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  • Na catequese, Papa Leão XIV fala sobre o verdareiro perdão 21/08/2025 Na catequese, Papa Leão XIV fala sobre o verdareiro perdão

    Na catequese desta quarta-feira, o Papa Leão 14 refletiu sobre o verdadeiro sentido do perdão e convidou os fiéis a um dia de jejum e oração pela paz e justiça na próxima sexta-feira, 22 de agosto.

    Diante de milhares de peregrinos reunidos na Sala Paulo VI, na Basílica e na Praça de São Pedro, o pontífice recordou o gesto de Jesus na Última Ceia, ao lavar os pés e oferecer o pão até mesmo a quem o trairia. Para o Papa, esse gesto revela a essência do amor divino: “Amar até o fim, esta é a chave para compreender o coração de Cristo, um amor que não se detém perante a rejeição, a desilusão ou mesmo a ingratidão”, afirmou.

    Ao longo de sua mensagem, Leão 14 insistiu que o perdão é mais do que um ato humano condicionado ao arrependimento do outro. Segundo ele, trata-se de uma oferta que brota da liberdade de amar. “O verdadeiro perdão não espera pelo arrependimento, mas se oferece primeiro como um dom gratuito, antes mesmo de ser aceito”, ensinou o Santo Padre.

    O Papa sublinhou que perdoar não significa negar o mal sofrido, mas superá-lo pelo amor, transformando o ressentimento em paz e devolvendo a dignidade a quem perdoa. Ele convidou os fiéis a pedirem a graça de perdoar mesmo quando não compreendidos ou até mesmo rejeitados.

    Ao final da audiência, Leão 14 voltou a manifestar preocupação com os conflitos no mundo, especialmente na Terra Santa e na Ucrânia. Pediu que a memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha, celebrada nesta sexta-feira, seja vivida como um dia de jejum e oração pela paz. O pontífice concluiu sua mensagem rogando para que “o Senhor enxugue as lágrimas daqueles que sofrem por causa dos conflitos armados”.

    por Wander Soares

    Fonte: Cançao Nova Not
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  • Jesus nos convida a permanecer fiéis à verdade na caridade, Papa Leão XIV 19/08/2025 Jesus nos convida a permanecer fiéis à verdade na caridade, Papa Leão XIV

    Neste domingo, 17, o Papa Leão XIV rezou o Angelus na Piazza della Libertà em Castel Gandolfo. Diante dos milhares de fiéis reunidos, o Pontífice apresentou uma breve reflexão sobre o Evangelho do 20º Domingo do Tempo Comum (Lc 12, 49-53).
    Em sua meditação, o Santo Padre afirmou que a missão de Cristo e seus discípulos não está livre de contradições. “Hoje, o Evangelho apresenta-nos um texto exigente, no qual, com imagens fortes e grande franqueza, Jesus diz aos discípulos que a sua missão, e também a dos que o seguem, não é só ‘um mar de rosas’”, expressou.
    Leão XIV recordou que a própria vida de Jesus é marcada pela rejeição e perseguição, apesar da mensagem de amor e justiça que anunciava. Assim também viveram as primeiras comunidades cristãs descritas nos Atos dos Apóstolos: pacíficas, mas alvo de hostilidade.
    Neste contexto, o Papa pontuou que o bem nem sempre encontra acolhimento, mas pode gerar resistência e perseguição. Por isso, exortou os presentes à perseverança:
    “Agir segundo a verdade tem um custo, porque no mundo há quem opte pela mentira e porque o diabo, aproveitando-se disso, muitas vezes procura impedir a ação dos bons. Jesus, porém, convida-nos, com a sua ajuda, a não desistir e a não nos conformarmos com esta mentalidade, mas a continuar a agir em prol do nosso bem e do bem de todos, mesmo de quem nos faz sofrer”.

    Seguir a verdade exige sacrifícios

    O Pontífice frisou que Cristo convida seus seguidores a não responder à prepotência com a vingança, mas a permanecer fiéis à verdade na caridade. “Os mártires dão testemunho disso derramando o seu sangue pela fé, mas também nós, em circunstâncias diferentes e de outro modo, os podemos imitar”, sublinhou.
    Frente a isso, o Santo Padre apontou que seguir a verdade exige sacrifícios também na vida cotidiana. Pais que educam os filhos, professores que formam seus alunos, profissionais e políticos que agem com honestidade: todos são chamados a pagar o preço da coerência evangélica.
    Leão XIV evocou as palavras de Santo Inácio de Antioquia, que a caminho do martírio em Roma escreveu: “não quero que sejais estimados pelos homens, mas por Deus; prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra”.
    Ao final da reflexão, o Papa confiou todos à proteção de Nossa Senhora, pedindo que ela “nos ajude a ser, em todas as circunstâncias, testemunhas fiéis e corajosas do seu Filho”.

    Fonte: Cançao Nova Not
    https://noticias.cancaonova.com

  • O mistério de Deus Uno e Trino em Santo Agostinho 19/08/2025 O mistério de Deus Uno e Trino em Santo Agostinho

    Nós acreditamos em Deus Uno e Trino que se manifestou seja pela Sagrada Escritura, o Antigo Testamento, seja por Jesus Cristo, pelo Novo Testamento. É claro que pela noção do Antigo Testamento nós temos mais uma doutrina de um Deus único, percebido no monoteísmo dos Profetas, sobretudo com Elias, Jeremias falaram bem ousadamente estes pontos. Já no Novo Testamento com Jesus Cristo nós temos a revelação de Deus Uno e Trino, porque Jesus é a imagem do Pai, e o Espírito Santo desceu nele por ocasião da saída das águas do rio Jordão no batismo(cfr. Mt 3,16). Santo Agostinho de Hipona foi um bispo dos séculos IV e V que desenvolveu toda uma doutrina em relação ao mistério de Deus Uno e Trino. Veremos a seguir alguns pontos fundamentais de seu pensamento.

    A substância de Deus

    O bispo de Hipona afirmou que a substância de Deus é simples, imutável. Para chegar à esta conclusão ele afirmou que a criatura humana é sempre múltipla, nunca simples. O corpo humano, por exemplo, tem várias partes, umas maiores e outras menores. O céu e a terra constam de partes inumeráveis. A natureza de Deus é imutável já a criatura é mutável[1]. A fé cristã conduz à concepção do Deus único.

    Os nomes divinos

    Deus é chamado com nomes múltiplos como grande, bom, bem-aventurado, veraz e outros nomes. A sua grandeza é a sua sabedoria, não pelo volume, mas sim pelo poder. A sua bondade é sua sabedoria e grandeza, como também a sua veracidade. Tudo isso se refere aos seus atributos. Nele não são realidades diferentes o ser feliz, o ser grande ou veraz ou bom, porque há uma única realidade, a sua natureza, o ser de Deus[2].

    Deus é Trino

    Deus é Trindade: isto é o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus, não se tratando de três deuses, mas um único Deus em três Pessoas. As Pessoas não são concebidas de uma forma separada, mas juntas, de modo que não é Tríplice. As Pessoas divinas são inseparáveis, porque o Pai está com o Filho e o Filho está com o Pai e o Espírito Santo é o amor do Pai e do Filho. As Pessoas estão juntas, de modo que nunca nenhuma está só[3]. Quando se chama o Pai, é só o Pai assim como as outras duas Pessoas divinas, também pelo fato de que as outras duas Pessoas não são o Pai[4].

    A natureza de Deus Uno

    Santo Agostinho afirmou que as Pessoas divinas não podem ser vistas de uma forma separada, mas unidas formando a natureza divina, não como quarto elemento na dimensão divina, mas é um Deus em três Pessoas. Se na realidade das coisas, o ser maior é igual a ficar melhor, porque pode haver as mudanças das coisas, em Deus, não é assim, porque a sua natureza é imutável, inacessível. O nosso ser torna-se maior quando se une ao Senhor.

    Em Deus, única natureza o Filho se une ao Pai que lhe é igual e o Espírito Santo também igual ao Pai e ao Filho, de modo que não se torna maior do que cada uma das Pessoas, pois nisso está perfeição, de modo que perfeito é o Pai, perfeito é o Filho, perfeito é o Espírito Santo. Desta forma digamos perfeito é Deus Pai, Filho, e Espírito Santo, sendo Deus Trindade, não tríplice, três pessoas separadas, ou sendo três deuses, mas um único Deus em Três Pessoas[5].

    A demonstração de um só Deus em três Pessoas

    A nossa fé afirma que Deus é dado no Pai e no Filho e no Espírito Santo. O Deus único e verdadeiro, diz Santo Agostinho não é somente o Pai, mas é o Pai, o Filho e o Espírito Santo[6]. Se alguma das pessoas humanas perguntar se o Pai é Deus, o fiel responderá que sim, mas não somente Ele, mas que o único Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. As três pessoas juntas são o Deus único e verdadeiro[7].

    A fé em Deus Uno e Trino

    Santo Agostinho disse deixando de lado a compreensão racional do mistério dos mistérios, manifesta a fé, a esperança e a caridade na mais perfeita igualdade do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Na Trindade, tudo é dado na origem mais sublime de todas as coisas e graças, assim como a beleza, a alegria e o amor infinitos. Nós manifestamos a fé em cada das Pessoas divinas, está em cada uma das outras, e todas em cada uma, e cada uma em todas estão em todas, e todas são um. Assim acreditamos que Deus é Uno e é também Trino[8].

    Nós somos chamados a viver e a testemunhar para os outros e para o mundo o mistério de Deus Uno e Trino, assim como fez Santo Agostinho. Ele criou as coisas e os seres humanos de uma forma tão bem que bendizemos o seu nome. Ele mora em nossos corações. Lutemos pela paz para que o mundo seja um local de justiça, de amor entre as pessoas e entre os povos. Nós somos chamados a amar a Deus, ao próximo como a si mesmo. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, Deus Uno e Trino agora e por toda a eternidade.

    Dom Vital Corbellini
    Bispo de Marabá – PA

    Fonte: Vatican News
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    [1][1] Cfr. A Trindade, VI,6,8. In: Santo Agostinho. São Paulo: Paulus, 1994, pgs. 224-225.
    [2] Cfr. Idem, pg. 225.
    [3] Cfr. Ibidem, 6,9a, pgs. 225-226.
    [4] Cfr. Ibidem, pg. 226.
    [5] Cfr. Ibidem, pgs. 226-227.
    [6] Cfr. Ibidem, pg. 227.
    [7] Cfr. Ibidem, pg. 227.
    [8] Cfr. Ibidem, 229-231.


  • Nossa Senhora é um exemplo de Fé e Esperança para a juventude 18/08/2025 Nossa Senhora é um exemplo de Fé e Esperança para a juventude

    Nossa Senhora é, para todos os cristãos, o mais puro exemplo de confiança em Deus e de entrega total ao Seu projeto de amor. Sua história não é apenas um relato distante, mas um convite vivo para que cada jovem descubra, em sua própria vida, a força que brota da fé. Maria, mesmo jovem, foi capaz de dizer “sim” a um chamado que transformaria a história da humanidade. Seu exemplo mostra que a verdadeira grandeza não está no poder, mas na humildade e na disposição de servir.

    Para os jovens, a figura de Maria revela que é possível ser corajoso mesmo diante das incertezas e desafios. Ela não se deixou paralisar pelo medo, mas confiou no plano de Deus. Num mundo marcado por pressões, comparações e inseguranças, Maria ensina que a verdadeira identidade está enraizada no amor de Deus, não nas opiniões alheias. Maria é o impulso corajoso que vence o medo. Num tempo marcado por dúvidas, incertezas e pressões de todos os lados, ela mostra que a verdadeira liberdade nasce quando se confia em Deus.

    Nossa Senhora ensina que não somos definidos pelas críticas, pelas comparações ou pelos padrões impostos, mas sim pelo amor infinito daquele que nos criou. Seu exemplo convoca cada jovem a erguer a cabeça, a sonhar alto e a caminhar com firmeza, mesmo quando o mundo parece querer desanimar.

    Entretanto, vivemos tempos em que muitos jovens se deixam levar pelo imediatismo, querendo tudo rápido, sem paciência para o processo e sem disposição para ouvir o silêncio de Deus. Essa pressa gera frustração, superficialidade e uma incapacidade de perceber o sofrimento do outro. Maria nos mostra o contrário: ela soube esperar, meditar e acolher. Sua vida ensina que compaixão é mais do que sentir pena; é colocar-se no lugar do outro, estender a mão, caminhar junto, ser presença quando o mundo vira as costas. É isso que falta ao coração apressado: a capacidade de parar, enxergar o próximo e oferecer amor sem medidas.

    Seguindo o exemplo de Nossa Senhora, cada jovem é chamado a cultivar valores como a escuta atenta, a solidariedade e a perseverança. Maria se fez próxima dos que sofrem, esteve ao lado de seu Filho até a cruz e continua intercedendo por todos. Isso inspira os jovens a não desistirem, mesmo quando a caminhada parece difícil.

    Que Nossa Senhora seja, para cada coração jovem, uma chama que não se apaga, uma força que impulsiona, um abraço que acolhe e uma esperança que renova. Que sua vida inspire a juventude a viver com coragem, esperança e alegria, sendo sinais do amor de Deus no mundo. Que o exemplo de Maria inspire uma juventude ousada, apaixonada pela vida e disposta a ser sinal do amor de Deus no mundo. Ao seguir seus passos, cada jovem descobrirá que todo “sim” dado a Deus é capaz de transformar destinos e escrever histórias extraordinárias e que, ao se colocar a serviço, encontram o verdadeiro sentido de sua existência.

    Prof. Robson Ribeiro
    Filósofo, Historiador e Teólogo

    Fonte: Vatican News
    https://www.vaticannews.va


    Foto: https://aryelaquino.com.br/jovem-de-19-anos-faz-a-coroacao-de-nossa-senhora-em-tavares-pb/

  • Nossa missão não é um mar de rosas, também é um sinal de contradição, diz Leão XIV 18/08/2025 Nossa missão não é um mar de rosas, também é um sinal de contradição, diz Leão XIV

    Durante a oração do Ângelus, neste domingo (17), em Castel Gandolfo, o papa Leão XIV refletiu sobre a exigência do seguimento de Cristo, lembrando que os discípulos são chamados a ser “sinais de contradição” no mundo, mesmo diante de perseguições, incompreensões e sofrimentos.

    O pontífice iniciou sua mensagem comentando o Evangelho de São Lucas (12, 49-53), em que Jesus afirma ter vindo “trazer fogo à terra”. Segundo Leão XIV, esse texto mostra que a missão cristã não é um caminho fácil: “Jesus diz aos discípulos que a sua missão, e também a dos que o seguem, não é só um mar de rosas, mas é sinal de contradição”.

    O papa recordou que o próprio Cristo enfrentou rejeição, insultos, prisão e crucifixão, mesmo anunciando uma mensagem de amor e justiça. Do mesmo modo, as primeiras comunidades cristãs, relatadas nos Atos dos Apóstolos, também experimentaram perseguição apesar de viverem em paz e na partilha.

    “Nem sempre o bem encontra uma resposta positiva. Muitas vezes, justamente porque a sua beleza incomoda, quem o pratica encontra oposição, prepotência e injustiças”, disse Leão XIV.

    Ele destacou que agir segundo a verdade tem um custo, pois o mal e a mentira resistem ao bem. Contudo, Cristo convida os seus seguidores a não desistirem. “Jesus convida-nos a não responder à prepotência com a vingança, mas a permanecer fiéis à verdade na caridade. Os mártires testemunham isso com o sangue, mas também nós, em circunstâncias diferentes, podemos imitá-los”, afirmou.

    Para exemplificar, o papa citou as dificuldades de um pai que educa seus filhos com firmeza, de um professor que deseja formar bem seus alunos ou de um profissional, religioso ou político que queira agir com honestidade: “Mais cedo ou mais tarde, terão de pagar o preço por permanecer fiéis aos princípios”.

    Leão XIV também recordou o testemunho de Santo Inácio de Antioquia, que a caminho do martírio em Roma escreveu: *“Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra”*.

    Por fim, o pontífice pediu a intercessão de Maria, Rainha dos Mártires, para que os fiéis mantenham coragem na fé: “Que ela nos ajude a ser testemunhas fiéis em todas as circunstâncias e sustente os irmãos e irmãs que hoje sofrem perseguição pela fé”.

    por Wander Soares

    Fonte: ACI Digital
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  • Cristo veio trazer o fogo do amor que renova o mundo, afirma Papa Leão XIV 18/08/2025 Cristo veio trazer o fogo do amor que renova o mundo, afirma Papa Leão XIV

    O papa Leão XIV celebrou, neste domingo (17), uma missa no Santuário de Santa Maria della Rotonda, em Albano, Itália, com a presença de pobres, refugiados, agentes da Cáritas, padres e fiéis da diocese. A celebração reuniu cerca de 250 pessoas dentro da igreja e outras 2 mil acompanharam do lado de fora, por meio de um telão.

    Em sua homilia, o pontífice refletiu sobre o Evangelho de São Lucas (12, 49), no qual Jesus afirma: *“Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!”*. Leão XIV destacou que este “fogo” é o do amor de Cristo, capaz de vencer a indiferença e a prepotência.

    “Jesus mergulhou corajosamente na nossa humanidade. Eis o batismo da cruz: uma imersão total nos riscos que o amor comporta. E nós, quando comungamos, nutrimo-nos desse seu dom audaz”, afirmou.

    O papa explicou que a verdadeira paz não é a tranquilidade oferecida pelo mundo, mas a que nasce da coragem de amar, mesmo diante de riscos e incompreensões. “A missa alimenta a decisão de não viver já para nós mesmos, mas de levar o fogo ao mundo. Não o fogo das armas, nem o das palavras que ferem, mas o fogo do amor que se inclina e serve”, disse.

    Leão XIV agradeceu aos que se dedicam à caridade e pediu que a Igreja não faça distinções entre quem ajuda e quem é ajudado: “Somos a Igreja do Senhor, uma Igreja de pobres, todos preciosos, cada um portador de uma Palavra singular de Deus. Derrubemos os muros e deixemos o fogo do amor queimar preconceitos, medos e prudências que marginalizam”.

    O pontífice concluiu recordando a profecia do velho Simeão, que chamou Jesus de “sinal de contradição”, e pediu que o Espírito Santo transforme os corações: “De corações de pedra em corações de carne”.

    por Wander Soares

    Fonte: ACI Digital
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  • Tecnologia e formação do pensamento crítico, por Dom Oriolo 18/08/2025 Tecnologia e formação do pensamento crítico, por Dom Oriolo

    Estamos vivendo na era digital, na qual a tecnologia permeia todos os aspectos da nossa história salvífica. Em todos os lugares, encontramos sites, blogs e plataformas digitais que, por um lado, têm o potencial de ajudar as pessoas e a sociedade de maneira incrível. A inteligência artificial está trazendo incontáveis benefícios e melhoria à vida das pessoas. Dispositivos como Amazon Alexa, Google Assistent e Apple Siri ajudam usuários ao responder perguntas, definir lembretes e fornecem informações em tempo real.

    Mas, por outro lado, a tecnologia digital está contribuindo para o declínio da capacidade do ser humano de pensar e refletir à luz da revelação judeu cristã, do direito romano e da lógica de Aristóteles. Não nos preocupamos mais em guardar ideias, estudos, conceitos, formações, definições e realidades. Hoje, já não memorizamos mais números de telefone, endereços ou localizações, pois confiamos nos dispositivos digitais que fazem isso por nós. Da mesma forma, não nos preocupamos em nos lembrar de compromissos ou agendas, já que os lembretes automáticos assumem essa função.

     Atualmente, temos acesso a uma quantidade quase ilimitada de informações, o que permite que o ser humano se eduque e aprenda de forma mais fácil e acessível. Para que isso aconteça, as redes sociais nos apresentam rapidamente uma variedade de formatos como textos, imagens, vídeos e áudios.

    No entanto, essa veloz variedade pode nos levar a um desastre cultural, pois ao mesmo tempo que estamos potencializando nossa maneira de pensar, estamos caminhando para uma infantilização do pensamento. Como resultado, muitas vezes não conseguimos mais lidar com textos longos, vídeos informativos, discussões complexas ou sustentar conversas que exigem um raciocínio mais profundo e encadeado.

    Na Holanda, está se recomendando oficialmente que as crianças e adolescentes menores de 15 anos não utilizem redes sociais como TikTok e Instagram. Essa medida, embora não seja uma proibição, reflete a preocupação do governo com os efeitos nocivos dessas plataformas na saúde mental dos jovens. Uma abordagem diferente foi tomada pelo governo brasileiro ao sancionar lei que restringe o uso de celulares nas escolas de educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio). A medida busca melhorar a concentração dos alunos e combater problemas de saúde mental relacionados ao uso excessivo dos écrans virtuais.

     Segundo o historiador Yuval Noah Harari, a crença popular de que a informação leva automaticamente à verdade, e essa ao poder e à sabedoria, é uma simplificação perigosa na era digital. Em seu livro Nexus, ele adverte que a relação entre informação e verdade não é tão direta. Há a possibilidade de cometermos erros honestos ao processar dados, e o perigo de sermos intencionalmente enganados por pessoas que agem com más intenções, movidas por ganância ou ódio. Dessa forma, a informação pode, na realidade, nos conduzir ao erro em vez de à verdade. Além disso, Harari questiona a sabedoria com que usamos o vasto conhecimento adquirido. Mesmo que tenhamos acesso a redes de informação gigantescas e precisas, que nos revelam verdades importantes, não há garantia de que as novas capacidades e o poder que surgem, serão utilizados de forma sábia, ponderada e em vista do bem comum.

    Diante do paradoxo da era digital, onde a tecnologia nos capacita e ao mesmo tempo ameaça a nossa capacidade de pensar profundamente, a figura dos formadores de opinião se torna crucial. Em meio a um fluxo incessante de informações que podem tanto levar à verdade quanto ao erro, e a uma crescente infantilização do pensamento, é essencial que existam vozes que guiem a sociedade. Os líderes de opinião precisam não apenas desmistificar a crença de que toda informação é verdadeira, mas também modelar a sabedoria na prática, mostrando como usar o conhecimento adquirido para o bem. O desafio para essas pessoas é imenso, elas devem combater a superficialidade imposta pela velocidade das redes sociais e promover uma reflexão crítica, incentivando o público a ir além dos títulos e dos vídeos curtos, para que a nossa essência como seres pensantes, feitos à imagem e semelhança de Deus, não seja ofuscada pelo avanço tecnológico.

    Dom Oriolo
    Bispo da Igreja Particular de Leopoldina MG

    Fonte: Vatican News
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  • Parolin: demasiados inocentes pagam com a vida a ganância dos poderosos 08/08/2025 Parolin: demasiados inocentes pagam com a vida a ganância dos poderosos

    "Muitos, demasiados inocentes pagam com a própria vida pela ganância e ambição daqueles que exploram o poder segundo sua vontade: colocá-los no centro das atenções é um imperioso gesto de justiça em relação a eles, porque geralmente não têm voz". É o que evidencia o cardeal secretário de Estado Pietro Parolin em uma mensagem endereçada a padre Nicola Riva, assistente eclesiástico da Obra de Nazaré, a associação leiga internacional fundada nas décadas de 1960 e 1970 por seu pai, Giovanni Riva, professor, escritor e educador. A ocasião foi o evento Tonalestate, a international summer university (universidade internacional de verão) - para estudantes, professores, formadores e todas as pessoas interessadas em abordar culturalmente a realidade, respeitando os direitos humanos, a justiça e a paz - que teve início esta quinta-feira onde os Alpes de Brescia e Trentino se encontram, entre Ponte Di Legno, Passo del Tonale e Vermiglio, norte da Itália. Promovido pela homônima associação cultural e acolhido pela Obra de Nazaré, o evento, que este ano chega a sua 26ª edição, concentra-se até 9 de agosto no tema da miséria, com o título "DeRelicti - quem tem as chaves do reino?" A referência é aos descartados e abandonados, mas também àqueles que causam a situação deles, sem nunca esquecer os caminhos de renascimento. A exortação do cardeal Parolin aos cerca de 200 participantes, principalmente das Américas, Ásia e Europa, é a se dar uma atenção que se traduza em "um esforço para mudar a situação e criar um mundo justo e humano, onde os ‘DeRelicti’ sejam cada vez menos".

    Mudar a realidade onde se encontra

    O objetivo do Tonalestate é "reunir jovens provenientes de muitos países ao redor do mundo - Japão, México, El Salvador, para citar alguns - para explorar e abordar as questões mais prementes do nosso mundo contemporâneo", explicou a presidente Elena Lanzoni à mídia vaticana. "Queremos chamar a atenção para aqueles que não têm voz, que vivem em situações de injustiça e desumanidade devido aos crimes de ´reis´, isto é, aqueles que têm hoje o poder em suas mãos", acrescentou Lanzoni, lançando um olhar para a política, que, observou, "muitas vezes é cúmplice nessa negligência em relação aos últimos". Mas o objetivo, para os jovens presentes, não é apenas se concentrar em "quem determina a vida, a morte, a paz, a guerra, mas também quem pode dar esperança aos abandonados", continua Lanzoni, em um olhar que se passa do eu para o outro nos três dias de simpósio, com encontros, mesas-redondas, filmes, espetáculos, exposições e concertos, idealmente sintetizados naquele I love you que caracteriza os trabalhos. O caminho, reflete ainda Lanzoni, é saber, aprender, adquirir noções e informações "sobre o que é o mundo, mas também encontrar um impulso, um convite para repetir tudo isso, cada um em seu próprio país, em sua universidade, na escola, no local de trabalho, para começar a mudar a realidade onde quer que estejam".

    Hospitalidade, comprometimento e doação

    Olhando para o presente, Eletta Paola Leoni, diretora do Centro de Estudos Tonalestate, concentrou-se naquela "ansiedade de posse que é um inimigo dentro de nós e do qual devemos nos libertar": as bombas em Gaza, Líbano, Síria, Irã, Ucrânia e Sudão, destacou, vêm, na verdade, "daqueles que deveriam governar com justiça e sabedoria", e, em vez disso, testemunhamos apenas sofrimento, dor e violência. De Emanuele Ferrari, professor e prefeito de Castelnovo ne´ Monti, na província de Reggio Emilia, veio um chamado à escuta, a um olhar "para o horizonte da comunidade, que é hospitalidade, compromisso e doação", numa espécie de "poética das relações, que rejeita a política da força e reafirma o poder da política, capaz de unir as pessoas".

    Mais de 50 guerras em curso no mundo

    Gian Guido Folloni, jornalista, ex-editor do "Avvenire" e ex-ministro da República, ofereceu um panorama dramático da era contemporânea: "Há 56 guerras em curso hoje", lembrou, recordando o Artigo 11 da Constituição italiana e o repúdio à guerra, mas observando que "as boas intenções da comunidade internacional após a Segunda Guerra Mundial foram abandonadas". Hoje, refletiu, da Faixa de Gaza a Darfur, no Sudão, assistimos ao "fracasso daquilo que aprendemos a chamar de civilização".

    Fraternidade e bem comum

    Nesse contexto, um apelo à fraternidade foi feito durante o simpósio pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, que pouco antes havia administrado o sacramento da Crisma a cinco jovens da Obra de Nazaré durante uma celebração eucarística na Igreja da Santíssima Trindade em Ponte di Legno. O purpurado, lembrando como o Papa Leão XIV tem especial apreço pelo "compromisso com a paz" e pela "unidade da Igreja", exortou os jovens a assumirem um papel "em primeira pessoa": diante da fragilidade dos outros, disse ele, "devemos sentir a responsabilidade de ajudá-los". Porque "a vida de cada um de nós está interligada à dos outros": todos devemos, portanto, "sentir o dever de nos unir fraternalmente, soccorendo, ajudando e colaborando" para construir o bem comum.

    Fonte: Vatican News
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  • Papa Leão XIV anuncia data e tema da JMJ Seul 2027 04/08/2025 Papa Leão XIV anuncia data e tema da JMJ Seul 2027

    O Papa Leão XIV anunciou a data e o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá em Seul, na Coreia do Sul. O maior evento voltado para a juventude católica do mundo será realizado entre 3 e 8 de agosto de 2027, com o tema “Tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

    O anúncio foi feito durante a oração do Angelus neste domingo, 3, após a Missa do Jubileu dos Jovens. “Depois deste Jubileu, a ‘peregrinação da esperança’ dos jovens continua e nos levará à Ásia”, expressou o Pontífice.

    “É precisamente a esperança que habita em nossos corações a dar-nos a força para anunciar a vitória de Cristo Ressuscitado sobre o mal e a morte”, prosseguiu o Santo Padre, “e disso, vós, jovens peregrinos de esperança, sereis testemunhas até aos confins da terra”.

    Renovando o convite feito pelo Papa Francisco no encerramento da JMJ Lisboa 2023, Leão XIV concluiu sua fala: “encontramo-nos, então, em Seul: continuemos juntos a sonhar e a alimentar a esperança”!


    Fonte: Cançao Nova Not
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  • Mês Vocacional traz apelos à escuta, discernimento e compromisso com o chamado de Deus 04/08/2025 Mês Vocacional traz apelos à escuta, discernimento e compromisso com o chamado de Deus

    Neste mês de agosto de 2025, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional em sintonia com o Ano Jubilar. Trata-se de um tempo especial para a escuta de Deus, o discernimento pessoal e a renovação do compromisso com a vocação recebida. O tema deste ano — “Peregrinos porque chamados” — inspira-se na caminhada de fé do cristão, que vive em constante busca e resposta ao chamado de Deus. O lema, retirado da Carta de São Paulo aos Romanos, “A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações” (Rm 5,5), recorda que toda vocação nasce do amor gratuito de Deus e se sustenta na esperança ativa.










    Em artigo publicado neste contexto, o arcebispo de Natal (RN), dom João Santos Cardoso, destaca que a vocação é dom e resposta, enraizada na fé e sustentada pela esperança.

    "    “A vocação amadurece através do compromisso quotidiano de fidelidade ao Evangelho, na oração, no discernimento e no serviço”, afirma o arcebispo, ao recordar a mensagem do Papa Francisco para o 62º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, na qual o Pontífice sublinha que “toda vocação é animada pela esperança, que se traduz em confiança na Providência”."

    Dom João chama atenção especialmente para a vocação sacerdotal, que considera essencial para a vida e missão da Igreja. Segundo ele, o sacerdote é chamado a ser alter Christus, presença sacramental de Cristo no meio do povo, responsável por presidir os sacramentos, anunciar a Palavra e conduzir o povo de Deus com esperança e compaixão.

    "    “A vocação sacerdotal é belíssima, embora exigente”, diz ele, ao reforçar que a Igreja deve investir numa pastoral vocacional acolhedora e perseverante, especialmente junto aos jovens que enfrentam incertezas e crises de sentido."

    Também refletindo sobre o Mês Vocacional, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira Corrêa, enfatiza que todas as formas de serviço na Igreja devem ser compreendidas como verdadeiras vocações.

    "    “É vocação o matrimônio, o sacerdócio, a vida religiosa e missionária, a consagração nas novas comunidades e o Ministério das Virgens. É preciso que as famílias reconheçam e acolham o chamado como dom”, defende o arcebispo."

    Para dom Alberto, promover uma cultura vocacional passa pelo testemunho das comunidades, pela vivência litúrgica bem celebrada e pelo acolhimento nas paróquias.

    "    “Uma pessoa bem acolhida acaba se envolvendo, descobrindo seus dons e colocando-os a serviço”, afirma. Ele também destaca a importância de chamar diretamente os jovens para a missão, como incentivou São João Paulo II: “As vocações existem. O que falta é trato e carinho”."

    Os dois arcebispos reforçam a necessidade de cultivar a oração como base da cultura vocacional. Citando o Evangelho de Mateus, dom Alberto conclui: “Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para sua colheita!”.

    O Mês Vocacional de 2025 é, assim, uma oportunidade privilegiada para toda a Igreja no Brasil renovar sua disposição em ser terra fértil para as vocações, reconhecendo que cada batizado é chamado a ser sinal de esperança no mundo.
    Materiais

    Acesse, abaixo, os materiais do Mês Vocacional 2025:

    Refrão Meditativo
    Identidade Visual
    Conteúdo Formativo

    Fonte: CNBB

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