Eu doei por você"
E é o Cristo também pobre e necessitado que nos encontra, que nos move á caridade, repartindo a sua graça no amor ao próximo, como o menino humilde da manjedoura, como o homem-Deus salvador abriu os braços no altar da cruz para nos lavar com a sua misericórdia. O Natal tem o nome e o apelo de Jesus Cristo que ainda no rosto dos irmãos mais carentes nos convoca a mais simplicidade, sensibilidade e transformação social na justiça e na partilha solidária. E um dia o Cristo pobre nos agradecerá: "Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Era estrangeiro e me acolhestes. Estava nu e me vestistes. Estava doente e me visitastes, estava preso e fostes me ver." (cf. Mateus 25,35-45). E poderemos perguntar: "Mas quando foi, Senhor, que fizemos tudo isso?". E, sorrindo, nos responderá: "Todas as vezes que fizestes isso ao menor dos pequeninos, a mim o fizestes." Este é o espírito do Natal. O Natal se chama Jesus Salvador, Deus é nossa salvação, Emanuel, o Senhor sempre conosco.
Vamos retornar a este espírito de mais concentração, oração, fé e confraternização, na comunhão da família, na celebração nas igrejas, na transmissão da caridade de Cristo a todos os irmãos da cidade, mudando o estado, o país , o mundo, comunicando a verdadeira alegria: "Jesus te ama! Nasceu e morreu por ti! Nós também te amamos e queremos o melhor para ti! Doamos nossa vida pela tua felicidade e salvação!" . Uma corrente de amor e fraternidade revolucionaria a nossa sociedade com a luz do Natal permanente, onde cada irmão renasceria, sendo valorizado e considerado pela dignidade de sua pessoa e não pelo que tem nos bolsos ou nos bancos, pelo que pode comprar ou vender.
Que primeiramente nos dediquemos a preparar o presépio do coração para receber o Salvador, a arrumar a casa da vida interior, a iluminá-la com o clarão do Espírito Santo, reacendendo as luzes apagadas pelo afastamento de Deus e dos irmãos, pelos nossos pecados. Vivamos o pleno Natal que é ser, é ver-se, mudar de vida. É dar-se, sem medida. É a presença de Deus em nós. Natal é Cristo!
Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça
Chanceler da Diocese de Nova Friburgo
Fonte: Vatican News
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Um poema na véspera de Natal 24/12/2025
Na véspera de Natal, o mundo respirar de outro modo. Há um silêncio, uma pausa mais profunda, como se a história, por um instante, diminuísse o ritmo para escutar a si mesma. As luzes, os gestos repetidos, os encontros marcados, convivem com uma pergunta quase muda sobre o amanhã. E é justamente nessa véspera, nesse intervalo delicado entre o que ainda não aconteceu e o que já se anuncia, que nasce a intuição de um poema.
O poema surge quando a alma encontra uma forma de dizer aquilo que não se deixa explicar. A véspera de Natal é o lugar natural desse dizer. Não é o dia do cumprimento, mas o instante suspenso no entardecer. Tudo ainda é frágil, tudo pode se perder, tudo pode nascer. A véspera educa o coração para a espera sem controle, para a confiança que não exige garantias.
Assim foi também na primeira noite. Antes da manjedoura, houve a longa fadiga da história, o peso do domínio estrangeiro, a esperança cansada de um povo que rezava há gerações. Neste horizonte que se fechava Deus se decide por não abandonar a história.
A esperança católica nasce da coragem de acolher. O Natal começa com uma presença. Um menino colocado no centro do mundo. Um Deus que se oferece como companhia fiel. E um futuro que já não precisa ser enfrentado sozinho.
Talvez por isso tantas narrativas natalinas falem de transformação interior mais do que de milagres visíveis. Há pessoas que precisam revisitar o próprio tempo para reaprender a viver. Há pobres que se tornam ricos quando descobrem que o dom vale mais do que o objeto oferecido. Há poetas que intuem que a vida só permanece quando é tratada com ternura. Todas essas histórias tocam o mesmo mistério que a fé contempla em Belém. O coração humano se reordena quando encontra sentido no amor que se entrega.
A véspera de Natal tem essa densidade espiritual. Nela, tudo permanece vulnerável. A paz, as relações, os sonhos, a própria fé. E ainda assim, a Igreja nos conduz a uma cena desarmada e silenciosa. Uma mulher que confia. Um homem que guarda. Um menino que dorme. A pobreza que não se envergonha.
Um poema na véspera de Natal é mais que uma imagem delicada. É uma maneira de habitar o mundo. É permitir que o coração escreva, mesmo com mãos trêmulas, uma frase simples de confiança. É olhar a complexidade do tempo presente sem cinismo. É aceitar que a história possa estar confusa sem estar abandonada.
A véspera, então, se transforma em oração sem artifícios, quase um sussurro por onde Deus chega. O Natal não elimina o sofrimento, mas impede que ele seja o último capítulo.
Que nesta véspera de Natal cada um encontre o seu poema. Talvez ele não tenha métrica perfeita. Talvez seja apenas um gesto interior de perdão, de recomeço, de confiança retomada, de cuidado silencioso. Algo pequeno, quase imperceptível, como uma manjedoura. É assim que Deus costuma iniciar.
O Natal confirma que a esperança nunca esteve vencida. Ela aguardava o tempo certo para nascer. Nasce assim, discreta e verdadeira, no centro da noite, no coração da história. O amor chegou!
Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)
fonte: CNBB -
Hoje a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição 08/12/2025
A Igreja celebra hoje (8) a Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, o dogma de fé segundo o qual a Mãe do Jesus foi preservada do pecado desde o momento de sua concepção, ou seja, desde o instante em que começou sua vida humana.
Em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX, depois de receber inúmeros pedidos de bispos e fiéis de todo o mundo, ante mais de 200 cardeais, bispos, embaixadores e milhares de fiéis católicos, declarou com sua bula “Ineffabilis Deus”:
“A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”.
Em Roma, enviou-se uma grande quantidade de pombas mensageiras em todas as direções levando a grande notícia. E nos 400 mil templos católicos do mundo celebraram-se grandes festas em honra da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Antes mesmo da publicação desta bula, em 1830, a Virgem Maria havia aparecido a santa Catarina Labouré, na França, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
Anos depois da “Ineffabilis Deus”, em 1858, em uma de suas aparições em Lourdes, na França, Nossa Senhora se apresentou diante da humilde santa Bernardette Soubirous com estas palavras: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Atualmente são milhares as Igrejas dedicadas a este título de Nossa Senhora em todo mundo e milhões de fiéis têm uma particular devoção a Ela.
Fonte: ACI Digital
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Reflexão para a Solenidade da Imaculada Conceição 08/12/2025
"Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus... Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra!"
Nove meses antes do nascimento de Maria (8 de setembro), a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Esta festa foi aprovada pelo Papa Sisto IV, em 1476, e, depois, de modo extensivo para toda a Igreja, por Clemente XI, em 1708.
Reunindo a doutrina secular dos Padres e Doutores da Igreja, dos Concílios e de seus predecessores, Pio IX proclamou, solenemente, em 1854, o Dogma da Imaculada Conceição: “Declaramos, confirmamos e definimos a doutrina, revelada por Deus, que a Bem-aventurada Virgem Maria foi preservada e imune de toda mancha do pecado original, desde o primeiro instante da sua concepção, por graça particular e privilégio de Deus Todo-Poderoso, pelos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano” (Bula Ineffabilis Deus, 1854).
«Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Ave, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela se perturbou com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: “Não tenhas medo, Maria, pois encontraste graça junto a Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria, então, perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço o homem?” E o anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível”. Então Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo se retirou» (Lc 1,26-38).Um sonho de amor
O texto do Evangelho, que a liturgia nos propõe na segunda leitura para esta festa, é extraído da Carta aos Efésios (1,3ss). Trata-se de um hino de louvor, glória, bênção, para celebrar o "desígnio" de Deus sobre a humanidade: “Bendito sejais Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoastes com toda a bênção espiritual... e nos escolhestes... para sermos santos e irrepreensíveis... e adotados como filhos”. Um sonho e um plano, que encontra em Maria o seu modelo: santa e imaculada.Um sonho violado e restabelecido
Este sonho foi violado pelo pecado de Adão e Eva, que a liturgia nos apresenta, hoje, na primeira leitura. O sonho de Deus contempla a liberdade do homem e da mulher de dizer “sim ou não”.
No "sim" de Maria, Deus retoma seu sonho original e prepara o "terreno" para que seu Filho Unigênito, Jesus, se faça homem no seio de uma mulher. Um “sim” que vem depois de um momento de hesitação e perplexidade, mas que, no fim, cede por amor, porque não pode responder não ao Amor, ao qual se coloca à disposição. Em Maria, cheia de graça, toda bela, toda pura, toda santa, resplandece a beleza de Deus, que se torna obra-prima do amor de Deus.Todos são predestinados
Todos nós "somos predestinados", repletos de todas as bênçãos e escolhidos para sermos santos e imaculados. Logo, a Virgem Maria não deve ser apenas "admirada", com ternura e estupor, mas "imitada", para que a beleza de Deus possa brilhar sobre a terra, graças aos muitos "sim", que homens e mulheres de hoje continuam a dar, sob o exemplo e a intercessão de Maria, a Imaculada Conceição.
Fonte: Vatican News
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A música nos lembra que somos filhos amados por Deus!, diz Leão XIV 08/12/2025
Ao concluir o Concerto com os Pobres ontem (6), na Sala Paulo VI do Vaticano, no qual participou o cantor canadense Michael Bublé, o papa Leão XIV disse que "a música pode elevar nossas almas" e nos lembra que "somos filhos amados de Deus!".
"Queridos amigos, a música é como uma ponte que nos leva a Deus. Ela é capaz de transmitir sentimentos, emoções e os anseios mais profundos da alma, elevando-os, transformando-os em uma escada imaginária que liga a terra ao céu", disse o papa.
“Sim, a música pode elevar nossas almas! Não porque nos distraia de nossas misérias, porque nos atordoa ou nos faz esquecer os problemas ou as situações difíceis da vida, mas porque nos lembra que somos mais do que isso: somos muito mais do que nossos problemas e nossas dificuldades; somos filhos amados de Deus!”, acrescentou.
O papa Leão XIV foi ao “Concerto com os Pobres” do Vaticano 2025, que aconteceu na Sala Paulo VI, com a participação de Michael Bublé e a sua banda; o coro da diocese de Roma e a Orquestra Nova Opera, regidos pelo maestro, monsenhor Marco Frisina. Leão XIV expressou a sua satisfação por poder desfrutar da alegria de ouvir música, que "não um luxo para poucos, mas um dom divino acessível a todos".
Esta foi a sexta edição do Concerto com os Pobres, um evento que, como Leão recordou, “nasceu – podemos dizer – do coração do papa Francisco”. Entre os participantes estavam três mil pessoas carentes que recebem assistência das organizações de caridade e associações de voluntários em Roma.
Antes de ler seu discurso, o papa agradeceu em inglês a Bublé: “Michael Bublé, seu italiano é maravilhoso, muito obrigado!”.
O papa também agradeceu ao vigário geral de Roma, cardeal Baldo Reina, e ao prefeito do dicastério para o Serviço da Caridade, cardeal Konrad Krajewski, "bem como às diversas organizações de caridade que se comprometeram a colaborar na realização deste evento".
"A nossa gratidão estende-se, naturalmente, a todos aqueles que interpretaram a música e as canções com tanta arte e paixão: o Coro da diocese de Roma, dirigido pelo maestro monsenhor Marco Frisina, juntamente com a Orquestra da Nova Opera. E não podemos esquecer a Fundação Nova Opera e todos os parceiros que tornaram este evento possível. Um agradecimento verdadeiramente especial ao artista Michael Bublé pela sua presença entre nós esta noite, bem como à sra. Serena Autieri", expressou o papa.
A música, "um dom divino acessível a todos"
Leão XIV também destacou em sua mensagem que “enquanto as melodias tocavam nossos corações, sentimos o valor inestimável da música: não um luxo para poucos, mas um dom divino acessível a todos, ricos e pobres".
"Não é por acaso que a festa do Natal seja tão rica em canções tradicionais, em todas as línguas e culturas. Como se este Mistério não pudesse ser celebrado sem música, sem hinos de louvor", ressaltou o papa.
“Afinal, o próprio Evangelho nos conta que, enquanto Jesus nascia no estábulo em Belém, houve um grande concerto de anjos no céu! E quem ouviu esse concerto? A quem os anjos apareceram? Aos pastores, que vigiavam o seu rebanho durante a noite”, salientou.
Jesus é a canção de amor de Deus pela humanidade
O papa Leão XIV pediu que "neste tempo do Advento, preparemo-nos para encontrar o Senhor que vem!".
"Asseguremo-nos de que nossos corações não estejam sobrecarregados, não estejam presos a interesses egoístas e preocupações materiais, mas que estejam alertas, atentos aos outros, aos necessitados; que estejam prontos para ouvir a canção de amor de Deus, que é Jesus Cristo”, disse.
“Sim, Jesus é a canção de amor de Deus pela humanidade. Ouçamos essa canção! Aprendamos bem a ela, para que também possamos cantá-la com as nossas vidas”, incentivou o papa, concluindo com votos de "um Advento maravilhoso e um Feliz Natal!".
Fonte: ACI Digital
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Deus reina não para nos dominar, mas para nos libertar, diz Leão XIV 08/12/2025
“Colocamos os nossos pensamentos e energias ao serviço de um Deus que vem reinar não para nos dominar, mas para nos libertar”, disse o papa Leão XIV hoje (7), ao rezar a oração do Ângelus na Praça São Pedro, no Vaticano.
O papa lembrou que a passagem do Evangelho de hoje, do livro de são Mateus, "anuncia-nos a vinda do Reino de Deus" e destacou: "Antes de Jesus, surge em cena o seu Precursor, João Batista. Ele pregava no deserto da Judeia, dizendo: "Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu!"".
“Na oração do Pai-Nosso, pedimos todos os dias: “Venha a nós o vosso reino". O próprio Jesus no-lo ensinou. E com esta invocação, orientamo-nos para o Novo que Deus tem reservado para nós, reconhecendo que o curso da história não é algo já determinado pelos poderosos deste mundo”, disse.
O papa observou que o próprio João “ficará surpreso com a forma como o Reino de Deus se manifestará em Jesus Cristo: na mansidão e na misericórdia”. E acrescentou: “Cada um de nós pode pensar numa surpresa semelhante que lhe aconteceu na vida”.
“É a experiência que a Igreja viveu no Concílio Vaticano II”, disse Leão XIV, ressaltando que é “uma experiência que se renova quando caminhamos juntos em direção ao Reino de Deus, todos ansiosos por acolhê-lo e servi-lo”.
"Então, não só brotam realidades que pareciam fracas ou marginais, mas realiza-se o que humanamente se diria impossível. Com as imagens do profeta: «o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o novilho e o leão comerão juntos, e um menino os conduzirá"", disse o papa, citando Isaías.
“Como o mundo precisa desta esperança”, expressou o papa, frisando que “nada é impossível para Deus. Preparemo-nos para o seu Reino, acolhamo-lo. O menino, Jesus de Nazaré, guiar-nos-á!”.
“Não esqueçamos que a paz é possível!”, disse.
Depois da oração do Ângelus, o papa falou sobre a sua recente viagem à Turquia e ao Líbano, onde "com o estimado irmão Bartolomeu, Patriarca Ecuménico de Constantinopla, e os representantes de outras confissões cristãs", se reuniram "para rezar juntos em ?znik, a antiga Niceia, onde há 1700 anos se realizou o primeiro Concílio Ecumênico".
“Hoje mesmo se comemora o 60º aniversário da Declaração comum entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que pôs fim às excomunhões recíprocas. Damos graças a Deus e renovamos o compromisso no caminho rumo à plena unidade visível de todos os cristãos", incentivou o papa.
Sobre a sua viagem ao Líbano, ele disse: “O Líbano continua a ser um mosaico de convívio fraterno e consolou-me ouvir tantos testemunhos nesse sentido. Encontrei pessoas que anunciam o Evangelho acolhendo os deslocados, visitando os prisioneiros, partilhando o pão com os necessitados".
“Os libaneses esperavam uma palavra e uma presença de consolação, mas foram eles que me animaram com a sua fé e o seu entusiasmo!”, declarou.
“O que aconteceu nos últimos dias na Turquia e no Líbano ensina-nos que a paz é possível e que os cristãos, em diálogo com homens e mulheres de outras religiões e culturas, podem contribuir para a sua construção. Não esqueçamos que a paz é possível!”, disse
Solidariedade com as vítimas das enchentes no Sul e Sudeste Asiático
Em seguida, o papa expressou a sua solidariedade para com "os povos do Sul e do Sudeste Asiático", que foram "duramente provados pelos recentes desastres naturais", entre elas ciclones e tempestades tropicais que causaram mais de mil e quinhentas mortes nos últimos dias.
“Rezo pelas vítimas, pelas famílias que choram os seus entes queridos e por todos aqueles que prestam socorro. Exorto a comunidade internacional e todas as pessoas de boa vontade a apoiar com gestos de solidariedade os irmãos e irmãs dessas regiões”, disse o papa.
Fonte: ACI Digital
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Leão XIV se despede da Turquia e parte para o Líbano 30/11/2025
Às 15h01 (horário local), o Airbus A320neo da ITA Airways, transportando o Papa Leão XIV, decolou do Aeroporto Internacional Atatürk de Istambul com destino a Beirute, capital do Líbano, onde o Pontífice permanecerá até terça-feira, 2 de dezembro, como parte de sua primeira Viagem Apostólica.
Os 4 dias do Papa na Turquia
A visita de quatro dias do Pontífice à Turquia (Türkiye) chega ao fim. Entre outros, a visita incluiu a comemoração, juntamente com o Patriarca Bartolomeu e os líderes e representantes das Igrejas cristãs do mundo, do 1700º aniversário do primeiro Concílio Ecumênico da história, realizado em Niceia, atual Iznik. Uma celebração sóbria e solene, realizada sobre as ruínas da antiga Basílica de São Neófito, durante a qual Leão XIV exortou a superar "o escândalo das divisões", promovendo a "unidade".
Leão XIV foi o quinto Pontífice a visitar a Turquia, após Paulo VI em 1967; João Paulo II em 1979; Bento XVI em 2006 e Francisco em 2014A acolhida no Líbano
No aeroporto de Beirute, que leva o nome do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, assassinado juntamente com sua equipe de segurança em um ataque em 14 de fevereiro de 2005, o Papa será recebido pelo núncio Apostólico e pelo chefe do Protocolo do Líbano.
Fonte: Vatican News
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