Papa: a ameaça contra o povo iraniano é inaceitável
08/04/2026
Claras e diretas foram as palavras do Papa Leão do lado de fora de sua residência em Castel Gandolfo. Em uma breve declaração aos jornalistas, em italiano e depois em inglês, na noite desta terça-feira, 7 de abril, o Pontífice reafirma a urgência da paz, pensando na grave situação que está sendo vivida, olhando para o ultimato lançado pelo presidente americano Donald Trump ao Irã, com a ameaça de destruir tudo em uma noite se não forem aceitas as condições apresentadas anteriormente e rejeitadas por Teerã a respeito do Estreito de Ormuz.
O Papa retoma as palavras sobre a paz expressas no Domingo de Páscoa, na mensagem Urbi et Orbi, quando havia feito um apelo para depor as armas “a quem tem o poder de desencadear guerras”, escolhendo o caminho do diálogo e não o da força. Leão XIV sublinha que estão em jogo “questões de direito internacional”, mas, muito mais do que isso, existe “uma questão moral”, na qual é preciso ter presente o bem do povo. O pensamento se volta sobretudo aos mais frágeis, vítimas de uma escalada.
“Gostaria de convidar todos a pensar, no coração, verdadeiramente, nos tantos inocentes, nas tantas crianças, nos tantos idosos, totalmente inocentes.”
Rezar pela paz
O Pontífice recorda que se fez um apelo ao diálogo desde os primeiros dias do conflito, buscando soluções por meio da negociação, para resolver os problemas “sem chegar a este ponto — afirma —, em vez disso, estamos aqui”."“Gostaria de convidar todos a rezar — prossegue —, mas também a procurar formas de se comunicar — talvez com os ‘congressistas’ (membros do Congresso), com as autoridades — para dizer que não queremos a guerra, queremos a paz! Somos um povo que ama a paz. Há tanta necessidade de paz no mundo!”"
Uma guerra definida como injusta
Também em inglês, o Papa repete os mesmos conceitos, convida “todas as pessoas de boa vontade a buscar sempre a paz e não a violência, a rejeitar a guerra, especialmente uma guerra que muitos definiram como injusta, que continua a se intensificar e que não resolve nada”.O Santo Padre se detém, então, nas crises que atravessam o mundo: a econômica, a energética, e olha para “a grande instabilidade no Oriente Médio, que está apenas provocando mais ódio em todo o mundo”. Repetidas vezes, reforça seu convite ao diálogo, a pensar nas vítimas inocentes e que “todos os ataques à infraestrutura civil são contra o direito internacional, mas são também um sinal do ódio, da divisão, da destruição de que o ser humano é capaz”. E dirige-se aos cidadãos de todos os países envolvidos para que façam ouvir a sua voz de paz.
"“As pessoas querem a paz.”"
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
Outras notícias de
-
Papa: O coração de Deus está destroçado pelas guerras e pelas injustiças
-
Papa: sem a lei moral, a democracia pode virar tirania
-
Papa: A trégua é um sinal de esperança viva, somente com o diálogo a guerra poderá terminar
-
Semana Santa, a seriedade do Amor
-
Deus rejeita a oração de quem faz a guerra, afirma o papa Leão XIV
-
O que é o jejum e por que é importante na Semana Santa
-
A Páscoa do Senhor em São João por Santo Agostinho
-
A Inteligência Artificial a serviço da paz, por Dom Oriolo
-
Diocese de Baturité é instalada no Ceará, a primeira criada por Leão XIV no Brasil
-
Veja a resposta para quem acredita que não tem nada a confessar
-
Fé é confiar em Deus mesmo quando o céu faz silêncio
-
Reze com a CNBB pelo desarmamento e pela paz, em 19 de março
-
Desafios da moradia digna no Brasil
-
Por que os católicos fazem renúncias na Quaresma?
-
Papa: a paz não se constrói com ameaças recíprocas nem com armas que semeiam morte
-
Exercícios Espirituais da Quaresma com o Papa têm início no Vaticano
-
CF 2026 reflete compromisso da Igreja com a justiça social
-
Campanha da Fraternidade 2026: POM lança roteiro voltado para crianças
-
Nosso pecado e o peso de um mundo em chamas
-
Cultura da Vida: Deus confia ao ser humano a missão de cuidar da vida

