Investir na formação para ser contagiado pela alegria do Evangelho, pede o Papa

O discurso de Leão XIV foi o mesmo para ambos os grupos, e fio condutor foi a missão e os desafios da evangelização a partir de um evento realizado recentemente em Roma sobre o tema “Sacerdotes felizes”.
Todos devemos ser contagiados pela alegria do Evangelho, disse o Pontífice. Mas para que não se reduza a um slogan, a formação integral é fundamental. Ela não se reduz a adquirir competências cognitivas, mas deve almejar a transformar a nossa humanidade e a nossa espiritualidade, para que assumam a forma do Evangelho.
Para isso, é preciso que a “casa” da nossa vida, presbiteral ou leiga, seja fundamentada sobre a rocha, isto é, sobre bases robustas com as quais saber enfrentar as tempestades humanas e espirituais.
O primeiro fundamento apontado pelo Pontífice foi é a amizade com Jesus, centro de toda vocação e missão apostólica. “É preciso viver em primeira pessoa a experiência da intimidade com o Mestre”, afirmou o Santo Padre, pois é sobretudo esta experiência que se transmite no ministério através do modo de ser, do nosso estilo, da nossa humanidade e de como somos capazes de viver boas relações. Como dizia Papa Francisco, é testemunhar que Jesus não é uma doutrina, mas é Deus que se faz vivo em mim.
Todavia, isso implica um contínuo caminho de conversão, um trabalho constante sobre si mesmo, enfrentando as sombras e as feridas que nos marcam, deixando cair as próprias máscaras.
O segundo fundamento da “casa” é a vivência de uma fraternidade efetiva e afetiva em comunidade. Para o Papa Leão, isso requer um esforço para vencer o individualismo e a propensão a superar os outros, tornando-nos concorrentes, para aprender a construir gradualmente relações humanas e espirituais boas e fraternas. A respeito, afirmou o Papa, há muito caminho a percorrer.
O terceiro e último fundamento, segundo Leão, é a partilha da missão com todos os batizados. É preciso recuperar o sentimento de ser discípulos missionários. Os sacerdotes não são “condutores solitários” nem superiores a ninguém: “Precisamos de padres capazes de discernir e reconhecer em todos a graça do Batismo e os carismas que disso resultam, ajudando as pessoas a se abrirem a esses dons para encontrarem coragem e entusiasmo de se empenhar na vida da Igreja e da sociedade”.
O Santo Padre concluiu encorajando os dois grupos a prosseguirem em seus caminhos, na companhia de Nossa Senhora.
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
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