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Padre Zezinho retorna ao Santuário São Judas Tadeu e celebra reencontro histórico com seu primeiro grupo de jovens de 1968 30/11/2025
Em um momento marcado por emoção, memória e profunda simbologia para a música e a pastoral católica no Brasil, o Padre Zezinho, SCJ, voltou ao Santuário São Judas Tadeu, em São Paulo, para celebrar com o seu primeiro grupo de jovens, formado em 1968. O reencontro, divulgado nas redes sociais, reaproximou o sacerdote de suas origens pastorais e do espaço onde iniciou uma das trajetórias mais influentes da evangelização no país.
O retorno às raízes
A presença de Pe. Zezinho no Santuário São Judas Tadeu não é apenas um gesto afetivo, mas um retorno ao lugar que testemunhou sua juventude sacerdotal, poucos anos após sua ordenação em 1966. Foi ali que, ainda no final da década de 1960, ele começou a trabalhar com a juventude, plantando sementes que germinariam em uma revolução pastoral: a introdução da música popular e de instrumentos contemporâneos na liturgia.
Esses encontros com jovens defenderam uma linguagem de fé próxima do cotidiano, sensível aos desafios de uma juventude em transformação — e marcaram o início da música popular religiosa no Brasil, área na qual Pe. Zezinho se tornaria pioneiroMemórias que moldaram gerações
Reunir-se novamente com o grupo de 1968 é revisitar o início de uma história que atravessa gerações. Muitos dos jovens daquela época testemunharam não apenas a formação espiritual que viveram com o sacerdote, mas também as mudanças que ele ajudou a promover na Igreja brasileira.
Figura central da renovação litúrgica pós-Concílio Vaticano II, Pe. Zezinho abriu caminho para a integração entre fé e cultura, defendendo que a evangelização deveria dialogar com a sensibilidade contemporânea. Seus primeiros jovens seguidores foram testemunhas diretas desse movimento, que deu origem a canções que hoje fazem parte da memória afetiva da Igreja, como “Um Certo Galileu”, “Utopia” e “Amar Como Jesus Amou”.Significados do reencontro
Para a comunidade católica, o reencontro é carregado de significados:
Gratidão e continuidade: o gesto reforça a coerência de uma missão que atravessa décadas, sempre centrada no diálogo com a juventude e na evangelização por meio da arte.
Memória e identidade: revisitar as origens é reafirmar o papel da história como fonte de inspiração para o presente e para o futuro da pastoral.
Exemplo para novas gerações: jovens que hoje conhecem Pe. Zezinho apenas pelas músicas ou pelas redes sociais podem ver nele um modelo de persistência, fidelidade e criatividade no anúncio do Evangelho.Padre Zezinho é um marco referencial para a música católica e a evangelização
Em um tempo de constantes mudanças sociais e tecnológicas, a celebração reacende a importância da música, da proximidade pastoral e da sensibilidade artística no trabalho de evangelização. O retorno ao Santuário São Judas Tadeu é também um convite a olhar para o passado com gratidão, reconhecendo que muitos dos caminhos trilhados pela música católica hoje foram abertos ali, em encontros simples entre um jovem sacerdote e seu grupo de jovens.A história se faz de retornos - e este, sem dúvida, permanecerá como um dos mais significativos na trajetória de Pe. Zezinho e da Igreja no Brasil.por Wander Soares
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Nem sempre venceremos 09/11/2023
Nos dias da sua paixão e morte os que o crucificaram pareciam ter vencido e Jesus parecia ter perdido. Os discípulos de Emaus e os apóstolos fugiram e se esconderam de medo. Exceto João, a mãe e as piedosas mulheres, Jesus morreu quase sozinho!
Mas no dia seguinte ao sábado, por isso agora é “Dies Dominica: Domingo (dia da ressurreição do Senhor”, Jesus mostrou o que é perder sem ser derrotado!
NEM SEMPRE seu time vencerá todas as partidas. Nem sempre quem perdia de 3x0 vai virar para 4x3.
Times vencedores nem sempre vencem o campeonato. Nem por isso são times perdedores.
Você perdeu ou está perdendo? Nem por isso é um perdedor!
Aplique isto à nossa Igreja e ao seu possível grupo de fé! Nem sempre nossa Igreja vai vencer em tudo.
São Paulo escreveu que era um vencedor em Cristo. Mas dias depois morreu decapitado. Ele sabia a diferença entre perder de vez em quando e vencer no final!
Por isso, este conselho:
“Se vc mudar de púlpito ou de altar porque um famoso pregador falou o que vc queria ouvir, então você tem um grande problema a resolver“.
“Um dia sua escolha de agora pode pesar na balança do seu futuro. Aquele pregador que fez a sua cabeça, talvez não tenha feito seu coração!“
Releia Efésios 3,14-21. Jesus é muito mais do que os sermões que vc anda ouvindo!
Seguir um novo caminho nem sempre é achar o rumo certo;
e ouvir o discurso que queríamos ouvir nem sempre é ouvir a verdade vc precisava ter ouvido!
Nunca se prenda a um só grupo na sua Igreja. Nossa Igreja tem centenas de carismas. Ouça também os outros mestres de espiritualidade católica porque o Espírito Santo também “sopra sobre eles”.
Há milhões de outros católicos que também falam com Deus e com os santos, mas não oram nem se expressam do seu jeito.
Seu jeito é apenas um dos jeitos católicos. Ouça os outros. Eles também têm o que dizer. Talvez nunca sejam convidados a subir aos palcos do seu grupo, mas Deus também os ilumina todos os dias.
Conheça-os!
Fonte: Padre Zezinho, scj (Facebook)
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Jesus deixou-os ir e convidou e enviou outros 09/11/2023
A quem Jesus convidava para o Reino?
Isto significa que alguém pode ser convidado e não aceitar o convite. Jesus disse isto em duas parábolas e duas passagens reais. Você se lembra de uma delas?
Quem não queria continuar com Jesus era respeitado. Os evangelhos não permitem concluir que quem disse não, acabou no inferno.
O jovem rico não aceitou o convite, mas o texto dizia que ele era um bom judeu. Não aceitar ser discípulo não significou que não foi salvo. Jesus morreu por todos e não só pelos seus seguidores, ou só pelo seu grupo! Vc se lembra destas passagens?
Fonte: Padre Zezinho, scj (Facebook)
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Por não aceitarem se corrigir ou serem corrigidos 09/11/2023
Crianças, adolescentes, adultos, anciãos, marido e mulher, ex amigos e ex amigas, religiosos e religiosas , crentes de todas as igrejas, políticos de todos os partidos , funcionários e gente de alto escalão … todos eles foram embora, mentiram, jogaram alguém contra alguém, fundaram outra Igreja ou mudaram de religião, de movimento ou de diocese. Tinha que ser do jeito deles !!!
Tudo porque não aceitaram SER CORRIGIDOS. Mas estavam errados ou passaram dos limites.
A CORREÇÃO FRATERNA existe em toda a Bíblia, em todas as famílias, em todos os grupos, em todas as sociedades. Quem não aceita a correção fraterna tem que arcar com a punição de alguém acima dele. E há ciências para isto: Teologia Moral, Psicologia, Pedagogia, Faculdades e Universidades. Lá se corrige e se ensina !
Advogados e juízes corrigem. Cientistas corrigem e se corrigem e continuam experimentando, religiosos e crentes mudam de pregação porque estavam errados no conteúdo ou na maneira de pregar. Mas isso só quando a pessoa é inteligente e não se acha a última cereja do bolo!
Todos nós precisamos ser corrigidos em alguma coisa, simplesmente porque erramos, e não uma, mas muitas vezes.
Mas o orgulhoso rompe amizades, larga a família, larga a ordem, larga a Igreja, tudo porque não aceita voltar atrás ou corrigir seu erro !
Moisés corrigiu, profetas corrigiram, Jesus corrigiu, Paulo corrigiu . Pedro corrigiu e aceitou ser corrigido. Santos aceitaram ser corrigidos.
Mas há um tipo de gente irredutível, que não apenas não aceita correção, como joga os outros contra quem o corrigiu.
É caso atual de certos pregadores católicos ou leigos que atacam o Papa, os bispos os padres, o Concílio, o Sínodo e rejeitam qualquer atualização ou correção de rumo. A culpa é sempre dos outros!
O Rio Pinheiros, o Tietê, o Paraíba, o Paraná foram corrigidos em alguns trechos para serem mais eficientes. Todas as eclusas e a gigantesca Itaipu foram frutos de correção. Agora temos mais luz para milhões de brasileiros. E muitos cidadãos não terminaram em presídios, porque aceitaram ser corrigidos pelos pais e pelas autoridades. Os outros estão assaltando e matando. Não aceitam ser corrigidos, nem por bem, nem por mal!
Cuidado com gente que não aceita se corrigir ou ser corrigido. Mesmo que o considerem um herói porque não se curvou à tirania, ( e houve alguns ), a maioria deles, na verdade, eram pequenos tiranos, terroristas ou apenas arruaceiros social ou religiosos que queria que os outros mudassem, mas eles nunca mudaram.
Era defeito de caráter … Perguntem ao psicólogos!
Fonte: Padre Zezinho, scj (Facebook)
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As contas do céu 03/06/2022
No episódio da mulher que deu duas moedas para o templo; na parábola do fariseu que orgulhava-se de pagar o dízimo e em duas outras parábolas, Jesus fala da falsa justiça e da falsa caridade. Fala a favor do que deu muito do pouco que possuía e contra o que deu pouco do muito que possuía, mas ainda assim se gabou de ser pessoa boa.
Poderíamos juntar às parábolas de Jesus, a do bananeiro rico, empreendedor esperto, que descobriu que naquele imenso vale, plantar bananas exigia poucos cuidados e dava enorme lucro. Reservou extensa parte de suas terras e plantou bananas. Contabilizava-as por lotes.
Um dia, gabou-se entre os amigos de ter para colher um milhão de cachos de banana:mercado garantido. Uma tempestade derrubara o telhado da ala infantil do hospital local, que era conduzido por freiras italianas. A paróquia assumiu a tarefa de recobrir o telhado e ampliar a ala. O pároco lembrou-se, então, do fazendeiro. Pediu-lhe uma doação; ele disse que pensaria e daria a resposta em uma semana. Daria dois caminhões carregados de mil cachos de bananas.
O padre jovem fez as contas e pensou. “-Ele tem mercado garantido”. E continuou o raciocínio. Se o bananeiro vendesse aquelas toneladas para o mercado garantido e desse o dinheiro, faria um grande favor. Mas, ao querer descarregar mil cachos de banana no pátio das irmãs, deixando a elas a tarefa de vendê-las, estava desperdiçando bananas; as freiras não tinham como vender tudo aquilo. Assim, não era caridade; além do mais, mil cachos de bananas estavam longe de ser generosidade. Se do que produzia, o fazendeiro tivesse dado o dinheiro equivalente a cem mil cachos, teria dado 10%, se tivesse dado dez mil teria dado 1%. Ao dar mil e daquele jeito tinha dado 0,1%.
Foi ao escritório, agradeceu muito a oferta e disse que não teria como administrar aqueles mil cachos de bananas. Não era oferta, era fardo! O fazendeiro o achou grosso, indelicado, mal educado, mal agradecido. Os comerciantes e industriais da cidade entenderam o padre. Nunca mais se falou no assunto, mas à boca pequena corria entre todos os fazendeiros, empresários e funcionários a notícia da oferta do fazendeiro plantador de bananas.
Pessoas que ganham 1 milhão por mês e dão mil a dez mil reais para uma obra de caridade, certamente deram mais que nada. O que deram foi alguma coisa, mas não passou disso: alguma coisa. Não se proclamem caridosos ou generosos porque não são. Estão longe de parecer aquela pobre que deu duas moedas para o tesouro do templo.
Nos dias de hoje, uma pobre que desse R$ 200,00 reais para uma obra social, teria dado 20 vezes mais do alguns milionários dão. É que, na hora de repartir o cacho de bananas, de 100 bananas, o pobre é capaz de dar 10 ou 20; o milionário com sua mentalidade de acumular, é capaz de dar 2 ou 3. A maioria não dá 2% do que lucra por mês. Neles, o verbo acumular prejudica o verbo ajudar. O que eles não sabem é que o céu também sabe fazer contas!
fonte: http://www.padrezezinhoscj.com
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Falou de paz e morreu 03/06/2022
Aconteceu com Jesus, com Mahatma Gandhi, com o arcebispo católico Dom Romero, com o pastor evangélico mártir Luter King, com a religiosa católica Irmã Dorothy Stangl e com centenas de outros que falaram de paz e morreram por ter falado. Quando o conflito se agudiza, o que o possível grupo vencedor menos deseja é um interlocutor, porque desconfia que o interlocutor tomará sempre o outro lado. Então, ao primeiro sinal de que não tem o apoio dele, matam-no.
Guerras enlouquecem antes, durante e depois. Para não sair do poder, ditadores mandaram seus soldados bombardear a multidão que exigia reformas e mataram emissários e interlocutores. Loucos não dialogam e é sabido que dinheiro e poder enlouquecem.
O desejo da vitória é tão grande que a oferta de diálogo parece ofensa. Foi, também, o que aconteceu com Jesus na guerreira Palestina, melhor dizendo, no guerreiro Oriente Médio. Ali há quase quarenta séculos, tribos guerreiras se instalaram e deixaram herdeiros. Conflitos nunca solucionados, por causa de um, dois, cinco, dez estopins, acabam sempre explodindo mais uma bomba. Problemas de terra, território, água, alianças políticas, religião e etnias, se sucedem e explodem, cada qual à sua vez; quando um primeiro ministro de Israel pede paz, é morto; quando um governante egípcio assina tratado de paz, também ele é morto. Vitória total acaba em loucura total.
Uma das coisas mais perigosas da política mundial é querer paz e tentar o diálogo. Haverá sempre um grupo a boicotar os esforços de quem dialoga. Agitadores e terroristas morrem quase sempre na intenção de boicotar qualquer processo de paz. Não acreditam nisso... Armados até os dentes, eles querem vencer qualquer preço por isso matam qualquer pessoa que esteja no caminho, inclusive crianças.
A cidade que se chama Jerusalém e cujo nome significa “Cidade da Paz” é, hoje, uma das cidades mais sem paz no mundo. Significativamente “Ish-ra-el”, significa, guerreiro por Deus, mas também, “palestinos” vem de uma raiz que significa guerreiros por Deus. Para os dois lados uma a fé em Deus e a eleição por Deus funcionam como estopins. Uns dizem que o primogênito de Abraão, Ismael, é o legitimo herdeiro. Outros dizem que Isaque, o filho gerado pela esposa é que é o herdeiro, porque o outro é da escrava. Bom pretexto para se lutar por terra, água e poder.
Acrescente-se a isso três grandes religiões às vezes em conflito: judeus, cristãos e muçulmanos, cada um deles afirmando-se eleitos, uns em Javé, outros em Cristo, outros em Alá. O que sobra são dominações, conquistas, perdas, revoltas, reconquistas, guerrilhas, conchavos.
Jesus foi exigente com os lados em guerra. Tanto se aproximou que foi mal visto. Não resta dúvida na leitura da vida de Jesus. Morreu por ter falado de mudanças, de amor ao inimigo, de diálogo e de perdão. Morreu porque se aproximou e sugeriu que alguém cedesse. Quem tinha o que perder politicamente o esmagou. Não o mataram porque ensinou a orar. Foi morto porque exigiu a maior das mudanças para quem achava que perdoar é perder...! O drama continua!
Por: Padre Zezinho .scj
fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/artigos_novos.php?id=857
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Romanos e Americanos 03/06/2022
Se não fizermos nada a respeito, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação. (Jo 11, 48) A sentença na boca dos líderes religiosos que também detinham poder político, como ainda acontece hoje em alguns países do Oriente Médio, refletia o poder da espada romana. A água romana esmagava quem ousasse por em risco seu poderio. Há uma outra águia, a americana, que por mais enfraquecida que pareça, tem poder de fogo e ira suficiente para enfrentar qualquer país que afronte ou confronte. Prendeu presidentes de países pequenos, invadiu e prendei ditadores de países históricos, foi lá e matou Bin Laden e de vez em quando manda recados aos seus desafetos. Podem falar o quanto quiserem, mas não toquem em cidadãos americanos porque serão caçados em tocas, grutas ou fortalezas. Fidel pode falar contra os americanos. Nada foi feito além de bloquear o país. Como Fidel não matou americanos Fidel não foi tocado. Chaves sabe que pode falar o quanto quiser. Mas se negociar com droga, matar ou tocar um cidadão americano estará na lista dos desafetos. Os que esfregam as mãos de alegria sabendo que o gigante americano virou tigre de papel podem esperar pelo menos 50 anos até ver os Estados Unidos se ajoelhar diante de outra potência. Nem o russos nem o chineses com seu poderio ousaram ir tão longe. Como eles fariam a mesma coisa, evitam provocar os americanos a este ponto. Nem os americanos ousam provocar russos e chineses. Fica tudo no nível do confronto verbal ou econômico. Recado dado, o que resta aos outros povos além de pequenas escaramuças políticas e econômicas? Resta crescerem. Foi o erro de Bin Laden. Achou que poderia ferir a fera americana. Feriu, mas foi avisado que morreria. Foi caçado por dez tenazes anos e a televisão mostrou a alegria nas ruas e o riso de vitória na longa mesa de líderes. Quem quiser odiar os americanos e falar contra eles está livre para fazê-lo, coisa que os antigos romanos não toleravam. Mas quem tocar nos seus cidadãos, morrerá. É o mundo em que vivemos. Os comunistas tentaram e tentam, as esquerdas responsáveis sabem dos seus limites. As outras correntes expõem seu povo à guerra. Os Estados Unidos em pouco mais de cem anos entraram em mais de 100 conflitos armados. Quem lê sobre os povos guerreiros da antiguidade, gregos, macedônios, persas e romanos leia sobre os guerreiros dos últimos 100 anos. Entre ele, Japão, Alemanha e Estados Unidos. Dos três, quem mais foi lá, invadiu e guerreou foram os americanos!...
Por: Padre Zezinho .scj
fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/artigos_novos.php?id=856
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A alma gêmea 03/06/2022
Que é difícil encontrar a alma gêmea, atestam os dados de separações e divórcios entre pessoas que se amaram ardentemente há três, cinco, vinte ou trinta anos. Veio o ressentimento e separaram-se. A grande maioria foi em busca de outra pessoa. Muitos estão na quinta ou sexta união. Se casamento é encontro de almas gêmeas e, supostamente, deve ser mais do que amizade, então já sabemos quão difícil é encontrar a pessoa com qual se viverá por toda a vida. Será pedir demais quando se pede fidelidade por toda a vida?
Políticos, religiosos, artistas, atletas que têm suas vidas devassadas e divulgadas contabilizam duas ou três uniões conjugais durante sua vida. Presidentes, deputados, senadores e governantes, ou se divorciaram ou estão em segunda ou terceira união. Nem para eles, com toda sua formação humanística que supostamente os preparou para o diálogo com adversários, nem para eles funcionou.
Pobres, ricos, pessoas cultíssimas, religiosos, profissionais premiados e ovacionados por seu desempenho perante milhões de pessoas, estranhamente não conseguiram o mesmo resultado no lar, perante pessoa com quem dormiam. Não perseveraram, ou por culpa dela, ou dele. São milhões as uniões e milhões as separações.
É dado que até crianças percebem. Em matéria de casar-se, começar é fácil; prosseguir dói um pouco; perseverar tem cruzes e supõe grandes renúncias. Os ânimos se agitam de tal forma que quem ouse intermediar e reaproximar um casal em crise acaba malquisto e mal visto, nem mesmo quando foi solicitado a ajudar. Viram-lhe a cara porque disse verdades para os dois...
Por esta e por outras razões é que orar faz enorme sentido. Já que, pela pura razão e pela lógica ou pelo charme não se segura um casamento, convém pensar na graça que ilumina os dois nas horas difíceis da vida conjugal. O infinitamente amoroso Deus que cria vidas e vê os sentimentos de ambos pode elevá-los para além do instinto, da ira e dos ressentimentos.
Quando a paixão vira ressentimento é porque o sentimento que nascia dela ainda não era amor. Este vai além do sentir. Mais do que sentir, amar é consentir de maneira madura, de caso pensado, de caso sereno! Nem todos estão prontos para este grau de alteridade!
Por: Padre Zezinho .scj
http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/artigos_novos.php?id=858
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Bin Laden vivo ou morto 03/06/2022
Justiça e vingança são questões complexas. Cristãos, judeus e muçulmanos viveram e vivem, dia após dia, um acontecimento após outro, o drama de não se vingar e deixar que um tribunal passe a sentença. Os feridos não acreditam em tribunais. Passam de vítimas a juízes e carrascos de quem se arvorou em seu juiz e seu carrasco.
Está na Bíblia e no Corão. Haja tribunais apropriados para julgar pessoas e grupos. (Rm 12 : 19; Mt 7,1-2; Jo 7, 24)
Catequistas muçulmanos deixam claro que, como a Bíblia, o Corão proíbe atos de vingança, sobretudo os que, na fúria por matar o desafeto, sacrificam os inocentes. Nem Jihad nem Fatwa justificam mores de inocentes.
Dessa fúria viveu Osama Bin Laden. Passou por cima das leis do Corão e da Bíblia. Organizou um grupo de terroristas e assassinos, à moda dos antigos seguidores de Assaz, que dez séculos atrás, eliminavam os inimigos à traição e, entre os judeus, dos Sicários que faziam o mesmo com os invasores. Vingadores do povo, eles eram os juízes e os executores de quem se lhes contrapunha dentro e fora de suas organizações.
Osama quis vingar as mortes e as humilhações da nação árabe ou muçulmana. Esqueceu-se que o Islam também dominou parte da Europa cristã por 7 séculos. As três religiões sempre tiveram seus santos e seus assassinos, todos a usar o nome de Deus para suas escolhas.
Vingança chama vingança. Nunca faltaram os pregadores da paz e do diálogo, mas não eram como hoje não são ouvidos. Jesus e seus discípulos propunham diálogo. Vingança , jamais. Os discípulos de Jesus deveriam guardar a espada na bainha porque quem usa da espada, dela morre.(Mt 26,52) Deveriam buscar diálogo com o adversário (Mt 5, 25) E amar o inimigo. (Mateus 5 : 44) E resolver as questões entre si ( 1 Cor 6, 6)
A proposta, para quem não assimilou a idéia de Deus e de céu é impraticável. É que o inimigo não pensa do mesmo jeito. Se não mostrarmos força ele continuará seus crimes. A retaliação parece mais justa do que o perdão. Por isso Osama feriu e matou; por isso, atendendo ao desejo da nação americana Bush e depois Obama perseguiram e deram a ordem: “Osama vivo ou morto!” Obama venceu Osama. A decisão veio dele e não dos juízes, porque comandante em chefe de um poderoso exército sua nação estava em guerra contra a Al Qaeda e seu criador. Foi ato de guerra! Os americanos passaram sobre ele uma fatwa ocidental como ele, sem autoridade para isso, criara a sua fatwa contra os ocidentais. Sua Base ou Al Qaeda ia lá matar seus desafetos. Os atingidos foram lá e o mataram.
Certo? São dois tipos de judaísmo, cristianismo e islamismo. Um a propor justiça com juízes e sem vingança e o outro a propor vingança porque os tribunais são lentos e nem sempre dão o troco. Perdeu o diálogo, venceram as armas.
Por: Padre Zezinho .scj
fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/artigos_novos.php?id=855
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Corredor Mal cheiroso 03/06/2022
GRACIANO, PAZ! Sua expressão é dura e qualquer pregador que se preze ficaria triste ou chocado, se você o incluísse nesta lista. É que nós, pregadores, gostaríamos de saber que estamos fazendo o bem, ao ensinar o que para nós parece correto. Se estivéssemos todos do mesmo lado dos fatos provavelmente olharíamos para o mesmo lado ao falar do céu e de Jesus. Mas como, infelizmente, as religiões acabam se confrontando, para mostrar o mesmo fato, os dois lados acabam olhando para direção oposta. Explico-me! Morei sete meses em Marechiaro, Nápoles, Itália. À minha frente ficava a ilha de Capri, à esquerda o vulcão Vesúvio e á direita a ilha de Ischia. Para eu ver o Vesúvio tinha que olhar para a esquerda. Quem morava em Capri, para ver o Vesúvio olhava para a direita. Olhávamos na mesma direção, mas para lados diferentes. Por causa de nossa posição de confronto víamos o mesmo vulcão, mas eu, pela esquerda e ele, pela direita. Seríamos dois tolos se um obrigasse o outro a olhar para o mesmo lado. Direção não é o mesmo que lado. O problema de muitos pregadores religiosos é que não aceitam ficar do mesmo lado, nem admitem que estão olhando na mesma direção. Então cada um acentua que o seu lado é que é o certo e garantem que o outro está olhando na direção errada... Você está confuso porque ainda não escolheu a sua direção nem o seu lado. Uma vez que sei qual a direção do objeto que desejo ver e para que lado devo olhar, o outro pode dizer o que bem entender, que não me afetará. Eu sei o que vejo e para onde olho. Se um dia nos respeitarmos e resolvermos conversar de verdade, descobriremos que nosso confronto nos jogou em lados diferentes, mas não precisa nos jogar em direção oposta. Basta que cada um saiba usar bem o seu lado. Para você, esse jeito de vender o peixe cheira tão mal quanto o peixe podre porque, segundo você, o jeito dos pregadores é podre. Gostaria de não concordar com você e garantir que todos os pregadores da fé são gente serena e amiga que respeita o lado e o olhar do outro. Infelizmente há muitos que não respeitam e, ainda por cima, querem todo mundo olhando na mesma direção, mas do seu lado. Foi o que fez aquele pregador que, durante a tempestade, convenceu todo mundo a ir para o seu lado da barca, que era o mais seguro. A barca afundou! ...Se tivessem ouvido o timoneiro estariam vivos! Mas o pregador achou que sabia mais do que o timoneiro! Vai demorar muito tempo, séculos até, para que os religiosos entendam que somos servidores e zeladores da verdade, não donos dela! Há zeladores zelosos demais. Fazem como o moço recém convertido a zelador de prédio que recebeu a ordem de não deixar entrar ninguém que viesse de fora. Como tomava tudo ao pé da letra, não deixou nenhum os moradores entrarem porque “vinham de fora”!... É nisso que dá o fundamentalismo sem diálogo. Quase todos o que seguem a Bíblia ao pé da letra seguem-na ao pé errado da letra errada! Não admira que semeiem tanta confusão. Confundem lado com direção. Eu posso ir para a direita, mesmo estando do lado esquerdo de um carro! O lado onde estou sentado não determina a minha direção. Mas, se eu for inteligente, admitirei que o outro que vem do outro lado, poderá ir na mesma direção que eu vou! Mas não diga isso a um fanático. Ele certamente não entenderá! É raciocínio demais para uma cabeça que não pensa! Só não culpe todos os pregadores de todas as igrejas. Há gente muito serena em todas elas!
Por: Padre Zezinho .scj
fonte: http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/pensar.php?id=28

